sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Já viveu antes?

JÁ LHE aconteceu alguma vez que, ao conhecer alguém, teve a impressão de ser um velho conhecido? Ou já viajou a um local novo e, ainda assim, aparentemente se recordava muito bem dele? O novelista inglês, Charles Dickens, disse o seguinte sobre tal experiência: “Se eu tivesse sido assassinado ali em alguma vida anterior, não poderia ter parecido lembrar-me mais cabalmente ou com mais enfáticos calafrios no sangue.” — Pictures from Italy (Quadros da Itália).

Experiências assim moveram alguns a pensar que tiveram vidas anteriores. Ao passo que seus pontos de vista variam um tanto, basicamente tais pessoas crêem na reencarnação. Imaginam que as criaturas humanas têm almas que passam para outros corpos depois da morte.


A reencarnação era ensinada no antigo Egito, e significativo ensino do filósofo grego Pitágoras era a transmigração da alma. Hoje, os budistas e muitos hindus crêem na reencarnação e ela ganha crescente aceitação no Ocidente. Alguns acreditam que a Bíblia apóia tal conceito. Aliás, Cyril Richardson, professor de história eclesiástica do Seminário União Teológica de Nova Iorque, comentou: “Eu diria que a reencarnação é compatível com o cristianismo.”


Assim, talvez se indague: Será que a estranha familiaridade com pessoas e lugares até então inteiramente desconhecidos prova que a reencarnação é um lato? Apóiam as Escrituras a essa crença?


Primeiro, queira considerar a sensação que talvez tenha tido, de que já conhecia a pessoa a quem está sendo apresentado agora. Indica isto que conhecia tal pessoa numa vida anterior? Bem, já confundiu alguma vez um homem ou uma mulher com outrem que agora vive? Muitos passaram por essa experiência porque alguns de seus contemporâneos têm maneirismos similares ou até parecem ser quase idênticos. Assim, a aparente similaridade de um recém-conhecido não é prova da reencarnação.


Daí, o que dizer dum lugar novo, mas aparentemente familiar, talvez determinada casa? Significa a aparente similaridade que já morou ali numa vida anterior? Não, a casa talvez nem seja tão antiga para que isso tenha acontecido. Ademais, muitas casas se parecem muito. E, não e verdade que o cenário em alguns lugares amplamente separados são mui semelhantes? É óbvio, então, que tais similaridades não provam que a reencarnação seja um fato.


Mas, não dependemos da simples dedução. Quando se consulta a Bíblia, em parte alguma se encontram as expressões “reencarnação” e “transmigração da alma”. Na realidade, se a reencarnação deveras ocorresse, a alma humana teria de ser imortal. É mesmo? Não, segundo as Escrituras, que afirmam: “Jeová Deus passou a formar o homem do pó do solo e a soprar nas suas narinas o fôlego da vida, e o homem veio a ser uma alma vivente.” (Gên. 2:7) Como vê, não se diz que Deus colocou uma alma imortal no homem. Nem aqui nem em parte alguma da Escritura se diz algo sobre uma alma imortal como sendo algo separado e distinto do corpo humano.


A Bíblia não diz que a alma continua viva quando ocorre a morte. Antes, fala da pessoa falecida como “alma morta”. (Núm. 6:6) Mais taxativamente, afirmam as Escrituras: “A alma que pecar — ela é que morrerá.” (Eze. 18:4, 20) Isso inclui todos os humanos imperfeitos que morreram, pois “quem pode dizer: ‘Purifiquei meu coração; fiquei limpo do meu pecado’?” (Pro. 20:9) Por isso, a Bíblia mostra que, quando um humano morre, a alma morre.


Qual, então, é a condição dos mortos? Quando o homem morre, “ele volta ao seu solo; neste dia perecem deveras os seus pensamentos”. (Sal. 146:4) Os mortos “não estão cônscios de absolutamente nada”, e não há obra, nem planejamento nem conhecimento nem sabedoria no Seol, a sepultura comum da humanidade. (Ecl. 9:5, 10) Ademais, não se pode dizer apropriadamente que as almas animais transmigrem para os humanos. Por que não? Porque a Palavra de Deus declara “Há um evento conseqüente com respeito aos filhos da humanidade e um evento conseqüente com respeito ao animal, e há para eles o mesmo evento conseqüente. Como morre um, assim morre o outro.” (Ecl. 3:19) Sim, os mortos, quer homens quer animais, realmente estão mortos.


Todavia, alguns crêem que Jesus Cristo fez declarações em apoio à reencarnação. Por exemplo, com referência a João Batista, Jesus disse certa vez: “Elias já veio e não o reconheceram, mas fizeram com ele o que quiseram.” (Mat. 17:12, 13) Significava isso que Cristo identificava João como o Elias reencarnado? Por certo, o próprio João sabia que não era aquele profeta hebreu, pois quando lhe perguntaram: “És tu Elias?”, ele disse: “Não sou.” (João 1:21) Mas, conforme predito, João preparou o caminho diante do Messias de Jeová. “Com o espírito e o poder de Elias”, João instou com os judeus a arrependerem-se de seus pecados contra Deus. (Luc. 1:16, 17; Mal. 4:5, 6) Assim, quando Jesus disse: “Elias já veio”, mostrava que João Batista cumpriu a profecia por fazer uma obra semelhante à de Elias.


Em outra ocasião, a respeito dum cego, alguns discípulos perguntaram a Jesus: “Rabi, quem pecou, este homem ou os seus pais, de modo que nasceu cego?” (João 9:1, 2) Afirma o livro Reincarnation, An East-West Anthology (Reencarnação: Antologia do Oriente-Ocidente): “Os discípulos devem ter tido a idéia da reencarnação em mente, pois, obviamente, se o homem nascera cego, seu pecado não poderia ter sido cometido nesta vida.”


Mesmo se estes discípulos não tivessem seguido a Jesus por muito tempo, pensavam eles na transmigração das almas? Ou, estavam influenciados pelos fariseus judaicos, que diziam que “apenas as almas dos homens bons são removidas para outros corpos”? (Guerras Judaicas, de Josefo, Livro II, C. VIII, § 14; inglês) É mais provável que os discípulos cressem nas Escrituras e soubessem que a alma não é imortal. Todavia, visto que até mesmo um bebê em desenvolvimento no útero possui vida e foi concebido em pecado, talvez ficassem intrigados se tal nascituro poderia ter pecado. — Êxo. 21:22-25; Sal. 51:5.


Em qualquer caso, a resposta de Jesus não apoiou a reencarnação ou qualquer sugestão de que a criança em desenvolvimento pecara antes de nascer. Ele sabia que nem todas as calamidades sobrevêm às pessoas por causa dos pecados que cometeram, mas há também uma herança de defeitos e imperfeições humanas advinda do primeiro homem pecaminoso, Adão. (Jó 14:4; Luc. 13:1-5) Assim, antes de dar os passos para fazer uma cura, Jesus disse: “Nem este homem pecou, nem os seus pais.” (João 9:3-7) A resposta de Cristo não apoiou a reencarnação, mas se harmonizou com a verdade bíblica de que a alma humana é mortal.


É evidente, então, que jamais viveu antes. Mas, Jesus deveras declarou: “Vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a [minha] voz e sairão.” (João 5:28, 29) Não é através da reencarnação, mas é pela restauração à vida na ressurreição que os mortos viverão de novo. Por que não solicita às testemunhas de Jeová os pormenores bíblicos dessa maravilhosa provisão do Dador da vida, Jeová Deus?


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SERÁ QUE TRÊS REIS MAGOS REALMENTE VISITARAM JESUS QUANDO ELE ERA BEBÊ?

SERÁ QUE TRÊS REIS MAGOS REALMENTE VISITARAM JESUS QUANDO ELE ERA BEBÊ?



A tradição ligada ao Natal, da América do Sul à Europa Oriental, da Europa Oriental à Ásia, quando retrata a cena da Natividade coloca três reis magos trazendo presentes caros para Jesus quando ele era bebê. Essa história é verdadeira? Ela se harmoniza com os fatos? Vejamos.

Dois Evangelhos, Mateus e Lucas, relatam o nascimento de Jesus. Esses relatos mostram que apenas pastores humildes dos campos ali perto visitaram Jesus quando ele nasceu. Os chamados reis magos na verdade não eram da realeza. Eram astrólogos e não se diz quantos eram. Os astrólogos não chegaram a ver um recém-nascido numa manjedoura. Eles encontraram Jesus quando ele era um menino e estava morando numa casa. A presença deles até mesmo pôs em perigo a vida de Jesus.

Leia com atenção o seguinte relato do nascimento de Jesus, que Lucas escreveu: “Havia . . . pastores vivendo ao ar livre e mantendo de noite vigílias sobre os seus rebanhos. E, repentinamente estava parado ao lado deles o anjo de Jeová, e . . . disse-lhes: ‘ . . . Achareis uma criança enfaixada e deitada numa manjedoura.’ . . . E foram apressadamente e acharam Maria, bem como José, e a criança deitada na manjedoura.” — Lucas 2:8-16.

Apenas José, Maria e os pastores estavam junto do bebê. Lucas não diz que havia mais alguém ali.
Agora veja o relato de Mateus 2:1-11 na versão Almeida, revista e corrigida: “Tendo nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do Oriente a Jerusalém . . . E, entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe.”

Note que o relato diz apenas que eram “uns magos”, não “três magos”, e que eles primeiro viajaram do oriente para Jerusalém, não para a cidade onde Jesus nasceu, Belém. Na época em que chegaram a Belém, Jesus era um “menino” — já não era mais bebê — e não estava mais num estábulo, e sim numa casa.

A Bíblia Almeida usa a palavra “magos” para descrever esses visitantes. Outras traduções usam “homens sábios” ou “astrólogos”. Segundo A Handbook on the Gospel of Matthew (Manual do Evangelho de Mateus), a expressão “homens sábios” é a tradução de “um substantivo grego que originalmente se referia a sacerdotes persas que eram peritos em astrologia”. E o The Expanded Vine’s Expository Dictionary of New Testament Words (Dicionário Expositivo Expandido de Palavras do Novo Testamento, de Vine) define a palavra como “mago, feiticeiro, alguém que finge ter poderes mágicos, um professor de bruxaria”.

Embora a astrologia e a bruxaria ainda sejam populares hoje, a Bíblia adverte contra essas práticas. (Isaías 47:13-15) Elas são formas de espiritismo e Jeová Deus as detesta. (Deuteronômio 18:10-12) É por isso que nenhum anjo de Deus anunciou o nascimento de Jesus aos astrólogos. No entanto, por meio de uma intervenção divina num sonho, eles foram avisados a não voltar para falar com o perverso Rei Herodes, pois ele queria matar Jesus. Então, “retiraram-se para o seu país por outro caminho”. — Mateus 2:11-16.

Será que os cristãos verdadeiros desejariam perpetuar a lenda da Natividade, que distorce a verdade sobre o nascimento de Jesus? Com certeza a resposta é não.

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Orações que Deus ouve





“Persisti em pedir, e dar-se-vos-á; persisti em buscar, e achareis; persisti em bater, e abrir-se-vos-á. Pois, todo o que persistir em pedir, receberá, e todo o que persistir em buscar, achará, e a todo o que persistir em bater, abrir-se-á.” — LUCAS 11:9, 10.

COM plena confiança nessas palavras de Jesus Cristo, muitos cristãos oram a respeito de seus problemas e ansiedades, na certeza de que Deus os ama e se importa com eles. Mas alguns se cansam de esperar pela resposta a suas orações e ficam frustrados. Acha que suas orações não são atendidas? Será que Deus ouve suas orações?

Mesmo que tenhamos a impressão de que as nossas orações não são atendidas, isso não significa que Deus não as tenha ouvido. A Bíblia garante: “Os olhos de Jeová estão sobre os justos e os seus ouvidos estão atentos às súplicas deles.” (1 Pedro 3:12) Assim, Jeová Deus ouve as orações dos justos, não importa se são proferidas em voz alta ou em silêncio. (Jeremias 17:10) Não só isso, mas ele também examina os pensamentos e os sentimentos por trás das orações, mesmo os que a própria pessoa não entende plenamente e dos quais nem se dá conta. — Romanos 8:26, 27.

Mas para serem aceitáveis a Deus, as orações precisam satisfazer certos requisitos. Em primeiro lugar, elas devem ser dirigidas somente a Deus — não a Jesus, a um “santo” ou a um ídolo. (Êxodo 20:4, 5) É indispensável também que sejam feitas em nome do Filho de Deus, Jesus Cristo. (João 14:6) Devemos entender disso que é Jesus quem primeiro ouve as orações e as transmite para Deus? Não. Quando oramos a Jeová em nome de Jesus, nós nos identificamos como discípulos de Cristo e reconhecemos que só podemos nos aproximar de Deus graças ao valor do seu sacrifício de resgate. — Hebreus 4:14-16.

As orações precisam ser feitas com fé. O apóstolo Paulo salientou: “Sem fé é impossível agradar [a Deus] bem, pois aquele que se aproxima de Deus tem de crer que ele existe e que se torna o recompensador dos que seriamente o buscam.” (Hebreus 11:6) Como a pessoa sabe se tem essa espécie de fé? O escritor bíblico Tiago responde: “Eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.” (Tiago 2:18) A fé invariavelmente se manifesta em ações, e estas, por sua vez, demonstram que amamos a Deus e que procuramos agradá-lo.

Os adoradores de Deus também precisam persistir em oração. Jesus deixou isso bem claro em Lucas 11:9, 10, citado no início do artigo. Afinal de contas, quanto interesse e determinação demonstra uma pessoa que ora apenas uma vez sobre determinado assunto? 


O que Deus promete

Não importa com quanta freqüência ou determinação oremos, ainda vivemos em “tempos críticos, difíceis de manejar”. (2 Timóteo 3:1) Embora Jesus tenha dito que seus seguidores seriam felizes, ele não lhes prometeu uma vida livre de problemas. (Mateus 5:3-11) Porém garantiu que seus discípulos podiam ser felizes apesar de perderem pessoas queridas na morte, de passarem fome e sede ou de sofrerem perseguição.

A felicidade mencionada por Jesus não depende de termos circunstâncias ideais, mas é uma satisfação íntima que sentimos pelo fato de estarmos servindo a Deus. Isso nos permite ter certa medida de felicidade mesmo no mundo tumultuado em que vivemos. — 2 Coríntios 12:7-10. 


Lidar com problemas pessoais

Então, será que de nada adianta orar sobre assuntos de ordem pessoal, como encontrar um cônjuge adequado ou lidar com problemas de família, saúde ou emprego? Não é esse o caso. Embora Deus não prometa mudar as circunstâncias de nossa vida de forma milagrosa, ele nos dará sabedoria para lidar com elas. Com relação às provações, Tiago escreveu: “Se alguém de vós tiver falta de sabedoria, persista ele em pedi-la a Deus, pois ele dá generosamente a todos, e sem censurar; e ser-lhe-á dada.” (Tiago 1:5) Assim, Jeová nos guiará mediante o seu espírito santo. Isso nos ajudará a entender e a aplicar princípios bíblicos ao tomar decisões.

Naturalmente, o espírito de Deus não decide por nós. Ao contrário, exige-se esforço da nossa parte. Por exemplo, se temos um problema, será que pesquisamos o assunto e analisamos todos os aspectos envolvidos? Fazendo isso, estaríamos demonstrando a Deus que temos fé. (Tiago 2:18) Temos persistido em tentar resolver nosso problema, pedindo continuamente a orientação de Deus? (Mateus 7:7, 8) Examinamos com cuidado os princípios bíblicos que se aplicam à situação? A Palavra de Deus pode nos tornar ‘plenamente competentes, completamente equipados para toda boa obra’. — 2 Timóteo 3:16, 17.

Embora Deus tenha a capacidade de intervir nos assuntos humanos e remover os nossos problemas, ele nos tem permitido expressar nosso livre-arbítrio. Lamentavelmente, muitos usam essa faculdade para prejudicar outros. Assim sendo, é possível que tenhamos de conviver com alguns dos problemas sobre os quais oramos até que chegue o novo mundo estabelecido por Deus. (Atos 17:30, 31) Talvez seja uma situação que existe na região em que vivemos, como crime ou guerras; ou então ter de suportar a pressão de opositores. (1 Pedro 4:4) Precisamos reconhecer que neste mundo ímpio, algumas situações não vão melhorar.

No entanto, Deus ama seus adoradores e quer ajudá-los. Quando o Seu Reino exercer incontestado domínio em toda a Terra, Ele eliminará por completo todos os terríveis problemas que afligem o mundo. (Revelação [Apocalipse] 21:3, 4) Enquanto esse tempo não chega, devemos persistir em pedir sua orientação para lidar com os problemas da vida. Se fizermos isso, podemos ter certeza de que Jeová cumprirá a promessa registrada na Bíblia em Isaías 41:10: “Não tenhas medo, pois estou contigo. Não olhes em volta, pois eu sou teu Deus. Vou fortificar-te. Vou realmente ajudar-te. Vou deveras segurar-te firmemente com a minha direita de justiça.”



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O Diabo existe?

Jesus rejeitando tentações

O Diabo existe?


Sim, a Bíblia ensina que Satanás, o Diabo, é uma pessoa real. No entanto, os críticos da Bíblia zombam dessa descrição do Diabo. Eles dizem que Satanás simplesmente representa o princípio do mal que reside dentro dos humanos.

Deveríamos ficar surpresos com essa confusão a respeito da verdadeira identidade de Satanás? De modo algum. Para ilustrar: Um criminoso pode apagar suas impressões digitais da cena de um crime para tentar esconder sua identidade e assim continuar agindo sem ser descoberto. De maneira similar, Satanás é um mestre do crime que não se importa em agir nos bastidores, promovendo corrupção moral. Jesus identificou claramente Satanás como o responsável pela maldade que permeia os assuntos humanos. Jesus o chamou de “governante deste mundo”. — João 12:31.

De onde veio o Diabo? Criado originalmente como criatura espiritual perfeita no céu, esse anjo rebelde fez de si mesmo o Diabo quando ficou obcecado com o desejo de que os humanos adorassem a ele, não a Deus. Na Bíblia podemos ler o diálogo que houve aqui na Terra entre Satanás e Jesus, quando o Diabo mostrou sua ambição egoísta. Satanás tentou fazer com que Jesus se ‘prostrasse e fizesse um ato de adoração’ a ele. — Mateus 4:8, 9.

De maneira similar, ao falar com Deus, Satanás revelou sua motivação, conforme registrado no livro de Jó. Ele se esforçaria ao máximo para fazer com que os humanos rejeitassem a Deus. — Jó 1:13-19; 2:7, 8.
Pense no seguinte: Visto que Satanás falou com Jeová Deus e Jesus Cristo, como ele poderia ser apenas o princípio do mal que reside nas pessoas? Não existe absolutamente nenhum mal em Deus ou em seu Filho. Fica claro, então, que Satanás é uma pessoa real — uma criatura espiritual perversa que não tem nenhum respeito por Jeová nem por Jesus.

O estado decadente da humanidade é uma prova de que o Diabo realmente existe. As nações deixam apodrecer excedentes de alimentos ao passo que seus cidadãos passam fome. Elas acumulam armas de destruição em massa para aniquilarem umas às outras. Poluem o meio ambiente. Ainda assim, a maioria das pessoas não enxerga a fonte desse comportamento autodestrutivo e cheio de ódio. Por quê?

A Bíblia diz que Satanás “tem cegado as mentes dos incrédulos”. (2 Coríntios 4:4) Para manipular a humanidade, Satanás usa uma organização invisível. Ele é “o governante dos demônios”. (Mateus 12:24) Assim como um chefe de uma rede do crime organizado é capaz de administrar um império ilegal sem se revelar a todos os envolvidos, Satanás também usa sua organização de anjos perversos para controlar de modo sutil massas de pessoas que, na sua maioria, não percebem a atuação e influência dele.

Podemos ser muito gratos pelo fato de a Bíblia desmascarar o Diabo e expor sua organização. Assim, podemos tomar medidas para resistir à influência do Diabo. A Bíblia nos exorta: “Sujeitai-vos . . . a Deus; mas oponde-vos ao Diabo, e ele fugirá de vós.” — Tiago 4:7.

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terça-feira, 28 de dezembro de 2010








Jesus morreu mesmo numa cruz?

A CRUZ é um dos símbolos religiosos mais conhecidos. Milhões de pessoas a veneram, acreditando que é o instrumento em que Jesus foi morto. O escritor e arqueólogo católico-romano Adolphe-Napoleon Didron disse: “A cruz tem sido adorada de forma similar, se não igual, à forma como se adora a Cristo; esse santo lenho é adorado quase da mesma maneira em que se adora o próprio Deus.”


Alguns dizem que, quando oram, a cruz os faz sentir-se mais perto de Deus. Outros a usam como amuleto, achando que ela os protege do mal. Mas será que os cristãos devem usar a cruz como objeto de adoração? Jesus morreu mesmo numa cruz? O que a Bíblia ensina a respeito disso?


O que a cruz simboliza?

Muito antes da era cristã, os antigos babilônios usavam cruzes como símbolos na adoração do deus da fertilidade, Tamuz. O uso da cruz se espalhou pelo Egito, pela Índia, pela Síria e pela China. Daí, séculos depois, os israelitas corromperam a adoração de Jeová com atos de veneração ao deus falso Tamuz. A Bíblia se refere a essa forma de adoração como ‘coisa detestável’. — Ezequiel 8:13, 14.

Os relatos evangélicos de Mateus, Marcos, Lucas e João usam a palavra grega stau·ros´ quando se referem ao instrumento de execução em que Jesus morreu. (Mateus 27:40; Marcos 15:30; Lucas 23:26) Essa palavra se refere a um poste, uma estaca ou um mastro. O livro The Non-Christian Cross (A Cruz Não-Cristã), de J. D. Parsons, explica: “Não existe uma única sentença em nenhum dos inúmeros escritos que formam o Novo Testamento que, no grego original, forneça sequer evidência indireta no sentido de que o stauros usado no caso de Jesus fosse diferente do stauros comum; muito menos no sentido de que consistisse, não em um só pedaço de madeira, mas em dois pedaços pregados juntos em forma de uma cruz.”

Alguns desenhos antigos mostram o uso de um único poste de madeira nas execuções romanas

Conforme registrado em Atos 5:30, o apóstolo Pedro usou a palavra xy´lon, que significa “árvore”, como sinônimo de stau·ros´, indicando não uma cruz com duas vigas, mas um simples pedaço de madeira na vertical, ou árvore. Foi cerca de 300 anos depois da morte de Cristo que alguns professos cristãos promoveram a idéia de que ele morreu numa cruz de duas vigas. Mas essa idéia se baseava na tradição e no uso errado da palavra grega stau·ros´. É digno de nota que alguns desenhos antigos, que retratam execuções romanas, mostrem um único poste de madeira ou uma árvore.


“Guardai-vos dos ídolos”

 



A questão mais importante para os cristãos verdadeiros é: deve-se venerar o instrumento usado para matar Jesus? Quer tenha sido uma única estaca reta de tortura, uma cruz, uma flecha, uma lança, quer uma faca, deve-se usar tal instrumento na adoração?


Suponhamos que alguém que você ama tenha sido assassinado brutalmente e a arma, apresentada como prova no tribunal. Você tentaria obter posse dessa arma, tiraria fotos dela e faria várias cópias para distribuição? Faria réplicas de diversos tamanhos e então transformaria algumas em jóias? Ou produziria réplicas a fim de serem vendidas a amigos e parentes para serem adoradas? É provável que essa idéia lhe seja repulsiva! Mas é exatamente isso o que tem sido feito com a cruz.

Além disso, usar a cruz na adoração é o mesmo que usar imagens, uma prática que a Bíblia condena. (Êxodo 20:2-5; Deuteronômio 4:25, 26) O apóstolo João refletiu com exatidão os ensinos do verdadeiro cristianismo quando exortou seus irmãos cristãos com as palavras: “Guardai-vos dos ídolos.” (1 João 5:21) Eles faziam isso até mesmo quando tinham de enfrentar a morte na arena romana.

No entanto, os cristãos do primeiro século davam muito valor à morte sacrificial de Jesus. Da mesma maneira hoje, embora não se deva adorar o instrumento usado para torturar e matar Jesus, os cristãos verdadeiros comemoram a morte dele como sendo o meio que Deus usa para salvar humanos imperfeitos. (Mateus 20:28) Essa expressão superlativa do amor de Deus trará inúmeras bênçãos aos que amam a verdade, incluindo a perspectiva de vida eterna. — João 17:3; Revelação (Apocalipse) 21:3, 4.


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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Fidelidade conjugal o que realmente significa?

Homem casado olhando para outra mulher

Fidelidade conjugal o que realmente significa?


A maioria das pessoas espera que marido e mulher sejam sexualmente fiéis um ao outro. Esse conceito de fidelidade conjugal está em harmonia com o que a Bíblia diz: “O matrimônio seja honroso entre todos e o leito conjugal imaculado.” — Hebreus 13:4.

SERÁ que ser fiel no casamento significa apenas não ter relações sexuais com outros parceiros? O que dizer de fantasias sexuais com alguém que não seja seu cônjuge? Ter uma amizade íntima com alguém do sexo oposto poderia se tornar uma forma de infidelidade?

As fantasias sexuais são inofensivas?

A Bíblia fala do sexo como uma parte natural e saudável do casamento, uma fonte de alegria e satisfação mútua. (Provérbios 5:18, 19) Mas hoje muitos especialistas acreditam que é normal — até mesmo saudável — uma pessoa casada ter fantasias sexuais com outros parceiros. Será que essas fantasias são inofensivas desde que não se tornem realidade?

As fantasias sexuais normalmente visam a satisfação pessoal. Esse comportamento egocêntrico vai de encontro aos conselhos da Bíblia para os casados. Sobre as relações sexuais, a Palavra de Deus diz: “A esposa não exerce autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o seu marido; do mesmo modo, também, o marido não exerce autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a sua esposa.” (1 Coríntios 7:4) Seguir os conselhos da Bíblia evita que o sexo não passe de um simples meio de satisfazer desejos egoístas alimentados pelas fantasias. Em resultado, marido e mulher são mais felizes. — Atos 20:35; Filipenses 2:4.

Ter fantasias sexuais com outro parceiro é como ensaiar mentalmente ações que, se praticadas, causariam muita mágoa ao cônjuge. Será que as fantasias sexuais aumentam a probabilidade de cometer adultério? A resposta direta é sim. A Bíblia ilustra a relação entre pensamentos e ações: “Cada um é provado por ser provocado e engodado pelo seu próprio desejo. Então o desejo, tendo-se tornado fértil, dá à luz o pecado.” — Tiago 1:14, 15.

Jesus disse: “Todo aquele que persiste em olhar para uma mulher, a ponto de ter paixão por ela, já cometeu no coração adultério com ela.” (Mateus 5:28) Por se recusar a cultivar fantasias adúlteras, você está ‘resguardando seu coração’ e protegendo seu casamento. — Provérbios 4:23.

Por que permanecer emocionalmente fiel?

 

Um casamento bem-sucedido precisa de “devoção exclusiva” por parte dos cônjuges. (Cântico de Salomão 8:6; Provérbios 5:15-18) O que isso significa? Embora seja normal ter amigos de ambos os sexos, seu cônjuge é quem tem prioridade sobre seu tempo, atenção e energia emocional. Qualquer outro relacionamento que recebe o que de direito pertence a seu cônjuge é um tipo de “infidelidade”, mesmo que não envolva atividade sexual.*

“Todo aquele que persiste em olhar para uma mulher, a ponto de ter paixão por ela, já cometeu no coração adultério com ela.” — Mateus 5:28.

Como um relacionamento assim pode se desenvolver? Uma pessoa do sexo oposto talvez pareça mais atraente ou compreensiva do que seu cônjuge. Passar tempo com ela no local de trabalho ou em outras ocasiões pode levar a conversas sobre assuntos pessoais, incluindo problemas ou desapontamentos no casamento. Isso pode criar uma dependência emocional. Conversar pessoalmente, por telefone ou pela internet pode levar a trair a confiança do cônjuge. É apropriado que certos assuntos sejam conversados apenas entre marido e mulher e que essa conversa, ou “palestra confidencial”, fique somente entre eles. — Provérbios 25:9.

Cuidado para não se justificar, dizendo que não existem sentimentos românticos quando de fato existem! ‘O coração é traiçoeiro’, diz Jeremias 17:9. Se você tem uma amizade íntima com alguém do sexo oposto, pergunte-se: ‘Tento escondê-la? Fico na defensiva ao falar sobre isso? Ficaria constrangido se meu cônjuge por acaso ouvisse nossas conversas? Como me sentiria se ele tivesse uma amizade assim?’ — Mateus 7:12.

Um relacionamento impróprio pode arruinar o casamento, visto que a intimidade emocional abre caminho para a intimidade sexual. Como Jesus alertou, “do coração vêm . . . adultérios”. (Mateus 15:19) No entanto, mesmo que não haja adultério, o dano causado pela perda de confiança pode ser extremamente difícil de consertar. Uma esposa chamada Karen# disse: “Quando descobri que Marcos telefonava às escondidas várias vezes por dia para outra mulher, fiquei arrasada. É muito difícil acreditar que eles não estavam tendo relações sexuais. Acho que nunca mais conseguirei confiar nele.”

Não se torne muito íntimo de pessoas do sexo oposto. Fique atento à presença de sentimentos impróprios e não justifique motivações impuras. Se você acha que uma amizade está ameaçando seu casamento, aja depressa — estabeleça limites ou coloque um fim nela. A Bíblia diz: “Argucioso é aquele que tem visto a calamidade e passa a esconder-se.” — Provérbios 22:3.

“Uma só carne” — proteja essa união

 

A intenção de nosso Criador é que o casamento seja o relacionamento mais achegado entre dois humanos. Ele disse que o marido e a esposa “têm de tornar-se uma só carne”. (Gênesis 2:24) Essa união de uma só carne significa mais do que intimidade sexual. Inclui profundo apego emocional, que é fortalecido pelo altruísmo, confiança e respeito mútuo. (Provérbios 31:11; Malaquias 2:14, 15; Efésios 5:2833) Por aplicar esses princípios, seu casamento será protegido contra o dano causado pela infidelidade mental e emocional.

*  Mas é importante lembrar que apenas as relações sexuais fora do casamento dão base bíblica para o divórcio. — Mateus 19:9.
#  Os nomes foram mudados.

JÁ SE PERGUNTOU?

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Como ter um casamento bem-sucedido?

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 Casal feliz

O casamento pode ser comparado a uma viagem com muitas surpresas; algumas excelentes, outras dolorosas. Condições imprevistas da “estrada” podem apresentar obstáculos inesperados; alguns talvez pareçam intransponíveis. Mesmo assim, muitos casais são felizes e bem-sucedidos nessa viagem apesar de alguns problemas menores. De fato, ter sucesso no casamento não é uma questão de quantos altos e baixos surgem, mas de como os casais lidam com eles.

A Bíblia é como um mapa para a viagem do casamento

Em sua opinião, o que pode tornar a viagem do casamento bem-sucedida e agradável? Muitos casais sentem a necessidade de um “mapa rodoviário matrimonial” para guiá-los. O “mapa” mais confiável e abalizado para o casamento é fornecido pelo Originador dessa união, Jeová Deus. Mas sua Palavra inspirada, a Bíblia Sagrada, não é um talismã. Em vez disso, ela contém orientações práticas que precisam ser seguidas para se ter sucesso no casamento. — Salmo 119:105; Efésios 5:21-33; 2 Timóteo 3:16.

A Bíblia contém placas de sinalização — princípios essenciais — que podem ajudar você a tornar a viagem do casamento bem-sucedida e feliz. Veja alguns exemplos:

 Considere o casamento sagrado. “O que Deus pôs sob o mesmo jugo, não o separe o homem.” (Mateus 19:6) O Criador originou o casamento quando uniu Adão, o primeiro homem, e Eva, que se tornou sua esposa. (Gênesis 2:21-24) Jesus Cristo, que em sua existência pré-humana havia testemunhado essa união, confirmou que ela era o começo de um relacionamento permanente. Ele disse: “Não lestes que aquele que os criou desde o princípio os fez macho e fêmea, e disse: ‘Por esta razão deixará o homem seu pai e sua mãe, e se apegará à sua esposa, e os dois serão uma só carne’? De modo que não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus pôs sob o mesmo jugo, não o separe o homem.” — Mateus 19:4-6.

Ao dizer “o que Deus pôs sob o mesmo jugo”, Jesus não estava sugerindo que os casamentos são feitos no céu. Ele estava confirmando que a relação marital foi instituída pelo próprio Deus e que, por isso, deveria ser considerada sagrada.*

Naturalmente, maridos e esposas não gostariam de estar “sob o mesmo jugo” numa convivência fria, sem amor. Pelo contrário, desejam ter um casamento bem-sucedido em que os dois são felizes. Se aplicarem os conselhos práticos da Bíblia, terão alegria em estar “sob o mesmo jugo”.

Visto que todos nós somos imperfeitos, mal-entendidos e desacordos são inevitáveis. No entanto, muitas vezes ter um casamento bem-sucedido não depende tanto da compatibilidade do casal, mas sim de como lidam com a incompatibilidade. Portanto, uma das habilidades mais importantes num casamento é a de resolver os desacordos com amor, que “une perfeitamente todas as coisas”. — Colossenses 3:14, Bíblia Fácil de Ler.

 Mostre respeito ao falar. “Existe aquele que fala irrefletidamente como que com as estocadas duma espada, mas a língua dos sábios é uma cura.” (Provérbios 12:18) Pesquisadores descobriram que a maioria das conversas terminam do jeito que começam. Isso quer dizer que, se uma conversa começa de modo respeitoso, é bem provável que termine do mesmo jeito. Por outro lado, sabemos como pode ser doloroso quando uma pessoa que amamos não pensa antes de falar conosco. Assim, ore sobre o assunto e se esforce para falar com dignidade, respeito e afeição. (Efésios 4:31) Haruko,# uma japonesa casada há 44 anos, explica: “Apesar de notarmos as imperfeições um do outro, tentamos nos tratar com respeito. Isso tem nos ajudado a ter um casamento bem-sucedido.”

Casal conversando sobre um problema familiar

Quando precisar conversar sobre um problema

  • Escolha uma hora em que nenhum dos dois esteja cansado.
  • Evite criticar; seja positivo com seu cônjuge.
  • Não interrompa; enquanto um fala, o outro ouve.
  • Leve em consideração os sentimentos de seu cônjuge.
  • Expresse empatia mesmo que discordem.
  • Seja razoável e flexível.
  • Mostre humildade por pedir perdão quando estiver errado.
  • Expresse apreço e afeição.

 Cultive bondade e compaixão. “Tornai-vos benignos uns para com os outros, ternamente compassivos.” (Efésios 4:32) Quando há sérios desentendimentos, é fácil a raiva gerar mais raiva. Annette, na Alemanha, bem casada há 34 anos, admite: “Sob pressão, não é fácil manter a calma. A tendência é dizer coisas que irritam a outra pessoa, o que só piora a situação.” Mas, por se empenhar em ser bondoso e compassivo, você contribuirá bastante para uma viagem mais tranqüila rumo a um casamento pacífico.

 Demonstre humildade. ‘Não faça nada por briga ou por egotismo, mas, com humildade mental, considere os outros superiores a você.’ (Filipenses 2:3) Muitas discussões no casamento ocorrem por causa do orgulho; um tenta culpar o outro pelos problemas em vez de humildemente procurar meios de facilitar as coisas. Nessas horas, a humildade mental pode ajudá-lo a controlar a tendência de sempre querer ter razão.

 Não se ofenda com facilidade. “Não te precipites no teu espírito em ficar ofendido.” (Eclesiastes 7:9) Tente evitar a tendência de rejeitar o ponto de vista de seu cônjuge ou de ir logo se defendendo quando algo que você fez ou disse for questionado. Escute e leve em consideração o que está sendo dito. Pense com cuidado antes de responder. Muitos casais aprendem bem tarde na vida que é muito melhor ganhar um coração do que uma discussão.

 Saiba quando ficar quieto. “[Seja] rápido no ouvir, vagaroso no falar, vagaroso no furor.” (Tiago 1:19) A boa comunicação sem dúvida é uma das “placas” mais importantes na estrada para a felicidade no casamento. Então, por que a Bíblia diz que há um “tempo para ficar quieto”? (Eclesiastes 3:7) Esse tempo serve para ouvir com o objetivo de entender o que está sendo dito — uma parte vital da comunicação, que envolve descobrir o que a outra pessoa realmente está sentindo e o motivo disso.

Casal lavando louças juntos

Para ter um casamento bem-sucedido

  • Apegue-se às verdades bíblicas que fortalecem o casamento.
  • Dedique tempo a seu casamento e a seu cônjuge.
  • Seja caloroso; mostre amor e afeição.
  • Seja de confiança e honre o compromisso do casamento.
  • Seja bondoso e respeitoso.
  • Ajude nas tarefas domésticas.
  • Contribua para que as conversas entre vocês sejam agradáveis.
  • Tenha senso de humor e compartilhe momentos de descontração.
  • Faça contínuo esforço para fortalecer seu casamento.
 Ouça com empatia. “Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram.” (Romanos 12:15) A empatia é indispensável para uma comunicação significativa, porque torna possível que você sinta as emoções mais profundas de seu cônjuge. Também ajuda a criar um ambiente em que a opinião e os sentimentos de cada um são tratados com respeito e dignidade. Neusa, uma brasileira casada há 32 anos, disse: “Quando eu e Manuel conversamos sobre nossos problemas, sempre presto bastante atenção para entender seus pensamentos e sentimentos.” Quando seu cônjuge está falando, é “tempo para ficar quieto” e ouvir com empatia.

 Tenha o hábito de expressar apreço. “Mostrai-vos gratos.” (Colossenses 3:15) Casamentos bem-sucedidos são aqueles em que o marido faz questão de que a esposa se sinta apreciada, e vice-versa. No entanto, no dia-a-dia, alguns negligenciam esse aspecto vital da comunicação e simplesmente presumem que a outra pessoa se sente valorizada. “A maioria dos casais”, disse a Dra. Ellen Wachtel, “poderiam dar um ao outro aquela sensação de que são apreciados se apenas tentassem fazer isso”.

A esposa, em especial, precisa que o marido reafirme seu amor e faça expressões de apreço por ela. Você, marido, pode contribuir muito para a felicidade no casamento e para o bem-estar de sua esposa, bem como o seu próprio, por se esforçar para expressar apreço pelas qualidades dela e pelas boas coisas que ela faz.
Reafirmações verbais e não-verbais são muito importantes. Um beijo carinhoso, um afago e um sorriso caloroso dizem à esposa mais do que um simples “eu te amo”. Isso a faz ter certeza de que você a considera especial e que precisa dela. Ligue para ela ou mande uma mensagem eletrônica, dizendo “estou com saudade” ou “como está o seu dia?”. Se depois de casado você parou de dizer essas coisas, seria bom voltar a fazer isso. Continue descobrindo o que toca o coração de sua esposa.

As palavras da mãe do Rei Lemuel, do Israel antigo, são bem apropriadas: “Seu marido a elogia. Ele diz: ‘Muitas mulheres são boas esposas, mas você é a melhor de todas.’” (Provérbios 31:1, 28, 29, Nova Tradução na Linguagem de Hoje) Quando foi a última vez que você elogiou sua esposa? E você, esposa, quando foi a última vez que elogiou seu marido?

 Perdoe prontamente. “Não se ponha o sol enquanto estais encolerizados.” (Efésios 4:26) Erros no casamento são inevitáveis. Assim, a disposição de perdoar é essencial. Carlos e Mônica, na África do Sul, casados há 43 anos, descobriram que esse conselho bíblico é muito prático. “Tentamos aplicar o princípio de Efésios 4:26”, explica Carlos, “e tentamos perdoar logo um ao outro, pois sabemos que isso agrada a Deus. Assim, ficamos contentes, vamos nos deitar com a consciência limpa e temos um sono tranqüilo”.

De modo sábio, um provérbio antigo diz: “É beleza . . . passar por alto a transgressão.” (Provérbios 19:11) Annette, já mencionada, concorda com isso ao dizer: “É impossível ter um bom casamento sem o perdão.” Ela explica o motivo: “Senão, surge o ressentimento e a desconfiança, e isso envenena o casamento. O perdão fortalece o vínculo entre os dois, que ficam ainda mais achegados.”

Se você deixou seu cônjuge magoado, não pense que isso simplesmente vai passar. Para fazer as pazes, muitas vezes é preciso fazer uma das coisas mais difíceis: admitir o erro. Assim, mostre humildade e procure um meio de dizer algo como: “Sinto muito, meu bem. Eu errei.” Com um pedido de desculpas assim, você conquistará respeito, ajudará a edificar um relacionamento de confiança e aumentará sua paz mental.

 Honre o compromisso com seu cônjuge e o casamento. “[O marido e a esposa] não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus pôs sob o mesmo jugo, não o separe o homem.” (Mateus 19:6) Vocês prometeram um ao outro, num voto solene perante Deus e os homens, que permaneceriam juntos apesar de problemas que talvez surgissem.% Mas o compromisso não é só uma obrigação legal. É motivado pelo amor sincero e genuíno, e reflete o respeito e a honra que vocês demonstram um ao outro e a Deus. Assim, nunca enfraqueça sua sagrada relação marital por flertar; limite seu interesse romântico apenas a seu cônjuge. — Mateus 5:28.

 A abnegação fortalece o compromisso. ‘Não vise, em interesse pessoal, apenas os seus próprios assuntos, mas também, em interesse pessoal, os dos outros.’ (Filipenses 2:4) Colocar as necessidades e preferências de seu cônjuge em primeiro lugar é um modo de fortalecer o compromisso. Pedro, casado há 20 anos, faz questão de ajudar sua esposa, que tem um emprego de período integral, nos serviços de casa. “Ajudo Rita na preparação da comida, na limpeza e em outras tarefas; assim ela tem tempo e energia para fazer as coisas que gosta.”

Vale a pena o esforço

Às vezes, por causa do grande esforço necessário para ter um casamento feliz, alguns talvez sintam vontade de desistir. Mas não permita que decepções façam você abandonar seu compromisso ou perder tudo que já investiu em seu casamento, ou seja, a distância que já percorreram juntos nessa viagem.

Casal caminhando juntos

Para você pensar

  • O que mais preciso fazer para que meu casamento seja bem-sucedido?
  • Que passos preciso tomar nesse sentido?

Sidney, que tem um casamento feliz há 33 anos, disse: “Se você fizer um esforço sincero para que seu casamento seja bem-sucedido, Jeová o abençoará.” O apoio leal que um dá ao outro nas horas difíceis e as alegrias dos bons momentos juntos vão ajudá-los a ter uma viagem agradável rumo a um casamento bem-sucedido.

*  Jesus disse que a única base para terminar um casamento e estar livre para se casar de novo é a fornicação, ou seja, relações sexuais fora do casamento. — Mateus 19:9.
#  Alguns nomes neste artigo foram mudados.
%  Segundo a Bíblia, em caso de adultério, a pessoa traída pode decidir se quer ou não se divorciar. (Mateus 19:9) Veja o artigo “O Conceito da Bíblia: Adultério — perdoar ou não perdoar?”, na Despertai! de 8 de agosto de 1995.

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