sábado, 5 de fevereiro de 2011

Será que a evolução é compatível com A BÍBLIA?

Professor ensinando a evolução

Será que a evolução é compatível com
A BÍBLIA?


É POSSÍVEL que Deus tenha criado o homem por meio da evolução de animais? Será que ele direcionou o desenvolvimento da bactéria para que ela passasse pelos estágios de peixe, réptil, mamífero, até que uma raça de macacos por fim se transformasse em humanos? Alguns cientistas e líderes religiosos afirmam acreditar tanto na teoria da evolução como na Bíblia. Eles dizem que o livro bíblico de Gênesis é simbólico. Talvez você se pergunte: ‘Será que a teoria de que os homens evoluíram dos animais é compatível com a Bíblia?’
O apóstolo Paulo disse a gregos instruídos: “Deus . . . fez de um só homem toda nação dos homens”

Entender nossa origem é vital para entender quem somos, para onde vamos e como devemos viver. Apenas conhecendo a origem do homem podemos entender por que Deus permite o sofrimento e o Seu propósito para o futuro dos humanos. Não podemos ter uma boa relação com Deus se não tivermos certeza de que ele é o nosso Criador. Portanto, examinemos o que a Bíblia diz sobre a origem do homem, sua condição atual e seu futuro. Daí, veremos se a teoria da evolução é compatível com a Bíblia.

Quando existia apenas um homem

Os evolucionistas geralmente alegam que uma população de animais se desenvolveu de forma gradual e se transformou numa população de humanos, negando o fato de que no passado existia apenas um homem. Mas a Bíblia diz algo muito diferente. Fala que nos originamos de um homem, Adão, e o apresenta como uma pessoa real. Ela menciona o nome de sua esposa e de alguns de seus filhos. Conta em detalhes o que ele fez, o que disse, quando viveu e quando morreu. Jesus não considerava esse relato apenas como uma história para pessoas sem instrução. Ao se dirigir a líderes religiosos bem-instruídos, ele disse: “Não lestes que aquele que os criou desde o princípio os fez macho e fêmea?” (Mateus 19:3-5) Daí, Jesus citou as palavras sobre Adão e Eva registradas em Gênesis 2:24.

Mulher lendo a Bíblia
Lucas, um escritor da Bíblia e historiador meticuloso, falou de Adão como uma pessoa tão real quanto Jesus. Lucas pesquisou a genealogia de Jesus chegando até o primeiro homem. (Lucas 3:23-38) Além disso, quando o apóstolo Paulo falou a uma assistência que incluía filósofos instruídos nas famosas escolas gregas, ele lhes disse: “O Deus que fez o mundo e todas as coisas nele . . . fez de um só homem toda nação dos homens, para morarem sobre a superfície inteira da terra.” (Atos 17:24-26) Fica claro que a Bíblia ensina que descendemos de “um só homem”. Será que a descrição bíblica da condição inicial do homem é compatível com a evolução?

O homem perde a perfeição

Segundo a Bíblia, Jeová criou o primeiro homem perfeito. Na verdade, é impossível que Deus faça algo imperfeito. O relato da criação diz: “Deus passou a criar o homem à sua imagem . . . Depois, Deus viu tudo o que tinha feito, e eis que era muito bom.” (Gênesis 1:27, 31) Como é um homem perfeito?

A evolução apresenta o homem moderno como um animal que está se aprimorando. A Bíblia o apresenta como alguém que descendeu de um homem perfeito e está em processo de degeneração
Um homem perfeito tem livre-arbítrio e a capacidade de imitar completamente as qualidades de Deus. A Bíblia diz: “O verdadeiro Deus fez a humanidade reta, mas eles mesmos têm procurado muitos planos.” (Eclesiastes 7:29) Adão decidiu rebelar-se contra Deus. Por causa disso, ele perdeu a perfeição tanto para si mesmo como para seus descendentes. O fato de o homem ter perdido a perfeição explica por que muitas vezes, apesar de querermos fazer o que é certo, falhamos e ficamos desapontados. O apóstolo Paulo escreveu: “Aquilo que quero, isso não pratico; mas aquilo que odeio é o que faço.” — Romanos 7:15.

De acordo com a Bíblia, um homem perfeito viveria para sempre com saúde perfeita. Fica evidente pelo que Deus disse a Adão que se ele não desobedecesse nunca morreria. (Gênesis 2:16, 17; 3:22, 23) Jeová não teria dito que a criação do homem era ‘muito boa’ se o homem tivesse a predisposição de adoecer ou de se rebelar. A perda da perfeição explica por que o corpo humano, embora tenha sido maravilhosamente projetado, é suscetível a doenças e deformidades. Portanto, a evolução é incompatível com a Bíblia. Ela apresenta o homem moderno como um animal que está se aprimorando. A Bíblia o apresenta como alguém que descendeu de um homem perfeito e está em processo de degeneração.
O conceito de que Deus direcionou a evolução para criar o homem é também incompatível com o que a Bíblia diz sobre a personalidade de Deus. Se ele tivesse direcionado o processo da evolução, isso significaria que ele também direcionou a humanidade para o atual estado de doença e aflição. No entanto, a Bíblia diz sobre Deus: “A Rocha, perfeita é a sua atuação, pois todos os seus caminhos são justiça. Deus de fidelidade e sem injustiça; justo e reto é ele. Agiram ruinosamente da sua parte; não são seus filhos, o defeito é deles.” (Deuteronômio 32:4, 5) Assim, o sofrimento atual da humanidade não é o resultado de uma evolução direcionada por Deus. É o resultado de um homem ter perdido a perfeição para si e para sua descendência por ter se rebelado contra Deus. Agora que já analisamos Adão, podemos passar para Jesus. A evolução é compatível com o que a Bíblia diz sobre Jesus?

É possível acreditar na evolução e no cristianismo?

“Cristo morreu pelos nossos pecados.” Como você deve saber, esse é um ensinamento básico do cristianismo. (1 Coríntios 15:3; 1 Pedro 3:18) Para vermos por que a evolução é incompatível com essa declaração, primeiro temos de entender por que a Bíblia nos chama de pecadores e o que o pecado causa em nós.

Todos nós somos pecadores no sentido de que não conseguimos imitar perfeitamente as gloriosas qualidades de Deus, como seu amor e sua justiça. É por isso que a Bíblia diz: “Todos pecaram e não atingem a glória de Deus.” (Romanos 3:23) Ela ensina que o pecado é a causa da morte. “O aguilhão que produz a morte é o pecado”, diz 1 Coríntios 15:56. O pecado herdado também é a causa fundamental das doenças. Jesus indicou que há uma ligação entre as doenças e a nossa condição pecaminosa. Ele disse a um paralítico: “Teus pecados estão perdoados”, e o homem foi curado. — Mateus 9:2-7.

Como a morte de Jesus nos ajuda? A Bíblia contrasta Adão com Jesus Cristo e diz: “Assim como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos serão vivificados.” (1 Coríntios 15:22) Por sacrificar sua vida, Jesus pagou o preço pelo pecado que herdamos de Adão. Portanto, todos os que exercem fé em Jesus e o obedecem têm a perspectiva de receber o que Adão perdeu — a vida eterna. — João 3:16; Romanos 6:23.

Então, consegue perceber que a evolução é incompatível com o cristianismo? Se duvidamos de que “em Adão todos morrem”, como podemos ter a esperança de que “em Cristo todos serão vivificados”?

Por que a evolução atrai as pessoas

A Bíblia revela por que ensinos como a evolução se tornam populares. Ela diz: “Haverá um período de tempo em que não suportarão o ensino salutar, porém, de acordo com os seus próprios desejos, acumularão para si instrutores para lhes fazerem cócegas nos ouvidos; e desviarão os seus ouvidos da verdade, ao passo que serão desviados para histórias falsas.” (2 Timóteo 4:3, 4) A evolução, embora geralmente apresentada numa linguagem científica, é na verdade uma doutrina religiosa. Ensina uma filosofia de vida e uma postura com respeito a Deus. Suas crenças estimulam de modo sutil as tendências egoístas e independentes da humanidade. Muitos que acreditam na evolução dizem que também acreditam em Deus. No entanto, sentem-se livres para pensar em Deus como alguém que não criou as coisas, que não interfere em assuntos humanos e que não julgará as pessoas. É uma crença que diz o que as pessoas querem ouvir.

Os que ensinam a evolução muitas vezes são motivados, não por fatos, mas pelos “seus próprios desejos” — talvez o desejo de serem aceitos pela comunidade científica, que considera a evolução uma doutrina estabelecida. O professor de bioquímica Michael Behe, que passou a maior parte de sua vida estudando as complexas funções internas das células vivas, explicou que os que ensinam a evolução da estrutura celular não têm base para suas afirmações. Será que a evolução poderia ocorrer nesse minúsculo nível molecular? “A evolução molecular não se baseia em autoridade científica”, escreveu ele. “Não há publicação na literatura científica — revistas de prestígio, revistas especializadas ou livros — que descreva como a evolução molecular de qualquer sistema bioquímico real, complexo, ocorreu ou poderia ter ocorrido. . . . A afirmação da existência de evolução molecular darwiniana é simplesmente bazófia.”

1. Flores; 2. Antílope
“A evolução molecular não se baseia em autoridade científica”


Se os evolucionistas não têm explicações suficientes, por que divulgam suas idéias com tanta convicção? Behe explica: “Muitas pessoas, inclusive importantes e renomados cientistas, simplesmente não querem que exista qualquer outra coisa além da natureza.”

A doutrina da evolução atrai muitos clérigos que desejam parecer sábios. Eles se assemelham às pessoas descritas na carta do apóstolo Paulo aos cristãos em Roma. Ele escreveu: “Aquilo que se pode saber sobre Deus é manifesto entre eles . . . Suas qualidades invisíveis são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas, mesmo seu sempiterno poder e Divindade, de modo que eles são inescusáveis; porque, embora conhecessem a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe agradeceram, mas tornaram-se inanes nos seus raciocínios e o seu coração ininteligente ficou obscurecido. Embora asseverassem ser sábios, tornaram-se tolos.” (Romanos 1:19-22) Como você pode evitar ser enganado por falsos instrutores?

A fé no Criador se baseia em evidências

Ao definir a fé, a Bíblia enfatiza a importância de evidências. Ela diz: “A fé é a expectativa certa de coisas esperadas, a demonstração evidente de realidades, embora não observadas.” (Hebreus 11:1) A verdadeira fé em Deus deve se basear em evidências que demonstram que realmente existe um Criador. A Bíblia mostra onde você pode encontrar essas evidências.

O escritor bíblico Davi escreveu sob inspiração: “Elogiar-te-ei porque fui feito maravilhosamente, dum modo atemorizante.” (Salmo 139:14) Tirar tempo para refletir no maravilhoso projeto de nosso corpo e de outras criaturas vivas nos enche de admiração pela sabedoria de nosso Criador. Cada parte dos milhares de sistemas que cooperam entre si para nos manter vivos foi projetada de forma ideal. Além disso, o Universo físico fornece evidências de precisão matemática e ordem. Davi escreveu: “Os céus declaram a glória de Deus; e a expansão está contando o trabalho das suas mãos.” — Salmo 19:1.

A própria Bíblia é uma rica fonte de evidências sobre o Criador. Tirar tempo para examinar a harmonia de seus 66 livros, a superioridade de seus padrões de moral e o cumprimento certo de profecias vão dar a você amplas evidências de que o autor dela é o Criador. Entender os ensinamentos da Bíblia também lhe dará a confiança de que a Bíblia é realmente a Palavra do Criador. Por exemplo, quando você entender ensinamentos bíblicos como a causa do sofrimento, o Reino de Deus, o futuro da humanidade e como encontrar a felicidade, verá uma demonstração evidente da sabedoria de Deus. Talvez se sinta como Paulo quando escreveu: “Ó profundidade das riquezas, e da sabedoria, e do conhecimento de Deus! Quão inescrutáveis são os seus julgamentos e além de pesquisa são os seus caminhos!” — Romanos 11:33.

Ave
 O maravilhoso projeto das criaturas vivas nos enche de admiração pela sabedoria do nosso Criador

Ao examinar as evidências e sua fé aumentar, você ficará convencido de que quando lê a Bíblia está na realidade ouvindo o próprio Criador. Ele diz: “Eu é que fiz a terra e criei até mesmo o homem sobre ela. Eu — minhas próprias mãos estenderam os céus, e dei ordens a todo o seu exército.” (Isaías 45:12) Com certeza, você nunca se arrependerá de ter se esforçado para provar a si mesmo que Jeová é o Criador de todas as coisas.

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Permite que Deus fale com você todos os dias?

Um homem lendo a Bíblia

Permite que Deus fale com você todos os dias?


COM que freqüência você se olha no espelho? Para a maioria de nós, isso é um costume diário — talvez façamos várias vezes ao dia. Por quê? Porque nos preocupamos com nossa aparência.

Ler a Bíblia pode ser comparado a olhar no espelho. (Tiago 1:23-25) A mensagem registrada na Palavra de Deus tem o poder de nos permitir ver como realmente somos. Ela “penetra até a divisão da alma e do espírito”. (Hebreus 4:12) Em outras palavras, a Bíblia separa o que parecemos ser por fora daquilo que realmente somos por dentro. Mostra que ajustes precisamos fazer, assim como um espelho.

A Bíblia revela os ajustes que precisamos fazer e também nos ajuda a fazê-los. O apóstolo Paulo escreveu: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça.” (2 Timóteo 3:16, 17) Dos quatro benefícios destacados, note que três deles — repreender, endireitar as coisas e disciplinar — envolvem ajustes em nossas atitudes e ações. Se precisamos olhar regularmente no espelho para ter a certeza de que a nossa aparência está aceitável, quanto mais precisamos ler a Palavra de Deus, a Bíblia, regularmente!

Ao designar Josué para liderar a nação de Israel, Jeová Deus disse: “Este livro da lei não se deve afastar da tua boca e tu o tens de ler em voz baixa dia e noite, para cuidar em fazer segundo tudo o que está escrito nele; pois então farás bem-sucedido o teu caminho e então agirás sabiamente.” (Josué 1:8) De fato, para ser bem-sucedido, Josué precisava ler a Palavra de Deus “dia e noite”, ou seja, regularmente.

O primeiro salmo também mostra os benefícios de se ler regularmente a Bíblia: “Feliz é o homem que não tem andado no conselho dos iníquos, e que não se deteve no caminho dos pecadores, e que não se sentou no assento dos zombadores. Mas, seu agrado é na lei de Jeová, e na sua lei ele lê dia e noite em voz baixa. E ele há de tornar-se qual árvore plantada junto a correntes de água, que dá seu fruto na sua estação e cuja folhagem não murcha, e tudo o que ele fizer será bem-sucedido.” (Salmo 1:1-3) Com certeza, queremos ser esse tipo de pessoa.

Muitos fazem da leitura da Bíblia um hábito diário. Quando perguntaram a um cristão por que ele lê a Bíblia todo dia, sua resposta foi: “Se oro várias vezes a Deus durante o dia e espero que ele me escute, por que eu não deveria também escutar a Deus por ler sua Palavra todo dia? Se queremos ser bons amigos, também devemos estar dispostos a escutar.” Isso faz sentido. Ler a Bíblia é como escutar a Deus porque dessa maneira ficamos sabendo o seu ponto de vista sobre os assuntos.

Vencer o desafio

Pode ser que você já tenha tentado iniciar um programa de leitura da Bíblia. Já leu a Bíblia inteira, de capa a capa? Essa é uma forma excelente de se familiarizar com o seu conteúdo. No entanto, alguns já tentaram muitas vezes ler a Bíblia inteira, mas o seu programa de leitura acabou sendo interrompido. Já lhe aconteceu isso? O que você pode fazer para atingir o alvo de ler toda a Bíblia? O que acha de tentar estas duas sugestões?

Uma mulher lendo a Bíblia em um trem
Pode reservar tempo todo dia para a leitura da Bíblia?

Inclua a leitura da Bíblia em sua rotina diária. Para cada dia, escolha uma hora em que é mais provável que você possa fazer sua leitura da Bíblia. Tenha também um plano B. Se por alguma razão não puder fazer a leitura no horário preferido, selecione um outro para não deixar passar nenhum dia sem ler a Palavra de Deus. Dessa maneira, estará imitando o exemplo dos antigos bereanos. Lemos o seguinte sobre eles: “Recebiam a palavra com o maior anelo mental, examinando cuidadosamente as Escrituras, cada dia, quanto a se estas coisas eram assim.” — Atos 17:11.

Tenha um alvo específico. Por exemplo, se você ler entre três e cinco capítulos por dia, poderá ler a Bíblia inteira em apenas um ano. A tabela na próxima página mostra como isso pode ser feito. O que acha de tentar seguir esse programa? Na coluna “Data”, escreva quando vai ler cada grupo de capítulos. Tique os quadrículos à medida que lê os capítulos. Isso o ajudará a saber onde está na leitura.

Depois de ler a Bíblia inteira, não precisa parar por aí. Pode usar o mesmo programa para ler toda a Bíblia cada ano, talvez começando numa parte diferente. Se quiser fazer a leitura da Bíblia num ritmo mais lento, pode ler cada grupo de capítulos em dois ou três dias.

Toda vez que ler a Bíblia, você encontrará coisas novas para usar em sua vida — coisas que não tinha notado antes. Por quê? Porque “está mudando a cena deste mundo”, e nossa vida e circunstâncias também mudam constantemente. (1 Coríntios 7:31) Assim, esteja decidido a olhar todo dia no espelho da Palavra de Deus, a Bíblia. Dessa maneira, pode ter a certeza de que estará permitindo que Deus fale com você todos os dias. — Salmo 16:8.

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Será que o sexo vai melhorar meu namoro?

Um casal jovem sozinho no carro

Será que o sexo vai melhorar meu namoro?


Helena está namorando Márcio por apenas dois meses, mas sente que o conhece há séculos. Trocam mensagens de texto o tempo todo, ficam horas conversando por telefone e um já sabe o que o outro vai dizer antes de terminar a frase! Mas agora que estão parados no carro sob o luar, Márcio quer mais do que apenas conversar.

Nos últimos dois meses, Márcio e Helena apenas pegaram na mão e deram alguns beijos breves. Helena não quer passar disso. Mas também não quer perder Márcio. Ninguém a faz se sentir tão linda, tão especial. ‘Além disso’, ela diz a si mesma, ‘nós nos amamos . . . então, qual o problema?’

VOCÊ talvez imagine como vai acabar essa história. Mas o que você talvez não imagine é como o sexo traria mudanças drásticas para Márcio e Helena — e não para melhor. Analise:

Uma tela sendo usada como capacho
O sexo antes do casamento é um desrespeito ao presente de Deus. É como pegar uma linda tela que alguém pintou para você e usá-la como capacho


Se você desafiar uma lei física, como a lei da gravidade, sofrerá consequências. O mesmo se aplica a desafiar uma lei moral, como a de ‘se abster [ou afastar] de fornicação’.* (1 Tessalonicenses 4:3) Quais são as consequências de desobedecer a essa lei? A Bíblia diz: “Quem pratica a fornicação está pecando contra o seu próprio corpo.” (1 Coríntios 6:18) Como assim? Tente alistar abaixo três consequências do sexo antes do casamento.
Agora, dê uma olhada no que você escreveu. Incluiu coisas como doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada ou a perda do favor de Deus? Essas são consequências desastrosas que podem sobrevir a qualquer um que desobedece às leis morais de Deus referentes à fornicação.

Mesmo assim, pode ser que se sinta tentado. Você talvez pense ‘Essas coisas não vão acontecer comigo, afinal, todo mundo está fazendo sexo’. Seus colegas se gabam de suas aventuras sexuais e parece que não acontece nada com eles. Pode ser que você se sinta como Helena, mencionada no início do artigo, e ache que o sexo vai unir vocês dois mais ainda. Além disso, quem gosta de ser zombado por ser virgem? Então, será que não é melhor ceder?

SEJA O HERÓI DELA!

Se estiver namorando, você realmente se importa com sua namorada? Então, mostre a ela que você tem . . .
  • a força para obedecer às leis de Deus
  • a sabedoria para evitar circunstâncias tentadoras
  • o amor para se importar com ela
Se você fizer isso, provavelmente os sentimentos de sua namorada serão parecidos aos da sulamita, que disse: “Meu querido é meu e eu sou dele.” (Cântico de Salomão 2:16) Resumindo, você será o herói dela!

Veja Provérbios 22:3; 1 Coríntios 6:18; 13:4-8.
Não é bem assim. Pare e pense. Em primeiro lugar, nem todo mundo está fazendo sexo. É verdade que estatísticas indicam que um número alarmante de jovens está fazendo isso. Por exemplo, uma pesquisa realizada nos Estados Unidos revelou que 2 de cada 3 jovens naquele país são sexualmente ativos na época que terminam o ensino médio. Mas isso também significa que 1 de cada 3 — um número considerável — não é sexualmente ativo. Mas que dizer daqueles que são? Pesquisadores constataram que muitos desses jovens sofrem uma ou mais das seguintes consequências.

Consequência 1: ANGÚSTIA. A maioria dos jovens que fizeram sexo antes do casamento disse que depois se arrependeu.

Consequência 2: DESCONFIANÇA. Depois de terem feito sexo, os dois se perguntam: ‘Com quem mais ele/ela fez sexo?’

Consequência 3: DESLEALDADE. Depois do sexo, é mais provável que o rapaz largue a namorada e arrume outra.

Consequência 4: DESILUSÃO. No fundo, a garota teria preferido alguém que a protegesse, não que a usasse.

Além desses pontos, pense no seguinte: muitos rapazes dizem que nunca se casariam com uma garota com quem já fizeram sexo. Por quê? Porque preferem uma moça de moral mais elevada.

O QUE OUTROS JOVENS DIZEM

Diana Diana
“Não basta apenas dizer ‘não’ para que a pessoa pare de tentar. Depende de como você recusa. Se usar um tom de voz suave, fica claro que você está dizendo ‘não’ da boca para fora. Você precisa ser firme!”



James James
“Nem sempre funciona apenas dizer ‘não’. Mesmo explicar suas crenças talvez não funcione. Conheço algumas pessoas que se gabam de ter conseguido induzir um cristão a ceder. Às vezes, o melhor mesmo é cair fora. É difícil, mas dá certo.”



Joshua Joshua
“Os jovens cristãos têm qualidades que outros acham atraentes. Então, você precisa ficar esperto e recusar quando for convidado a fazer algo imoral. Preserve essas qualidades. Não abra mão dos seus princípios!”

Isso deixa você surpreso ou até indignado? Em caso afirmativo, quer você seja uma moça quer seja um rapaz, lembre-se disto: a realidade do sexo antes do casamento é muito diferente do que é apresentado nos filmes e na TV. A indústria do entretenimento glamoriza o sexo entre adolescentes e o faz parecer amor verdadeiro. Mas não seja ingênuo! Se alguém tentasse convencê-lo a fazer sexo antes do casamento, essa pessoa estaria apenas pensando nos interesses dela. (1 Coríntios 13:4, 5) Afinal, será que alguém que realmente ama você colocaria seu bem-estar físico e emocional em perigo? (Provérbios 5:3, 4) Será que alguém que realmente se importa com você o faria se sentir tentado a prejudicar sua relação com Deus? — Hebreus 13:4.

SUGESTÃO

No que diz respeito ao seu modo de tratar o sexo oposto, uma boa regra a ser seguida é esta: se você não gostaria que seus pais o vissem fazendo algo, então, você não deveria fazê-lo.

Na realidade, se você ceder estará se rebaixando por abrir mão de algo muito valioso. (Romanos 1:24) Não é de admirar que muitos se sentem vazios e desprezíveis depois do sexo, como se uma parte valiosa de si mesmos tivesse sido roubada! Não deixe que isso aconteça com você. Se alguém tentar persuadi-lo a fazer sexo, dizendo “Se me amasse, você faria”, diga com firmeza “Se me amasse, você nem pediria isso!”

Seu corpo é valioso demais para ser entregue de mãos beijadas. Mostre que tem a força de caráter para obedecer à lei de Deus de se abster de fornicação. Daí, quando se casar, você poderá fazer sexo. E poderá aproveitá-lo plenamente, sem as preocupações, arrependimentos e inseguranças que costumam ser o resultado do sexo antes do casamento. — Provérbios 7:22, 23; 1 Coríntios 7:3.

PARA VOCÊ PENSAR

  • Embora o sexo antes do casamento possa ser atraente para a carne imperfeita, por que é errado para você?
  • Como vai reagir se alguém quiser fazer sexo com você?
Outros artigos da série “Os Jovens Perguntam” estão disponíveis em www.watchtower.org/ypt

*  O termo bíblico “fornicação” inclui não apenas a relação sexual propriamente dita, mas também outros atos entre pessoas não casadas, como acariciar os órgãos genitais de outra pessoa ou praticar sexo oral ou anal. Para mais informações, veja o livro Os Jovens Perguntam — Respostas Práticas, Volume 2, páginas 42-47.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sua vida é influenciada pelos astros?

1. Nebulosa NGC 346; 2. Signos do zodíaco

NUMA noite límpida, longe das luzes da cidade, os céus parecem um veludo escuro com milhares de pequenos diamantes cintilando por toda a expansão. Só nos últimos três séculos e meio é que o homem começou a compreender a grandeza da dimensão das estrelas e de sua distância em relação a nós. Só agora começamos a entender as forças colossais que atuam por todo o nosso vasto e espantoso Universo.

Desde os tempos antigos, os humanos observam à noite os movimentos precisos de corpos celestes e a mudança sazonal de sua posição nos céus. (Gênesis 1:14) Muitos já expressaram sentimentos parecidos com os do Rei Davi, de Israel, que escreveu há uns 3 mil anos: “Quando vejo os teus céus, trabalhos dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste, que é o homem mortal para que te lembres dele?” — Salmo 8:3, 4.

No entanto, quer percebamos, quer não, os corpos celestes e seu movimento influenciam nossa vida de 
forma bem mais direta. O Sol, a estrela em volta da qual a Terra gira, determina as nossas unidades de tempo mais básicas — a duração do dia e do ano. A Lua foi feita “para os tempos designados”, ou “para marcar estações”. (Salmo 104:19; Nova Versão Internacional) E as estrelas são guias confiáveis de navegação, até para astronautas orientarem espaçonaves. Isso leva alguns a pensar se as estrelas podem fazer mais do que apenas nos dizer os tempos e as estações ou aumentar nosso apreço pela obra criativa de Deus. Será que elas podem prever o futuro ou nos avisar de calamidades?

A origem e o objetivo da astrologia

 

O costume de olhar para o céu em busca de presságios para orientar o curso da vida teve origem na Mesopotâmia antiga, talvez no terceiro milênio AEC. Os primeiros astrólogos eram observadores atentos do céu. Foi do seu esforço de mapear o movimento dos corpos celestes, catalogar a posição das estrelas, criar calendários e prever eclipses que surgiu a ciência da astronomia. Já a astrologia vai além de observar a influência natural do Sol e da Lua em nosso ambiente. Ela afirma que a localização e o alinhamento do Sol, da Lua, dos planetas e das estrelas e constelações não só influenciam grandes acontecimentos na Terra, mas também controlam a vida de cada pessoa. De que maneira?

Os maias recorriam muito a observações astrológicas
Alguns usam a astrologia para procurar nos corpos celestes indicações ou avisos sobre o futuro, e depois, com essas informações, se beneficiar de várias maneiras. Outros acham que a astrologia realmente mostra o que nós estamos predestinados a fazer ou que ela pode nos ajudar a determinar o momento ideal para uma atividade ou para iniciar um projeto pessoal. Essas informações podem ser supostamente obtidas pela observação do alinhamento de corpos celestes específicos e pelo “cálculo” de sua interação com outros corpos celestes e a Terra. Acredita-se que sua influência sobre uma pessoa dependerá do alinhamento dos corpos celestes quando ela nasceu.

Os primeiros astrólogos imaginavam que a Terra fosse o centro do Universo e que os planetas e as estrelas estavam fixos numa série de esferas celestes, uma maior que a outra, que giravam em volta da Terra. Eles também acreditavam que anualmente o Sol percorria um trajeto específico entre as estrelas e constelações. Eles chamavam esse aparente trajeto de eclíptica e o dividiram em 12 zonas, ou segmentos. Cada segmento recebeu o nome da constelação pela qual o Sol passava. Foi assim que surgiram os 12 signos do zodíaco. Essas zonas, ou “casas celestes”, eram consideradas a residência de divindades específicas. É claro que com o tempo os cientistas descobriram que o Sol não gira em volta da Terra, mas que a Terra gira em volta do Sol. Essa descoberta foi um golpe que marcou o fim da astrologia como ciência.

Da Mesopotâmia, a prática da astrologia se espalhou para quase todas as partes do mundo e foi absorvida de várias formas em praticamente todas as grandes civilizações da humanidade. Após os persas terem conquistado Babilônia, a astrologia se espalhou para o Egito, a Grécia e a Índia. Da Índia, missionários budistas a levaram para a Ásia Central, a China, o Tibete, o Japão e o Sudeste Asiático. Embora não se saiba exatamente como chegou até os maias, essa civilização recorria muito a observações astrológicas, de um modo similar ao dos babilônios. A forma “moderna” de astrologia, pelo visto desenvolvida pelo Egito do período helenístico, teve um impacto significativo em aspectos do judaísmo, islamismo e cristandade.

Mesmo antes de seu exílio para Babilônia no sétimo século AEC, a nação de Israel não estava imune à influência da astrologia. A Bíblia relata os esforços do fiel Rei Josias para remover a prática de oferecer sacrifícios “ao sol e à lua, e às constelações do zodíaco, e a todo o exército dos céus”. — 2 Reis 23:5.

A fonte da astrologia

 

A astrologia se baseia em graves equívocos sobre a estrutura e o funcionamento do Universo. Assim, é óbvio que a astrologia não vem de Deus. Visto que aquilo que ela defende se baseia em mentiras, não é possível que seja uma fonte exata de informações sobre o futuro. Seu fracasso pode ser bem ilustrado com dois acontecimentos históricos intrigantes.

Os cálculos astrológicos extremamente precisos dos maias não salvaram sua civilização do colapso

Durante o reinado do Rei Nabucodonosor, de Babilônia, sacerdotes e astrólogos não foram capazes de interpretar um sonho que o rei teve. Daniel, profeta do verdadeiro Deus, Jeová, explicou a razão do problema: “O segredo que o próprio rei pede, nem os próprios sábios, nem os conjuradores, nem os sacerdotes-magos, nem os astrólogos podem mostrar ao rei. No entanto, há nos céus um Deus que é Revelador de segredos, e ele fez saber ao Rei Nabucodonosor o que há de acontecer na parte final dos dias.” (Daniel 2:27, 28) De fato, em vez de recorrer ao Sol, à Lua ou às estrelas, Daniel buscou a Jeová Deus, o “Revelador de segredos”, e depois deu a interpretação correta para o rei. — Daniel 2:36-45.

Os cálculos astrológicos extremamente precisos dos maias não salvaram sua civilização do colapso no nono século EC. Esses dois fracassos não só mostram que a astrologia é uma fraude, incapaz de predizer seja o que for, mas também expõem seu objetivo principal: impedir que as pessoas busquem a Deus para obter informações exatas sobre o futuro.

O fato de a astrologia se basear em mentiras ajuda a identificar seu criador. Jesus disse o seguinte sobre o Diabo: “[Ele] não permaneceu firme na verdade, porque não há nele verdade. Quando fala a mentira, fala segundo a sua própria disposição, porque é um mentiroso e o pai da mentira.” (João 8:44) Satanás finge ser um “anjo de luz”, e os demônios se disfarçam de “ministros da justiça”. Na verdade, eles são trapaceiros determinados a pegar as pessoas numa rede de engano. (2 Coríntios 11:14, 15) A Palavra de Deus expõe a “obra poderosa, e sinais e portentos mentirosos” como “operação de Satanás”. — 2 Tessalonicenses 2:9.

Por que evitar

 

Visto que se baseia em mentiras, a astrologia é detestável para o Deus da verdade, Jeová. (Salmo 31:5) Por essa razão, é claramente condenada pela Bíblia, que incentiva as pessoas a não ter nada a ver com a astrologia. Em Deuteronômio 18:10-12, Deus diz sem deixar margem para dúvida: “Não se deve achar em ti . . . quem procure presságios, ou um feiticeiro, . . . alguém que vá consultar um médium espírita, ou um prognosticador profissional de eventos, ou alguém que consulte os mortos. Pois, todo aquele que faz tais coisas é algo detestável para Jeová.”

Uma vez que Satanás e os demônios são o poder por trás da astrologia, envolver-se com ela, mesmo que apenas um pouco, deixa a pessoa à mercê da influência deles. Assim como experimentar drogas pode deixar a pessoa sob o controle de traficantes, mexer com astrologia pode deixar a pessoa sob o controle do principal enganador, Satanás. Sendo assim, os que amam a Deus e a verdade precisam rejeitar totalmente a astrologia e acatar o conselho da Bíblia: “Odiai o que é mau e amai o que é bom.” — Amós 5:15.

A astrologia explora o desejo que as pessoas têm de saber o futuro. É possível saber o futuro? Em caso afirmativo, como? A Bíblia diz que não podemos saber o que vai acontecer com cada um de nós amanhã, no próximo mês ou no próximo ano. (Tiago 4:14) Ainda assim, a Bíblia nos dá uma ideia geral do que em breve acontecerá com a humanidade. Ela nos informa que logo o Reino que pedimos na oração do Pai-Nosso virá. (Daniel 2:44; Mateus 6:9, 10) Também revela que o sofrimento humano acabará em breve e que nunca mais existirá. (Isaías 65:17; Revelação [Apocalipse] 21:4) Em vez de predestinar a vida humana, Deus está convidando pessoas de todo o mundo a aprender a seu respeito e o que ele fará para o bem delas. 

Como sabemos isso? A Bíblia deixa claro que a vontade de Deus é que “toda sorte de homens sejam salvos e venham a ter um conhecimento exato da verdade”. — 1 Timóteo 2:4.

Daniel e o Rei Nabucodonosor

“Há nos céus um Deus que é Revelador de segredos, e ele fez saber . . . o que há de acontecer na parte final dos dias”
Os céus magníficos e tudo o que neles existe não foram criados para controlar sua vida. Em vez disso, eles mostram o “poder e Divindade” de Jeová. (Romanos 1:20) Essas criações podem nos motivar a rejeitar ideias falsas e a buscar a Deus e sua Palavra, a Bíblia, a fim de obter orientação confiável para uma vida bem-sucedida. “Confia em Jeová de todo o teu coração e não te estribes na tua própria compreensão. Nota-o em todos os teus caminhos, e ele mesmo endireitará as tuas veredas.” — Provérbios 3:5, 6.

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Consolo para os idosos

Consolo para os idosos

Um homem idoso feliz

Deus se preocupa com os idosos

NÃO é de surpreender que o problema dos maus-tratos aos idosos tenha se espalhado tanto hoje em dia. A Bíblia predisse há muito tempo que, durante “os últimos dias” deste sistema ímpio, as pessoas seriam ‘amantes de si mesmas, . . . sem afeição natural’. (2 Timóteo 3:1-3) A palavra grega traduzida “afeição natural” pode incluir o amor que normalmente existe no círculo familiar. Assim como a Bíblia predisse, esse tipo de afeição está visivelmente em falta hoje em dia.

Em nítido contraste com as pessoas que maltratam os idosos, Jeová Deus preza muito os que estão com idade avançada e se preocupa com eles. Veja como a Bíblia mostra isso.

“Juiz de viúvas”

As Escrituras Hebraicas deixam claro que Jeová se preocupa com os idosos. No Salmo 68:5, por exemplo, Davi chama a Deus de “juiz de viúvas”, que geralmente são idosas.* Em outras traduções da Bíblia, a palavra “juiz” é traduzida por “defensor”, “protetor” e “guardião”. É óbvio que Jeová se preocupa com as viúvas. A Bíblia até mesmo diz que quando elas são maltratadas ele fica irado. (Êxodo 22:22-24) As viúvas — e todos os idosos fiéis — são muito estimadas por Deus e seus servos. Provérbios 16:31 expressa o ponto de vista de Jeová e de seu povo quando diz: “As cãs são uma coroa de beleza quando se acham no caminho da justiça.”

Não é de surpreender que o respeito pelas pessoas de mais idade fosse parte fundamental da Lei que Jeová deu a Israel. Os israelitas receberam a seguinte ordem: “Deves levantar-te diante do cabelo grisalho e tens de mostrar consideração para com a pessoa dum homem idoso, e tens de ter temor de teu Deus. Eu sou Jeová.” (Levítico 19:32) Assim, em Israel, o respeito que a pessoa demonstrava pelos idosos afetava sua própria relação com Jeová Deus. Uma pessoa que maltratasse os idosos não podia dizer que amava a Deus.

Os cristãos não estão sujeitos à Lei mosaica. No entanto, eles estão sob “a lei do Cristo”, que afeta profundamente sua conduta e sua maneira de agir, o que inclui mostrar amor e preocupação pelos pais e pelos idosos. (Gálatas 6:2; Efésios 6:1-3; 1 Timóteo 5:1-3) E os cristãos mostram amor não apenas porque têm a obrigação de fazer isso, mas porque são motivados de coração. “Amai-vos uns aos outros intensamente de coração”, incentivou o apóstolo Pedro. — 1 Pedro 1:22.

Dorcas costurando para uma viúva
Dorcas se preocupava com as viúvas necessitadas. — Atos 9:36-39

O discípulo Tiago fornece outro motivo para cuidarmos dos idosos. Ele escreveu: “A forma de adoração que é pura e imaculada do ponto de vista de nosso Deus e Pai é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas na sua tribulação, e manter-se sem mancha do mundo.” (Tiago 1:27) Tiago salienta algo tocante. Ele traz à nossa atenção como essas pessoas queridas são importantes para Jeová.

Por isso, não basta simplesmente deixarmos de maltratar os idosos. Devemos também mostrar interesse ativo neles, fazendo coisas para seu benefício. (Veja o quadro “O amor em ação”.) Tiago escreveu: “A fé sem obras está morta.” — Tiago 2:26.

Console-os “na sua tribulação”

Podemos aprender algo mais das palavras de Tiago. Note que ele disse aos cristãos para cuidar das viúvas “na sua tribulação”. A palavra grega traduzida “tribulação” significa basicamente angústia, aflição ou sofrimento resultantes das pressões causadas pelas circunstâncias da vida. Não há dúvida de que muitos idosos passam por tais aflições. Alguns são solitários. Outros ficam deprimidos por causa das limitações decorrentes da idade. 

Mesmo os que são bem ativos no serviço a Deus podem se sentir desanimados. Veja o caso de João,# fiel proclamador do Reino de Deus há mais de quatro décadas, as três últimas tendo sido usadas no serviço de tempo integral. Agora com mais de 80 anos, João admite que às vezes se sente deprimido. Ele diz: “Muitas vezes olho para trás e me lembro dos erros que cometi, e olha que não foram poucos. Fico pensando que poderia ter-me saído melhor.”

Essas pessoas podem ser consoladas por saber que Jeová, apesar de ser perfeito, não é perfeccionista. Embora ele esteja ciente de nossos erros, a Bíblia diz a respeito dele: “Se vigiasses os erros, ó Jah, ó Jeová, quem poderia ficar de pé?” (Salmo 130:3) De fato, Jeová olha além de nossos erros e percebe o que há em nosso coração. Como sabemos disso?

O Rei Davi — que também era imperfeito e cometeu erros — foi inspirado por Deus a escrever as seguintes palavras, registradas no Salmo 139:1-3: “Ó Jeová, tu me esquadrinhaste e me conheces. Tu mesmo chegaste a conhecer meu assentar e meu levantar. De longe consideraste meu pensamento. Mediste minhas andanças e meu deitar ao comprido, e familiarizaste-te até mesmo com todos os meus caminhos.” Nesse texto, ‘medir’ significa literalmente “peneirar”, assim como o lavrador faz para separar a casca do grão. Sob inspiração divina, Davi nos garante que Jeová sabe peneirar e preservar em sua memória nossas boas obras.

Nosso misericordioso Pai celestial se lembra de nossas boas obras — e dá valor a elas — desde que nos mantenhamos fiéis a ele. De fato, a Bíblia diz que ele consideraria uma injustiça se esquecer de nossa obra e do amor que mostramos ao seu nome. — Hebreus 6:10.

“As coisas anteriores já passaram”

A Bíblia mostra que os problemas da idade avançada não era o que Deus tinha em mente para a humanidade. Foi só depois que nossos primeiros pais, o primeiro homem e a primeira mulher, se rebelaram contra seu Criador que os efeitos debilitantes do envelhecimento se tornaram parte da vida dos humanos. (Gênesis 3:17-19; Romanos 5:12) Isso não continuará para sempre.

Como já mencionado, muitas das situações ruins que enfrentamos hoje — inclusive os maus-tratos aos idosos — são provas de que vivemos nos “últimos dias” deste sistema de coisas. (2 Timóteo 3:1) O propósito de Deus é desfazer os efeitos do pecado, inclusive as conseqüências devastadoras da idade avançada e da morte. A Bíblia diz: “[Deus] enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” — Revelação (Apocalipse) 21:4.

No novo mundo de Deus, as dores da idade avançada, e também os maus-tratos aos idosos, serão coisas do passado. (Miquéias 4:4) Até mesmo as pessoas que morreram e estão na memória de Deus serão trazidas de volta à vida para que também possam ter a oportunidade de viver para sempre no Paraíso na Terra. (João 5:28, 29) Naquele tempo, como nunca antes, ficará evidente que Jeová se preocupa não apenas com os idosos, mas com todos os que o obedecem.

O amor em ação


Jovem lendo para uma mulher idosa

Entre as Testemunhas de Jeová, os anciãos da congregação tomam a dianteira em mostrar consideração pelos idosos. Levam a sério o conselho do apóstolo Pedro: “Pastoreai o rebanho de Deus, que está aos vossos cuidados.” (1 Pedro 5:2) Cuidar dos idosos de maneiras práticas faz parte da responsabilidade de cuidar do rebanho de Deus. Mas o que isso pode envolver?

É preciso paciência e possivelmente várias visitas e conversas informais para determinar todas as necessidades de uma pessoa idosa. Talvez precise de ajuda para fazer compras e limpar a casa, conseguir transporte para as reuniões congregacionais, ler a Bíblia e as publicações cristãs e várias outras coisas. Dentro do possível, devem-se estabelecer e colocar em prática medidas que realmente funcionem.



Homem consertando um refrigerador para uma mulher idosa


E se um irmão idoso ou uma irmã idosa na congregação estiver em sérias dificuldades, talvez precisando de ajuda financeira? Primeiro, é bom tentar descobrir se há filhos ou outros parentes que possam ajudar. Isso está em harmonia com o que diz 1 Timóteo 5:4: “Se alguma viúva tiver filhos ou netos, que estes aprendam primeiro a praticar a devoção piedosa na sua própria família e a estar pagando a devida compensação aos seus pais e avós, pois isto é aceitável à vista de Deus.”

Pode ser que o idoso precise de ajuda para ver se ele tem direito de receber qualquer auxílio do governo. Talvez alguns na congregação tenham condições de ajudar. Se nenhuma dessas opções der certo, os anciãos podem avaliar se a pessoa se qualifica para receber ajuda da congregação. Na congregação cristã no primeiro século isso foi autorizado em alguns casos, pois o apóstolo Paulo escreveu a seu colaborador Timóteo: “Seja colocada na lista a viúva que não tiver menos de sessenta anos de idade, esposa de um só marido, dando-se dela testemunho de obras excelentes, se tiver criado filhos, se tiver hospedado estranhos, se tiver lavado os pés dos santos, se tiver socorrido os em tribulação, se tiver seguido diligentemente toda boa obra.” — 1 Timóteo 5:9, 10.

Família conversando com uma mulher idosa
%  Para mais informações, veja o artigo “Suprir as necessidades dos idosos — um desafio para os cristãos”, em A Sentinela de 15 de julho de 1988.

*  É claro que nem todas as viúvas são idosas. Levítico 22:13, por exemplo, indica que Deus também se preocupa com as viúvas mais jovens.

Consolo para os idosos

Consolo para os idosos

Homem idoso deprimido


Negligenciados, maltratados, e idosos

AO FAZER a ronda, o vigia noturno não estava preparado para a cena horripilante que o aguardava. Logo ali, do lado de fora de um conjunto residencial de luxo, ele se deparou com dois corpos sem vida: um casal de idosos que tinha pulado da janela do seu apartamento no oitavo andar. Por mais chocante que tenha sido esse suicídio, o motivo de terem feito isso era ainda mais chocante. Um bilhete encontrado no bolso do marido dizia: “Estamos pondo fim às nossas vidas por causa dos constantes abusos e maus-tratos que sofremos às mãos de nosso filho e de nossa nora.”

Os detalhes desse episódio podem ser incomuns, mas a questão por trás dele é tão comum que se tornou motivo de preocupação. De fato, maltratar idosos é um problema que contaminou praticamente o mundo inteiro. Considere o seguinte:
  • Em certo estudo, 4% dos idosos canadenses relataram ter sido maltratados ou explorados — geralmente por um membro da família. No entanto, muitos idosos sentem-se envergonhados ou temerosos demais para falar sobre essa situação lastimável. O número real pode chegar perto dos 10%, dizem os pesquisadores.

  • “A Índia, por trás de uma fachada de fortes vínculos familiares, está se desmoronando sob um número crescente de idosos rejeitados pelos filhos”, relata a revista India Today.


  • De acordo com as melhores estimativas disponíveis, “de um milhão a dois milhões de americanos com 65 anos ou mais foram feridos, explorados ou, de outra forma, maltratados por alguém de quem dependiam para receber cuidado e proteção”, diz o Centro Nacional contra o Abuso de Idosos. Um promotor público adjunto em San Diego, Califórnia, declara que o abuso de idosos é “uma das questões mais sérias com que se confrontam os órgãos de repressão ao crime hoje em dia”. Ele diz ainda: “Vejo o problema aumentando nos próximos anos.”

  • Em Canterbury, Nova Zelândia, aumenta a preocupação de que os idosos estejam sendo explorados pelos familiares — principalmente pelos parentes que têm problemas com drogas, álcool e jogatina. Em Canterbury, o número registrado de maus-tratos aos idosos aumentou drasticamente de 65, em 2002, para 107, em 2003. O diretor-executivo de uma agência especializada em impedir tais abusos diz que esse número talvez represente apenas a “ponta do iceberg”.


  • A Ordem dos Advogados do Japão advertiu que “os idosos vítimas de maus-tratos precisam receber ainda mais atenção do que as crianças vítimas de abuso ou do que as vítimas de outro tipo de violência doméstica”, noticia o jornal The Japan Times. Por quê? Um dos motivos, diz o Times, é que, “em comparação com o abuso de crianças e de mulheres, os abusos contra idosos tendem a demorar mais a vir à tona, em parte porque os idosos acham que a culpa é deles quando a violência é infligida pelos filhos, e também porque os governos e as autoridades locais, até o momento, não conseguiram lidar com esse problema”.
Essa pequena amostra do que está acontecendo no mundo todo nos faz perguntar: Por que tantos idosos são desprezados e maltratados? Existe alguma esperança de que as coisas vão melhorar? Que consolo há para os idosos?

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domingo, 16 de janeiro de 2011

VIÚVAS E VIÚVOS O QUE ELES PRECISAM? COMO VOCÊ PODE AJUDAR?

Uma viúva de luto
Sob a luz fraca da cozinha de seu pequeno apartamento, Jeanne põe a mesa de forma mecânica. Afinal, ela precisa comer alguma coisa. De repente, olha para os dois pratos à sua frente . . . e cai em prantos. Por força do hábito, ela pôs a mesa para dois. Faz dois anos que seu querido marido faleceu.

VIÚVAS E VIÚVOS O QUE ELES PRECISAM? COMO VOCÊ PODE AJUDAR?

PARA quem nunca passou por isso, é impossível entender como é grande a dor causada pela perda do cônjuge. De fato, a mente humana demora para aceitar essa terrível realidade. Beryl, de 72 anos, não conseguia aceitar a morte repentina de seu marido. “Parecia mentira”, diz ela. “Eu não podia acreditar que ele não entraria mais por aquela porta.”

Depois de uma amputação, alguns às vezes sentem que ainda têm aquela parte do corpo. De forma similar, pessoas enlutadas às vezes “veem” seu cônjuge amado no meio de uma multidão, ou percebem que estão falando para o cônjuge que já não está mais ali.

Amigos e familiares muitas vezes não sabem como reagir diante desse sofrimento. Conhece alguém que perdeu o cônjuge na morte? Como você pode dar apoio? O que precisa saber para ajudar viúvas e viúvos a lidar com essa dor? Como você pode ajudar os enlutados a recuperar aos poucos o gosto pela vida?

Coisas a evitar

Amigos e familiares preocupados e com boas intenções talvez tentem diminuir o tempo do processo de luto da pessoa. No entanto, um pesquisador que fez um estudo com 700 viúvas e viúvos escreveu: “Não existe um período ‘certo’ para o luto.” Assim, em vez de tentar fazer com que a pessoa não chore, dê tempo para ela expressar sua dor. — Gênesis 37:34, 35; Jó 10:1.

Embora seja apropriado ajudar a cuidar de formalidades relacionadas ao funeral, você não precisa assumir o controle de todos os assuntos. Paul, um viúvo de 49 anos, comenta: “Aqueles que me ajudaram de forma prática, mesmo assim deixaram que eu tivesse controle dos assuntos. Achei isso muito bom. Para mim foi muito importante cuidar de que tudo corresse bem no funeral de minha esposa. Foi a última coisa que eu pude fazer por ela.”

Naturalmente, é bom receber alguma ajuda. Eileen, uma viúva de 68 anos, diz: “Visto que eu não conseguia pensar direito, era difícil tomar as providências para o funeral e tratar de toda a documentação. Felizmente, meu filho e minha nora me ajudaram bastante.”

Além disso, não tenha receio de falar sobre a pessoa querida que faleceu. Beryl, já mencionada, lembra: “Meus amigos me deram bastante apoio. Mas percebi que muitos evitavam falar sobre meu marido, John. Era como se ele nunca tivesse existido, e isso me deixava um pouco magoada.” Com o tempo, as viúvas e os viúvos talvez desejem falar abertamente sobre o cônjuge. 

Você se lembra de um gesto bondoso ou de uma história engraçada sobre a pessoa que morreu? Então, fale isso para o cônjuge dela; não fique com receio. Caso sinta que seu comentário será bem-vindo, diga o que você gostava na pessoa ou do que sente falta. Isso talvez ajude cônjuges enlutados a ver que outros compartilham sua dor. — Romanos 12:15.

Ao tentar ajudar, evite sufocar a pessoa com conselhos. Não a force a tomar decisões rápido demais.* Seja discernidor e pense: ‘Que coisas positivas eu posso fazer para ajudar um amigo ou parente que está passando por uma das mudanças mais difíceis na vida?’

Amigos verdadeiros se mantêm à disposição e continuam a dar apoio

O que você pode fazer

Nos primeiros dias, é provável que a pessoa enlutada aceite ajuda prática. Será que você pode fazer companhia para ela, preparar refeições ou hospedar parentes?

Também é bom lembrar que os homens e as mulheres lidam com o luto e a solidão de maneira diferente. Por exemplo, em algumas partes do mundo, mais da metade dos viúvos casa de novo em menos de um ano e meio depois da morte da esposa — o que dificilmente acontece no caso das mulheres. Por que essa diferença?

Ao contrário do que se pensa, os homens não casam de novo simplesmente para satisfazer suas necessidades físicas ou sexuais. O fato é que os homens tendem a ter somente a esposa como confidente, e talvez seja isso que os arrasta para uma profunda solidão depois que ela morre. As viúvas, por seu lado, são mais capazes de encontrar apoio emocional, apesar de às vezes serem esquecidas pelos amigos do marido. Isso em parte explica por que muitos viúvos talvez achem que um segundo casamento é a única maneira de vencer a solidão — mesmo correndo o risco de se envolverem precipitadamente num novo relacionamento. Assim, é possível que as viúvas consigam lidar melhor com as dores da solidão.

Independentemente de seu amigo ou parente ser homem ou mulher, o que você pode fazer para aliviar o peso da solidão? Helen, uma viúva de 49 anos, diz: “Muitos têm boas intenções, mas não tomam a iniciativa. É comum dizerem: ‘Se eu puder ajudar em alguma coisa, me avise.’ Mas gostei quando alguns disseram: ‘Vou fazer compras. Quer vir comigo?’” Paul, cuja esposa morreu de câncer, explica por que gostou de ser convidado para sair um pouco: “Às vezes, você não tem vontade de estar com outras pessoas ou de falar sobre sua situação. Mas depois de passar algum tempo com amigos, você se sente muito melhor e não tão só. Vê que as pessoas realmente se importam, e isso torna as coisas mais fáceis.”#

Uma viúva fazendo compras com amigas
Lembre-se de convidá-los para sair

Quando mais se precisa de empatia

Helen se deu conta de que o momento em que mais precisou de apoio emocional foi quando a maioria dos parentes já tinha voltado para a sua rotina. Ela diz: “Os amigos e familiares ajudam no início. Depois a vida deles volta ao normal, mas a sua não.” Tendo isso em mente, amigos verdadeiros mantêm-se à disposição e continuam a dar apoio.

Talvez uma viúva ou um viúvo precisem mais de companhia em dias específicos como o aniversário de casamento ou a data da morte do cônjuge. Eileen, já mencionada, disse que seu filho adulto procura preencher o vazio que ela sente em seu aniversário de casamento: “Todo ano, nesse dia, meu filho Kevin me leva para sair e depois vamos a um restaurante. Fica uma coisa entre mãe e filho.” O que acha de anotar essas datas mais difíceis para um familiar ou amigo viúvo? Daí, você ou outros podem programar alguma atividade com a pessoa naquele dia difícil. — Provérbios 17:17.

Uma família conversando ao telefone com uma viúva 

Será que há datas específicas em que sua ajuda seria especialmente bem-vinda?

Alguns acham consolador falar com alguém que passou pela mesma situação. Annie, viúva há oito anos, disse o seguinte sobre como sua amizade com outra viúva foi de ajuda: “A determinação dela me impressionou muito e me incentivou a ir em frente.”

Realmente, depois de superar os estágios iniciais do luto, as viúvas e os viúvos podem se tornar exemplos para outros e uma fonte de esperança. Duas viúvas mencionadas na Bíblia, a jovem Rute e sua sogra Noemi, se beneficiaram da ajuda que deram uma à outra. Esse relato comovente descreve como o interesse mútuo dessas mulheres as ajudou a aliviar a dor e a lidar com a sua situação desafiadora. — Rute 1:15-17; 3:1; 4:14, 15.

Tempo para curar

Para voltar a ter gosto pela vida, quem é viúvo precisa encontrar o equilíbrio certo entre preservar a memória da pessoa que amava e cuidar de suas próprias necessidades. O sábio Rei Salomão reconheceu que há um “tempo para chorar”. Mas ele também disse que há um “tempo para curar”. — Eclesiastes 3:3, 4.

Paul, já mencionado, ilustra como é difícil não viver do passado: “Eu e minha esposa éramos como duas árvores que cresceram entrelaçadas. Mas depois uma delas morreu e foi removida, deixando a outra com a aparência deformada. Era estranho estar sozinho.” A lealdade ao cônjuge falecido faz com que alguns se recusem a deixar o passado para trás. Outros acham que se divertir um pouco seria uma traição, por isso se recusam a sair ou conhecer outras pessoas. Como ajudar de maneira suave as viúvas e os viúvos em seu processo de cura, ou seja, a seguir em frente com sua vida?

Um passo inicial pode ser ajudar a pessoa a expressar seus sentimentos. Herbert, viúvo há seis anos, diz: “Para mim foi muito importante quando as pessoas que me visitavam ficavam sentadas, escutando enquanto eu lembrava alguma coisa do passado ou mencionava alguma coisa que me preocupava no momento. Sei que nem sempre fui a melhor companhia, mas apreciava sua empatia.” Paul ficou sensibilizado especialmente com um amigo mais velho que sempre tomava a iniciativa de perguntar como ele estava se sentindo. Paul diz: “Gostava da sua maneira sincera e tranquila de falar comigo e muitas vezes eu acabava expressando meus sentimentos.” — Provérbios 18:24.

Ao expressar sentimentos conflitantes como remorso, culpa ou raiva, a pessoa enlutada dá um passo decisivo para aceitar sua nova situação. No caso do Rei Davi, foi depois de derramar seu coração perante o melhor confidente, Jeová Deus, que ele conseguiu reunir forças para se ‘levantar’ e aceitar a triste realidade da morte de seu filho. — 2 Samuel 12:19-23.

1. Amigos ajudando um viúvo; 2. Uma família e um viúvo fazendo uma caminhada

Inclua aqueles que são viúvos em seus momentos de descontração e atividades diárias
Apesar de no começo ser difícil, com o tempo, a viúva, ou o viúvo, precisa voltar a ter uma rotina diária. Será que você pode incluir essa pessoa em alguma de suas atividades, como fazer compras ou uma caminhada? Talvez possa pedir que ela ajude em alguma tarefa. Essa é outra maneira de tirar a pessoa do isolamento. Por exemplo, ela pode tomar conta das crianças ou mostrar como preparar um prato especial que sabe fazer. No caso de um viúvo, talvez ele possa ajudar a fazer algum conserto na casa. Além de serem atividades estimulantes, essas iniciativas mostram à pessoa que a vida dela tem sentido.

Por se abrir mais com outros, a pessoa enlutada pode aos poucos voltar a ter gosto pela vida e até estabelecer novas metas. Foi isso o que aconteceu no caso de Yonette, uma viúva de 44 anos que também é mãe. Ela recorda: “Voltar a ter uma rotina foi tão difícil! Cuidar da casa, das finanças e de três filhos foi realmente um desafio.” Mas com o tempo, Yonette aprendeu a se organizar e a se comunicar melhor com os filhos. Ela também aprendeu a aceitar a ajuda de amigos achegados.

Uma caixa de jóias

Guardar ou não guardar?

“Guardei muitas coisas pessoais de meu marido”, diz Helen, viúva apenas há alguns anos. “Parece que à medida que o tempo passa, esses objetos me trazem mais boas lembranças. Na época não quis me desfazer de nada porque com o tempo os sentimentos podem mudar bastante.”

Em contraste, Claude, que perdeu sua esposa há mais de cinco anos, diz: “No meu caso, não preciso ficar rodeado pelas coisas que eram de minha esposa para não esquecer dela. Acho que o fato de ter me desfeito dessas coisas me ajudou a aceitar a realidade e tornou a fase do luto menos sofrida.”
Essas frases mostram que as pessoas podem tomar decisões bem diferentes sobre a questão de guardar ou não as coisas do cônjuge falecido. Por isso, amigos e familiares sensatos evitarão impor seu ponto de vista. — Gálatas 6:25.

“A vida ainda é uma dádiva preciosa”

Para que a ajuda dada seja eficaz, amigos e familiares precisam ser realistas. Por meses e até anos, a recuperação e o estado de espírito da pessoa viúva pode alternar entre períodos de relativa serenidade e crises de depressão. Sem dúvida, “a praga do seu próprio coração” pode ser bem difícil. — 1 Reis 8:38, 39.

É durante os períodos difíceis que a pessoa talvez precise de um pequeno empurrão na direção certa para não perder contato com a realidade nem se entregar ao isolamento. Isso tem ajudado muitas viúvas e viúvos a dar um novo rumo à sua vida. Claude, um viúvo de 60 anos e hoje um evangelizador por tempo integral na África, diz: “A vida ainda é uma dádiva preciosa, mesmo depois que alguém passa pela dor terrível de perder o cônjuge.”

É verdade que a vida nunca é a mesma depois da morte da pessoa amada. Mas aqueles que vão em frente com a sua vida ainda têm muito para dar. — Eclesiastes 11:7, 8.


*  Veja o quadro “Guardar ou não guardar?
#  Para mais sugestões sobre como dar ajuda prática à pessoa enlutada, veja a brochura Quando Morre Alguém Que Amamos, páginas 20-25, publicada pelas Testemunhas de Jeová.