terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Qual é o conceitode Deus sobre o ÁLCOOL?

Um homem pensando em álcool  
Qual é o conceitode Deus sobre o ÁLCOOL?


“SÓ MAIS UM GOLE”

CARLOS começou a beber quando tinha 11 anos.* Ele e seus amigos costumavam brincar no bosque imitando personagens de filmes. Os personagens não eram reais, mas a bebida que Carlos e seus amigos tomavam era bem real.
Alguém segurando uma bebida alcoólica Antônio tinha 40 anos quando começou a aumentar aos poucos de uma ou duas doses de bebida à noite para cinco ou seis. Com o tempo, ele perdeu a conta de quanto bebia durante o dia.
Carlos procurou ajuda para seu problema com a bebida. 

Antônio rejeitou a ajuda sincera que sua família e seus amigos ofereceram. Carlos está vivo hoje para contar sua história; Antônio morreu alguns anos atrás num acidente de carro depois de beber demais.

Mesmo quando alguém bebe em excesso sozinho, isso acaba afetando a vida de outras pessoas, em geral com consequências trágicas.# O uso exagerado de bebida está muitas vezes relacionado a abuso físico e verbal, agressão e assassinato, acidentes de carro ou no local de trabalho e uma série de problemas de saúde. Beber demais custa à sociedade bilhões de dólares por ano, além do impacto emocional que causa nas pessoas, famílias e filhos.

Ainda assim, “nem toda pessoa que bebe regularmente tem problema com a bebida”, dizem os Institutos Nacionais de Saúde, dos EUA, “e nem todos que têm problema com a bebida bebem todos os dias”. Muitas pessoas que não são alcoólatras desenvolveram, sem perceber, o hábito de beber demais. Outras bebem só ocasionalmente, mas tomam mais de cinco doses por vez.

Se você decidir tomar bebidas alcoólicas, quanto é demais? Como você pode saber quando não tomar “só mais um gole”? (Provérbios 23:29, 30, Contemporary English Version) Os próximos artigos apresentarão informações úteis sobre esse assunto.

*  Alguns nomes foram mudados.
#  Visto que os homens têm quatro vezes mais probabilidade de se tornar alcoólatras do que as mulheres, usamos o pronome masculino em toda esta série de artigos. No entanto, as informações se aplicam tanto a homens como a mulheres.

Segunda Parte

NOSSO Criador, que deseja o melhor para nós, não proíbe o uso moderado de álcool.* Na verdade, ele deu “o vinho, que alegra o coração do homem; o azeite, que lhe faz brilhar o rosto, e o pão que sustenta o seu vigor”. (Salmo 104:15, Nova Versão Internacional) Certa vez, Jesus Cristo contribuiu para aumentar a alegria de uma festa de casamento por transformar água no “melhor vinho”. — João 2:3-10, Bíblia na Linguagem de Hoje.

1. Um homem com ressaca; 2. Alguém destrancando a porta de um carro; 3. Uma bebida alcoólica; 4. Um homem brigando com a esposa; 5. Um homem em um bar
Beber demais causa muitos problemas

É de se esperar que nosso Criador saiba exatamente como o álcool afeta as funções do corpo e do cérebro. Por meio das páginas da Bíblia, nosso Pai celestial ‘nos ensina a tirar proveito’, e ele nos alerta fortemente contra o uso impróprio de bebidas alcoólicas. (Isaías 48:17) Veja estes avisos diretos:
“Não fiqueis embriagados de vinho, em que há devassidão.” (Efésios 5:18) “Os bêbados . . . não terão parte no Reino de Deus.” (1 Coríntios 6:9-11, BLH) A Palavra de Deus condena “as bebedeiras, as farras e outras coisas parecidas com essas”. — Gálatas 5:19-21, Nova Tradução na Linguagem de Hoje.

Vejamos agora alguns dos perigos de beber demais.

Os perigos de beber em excesso

Embora o álcool possa fazer bem à saúde, ele contém fortes ingredientes que alteram as funções do corpo e da mente. Beber em excesso pode causar alguns dos seguintes problemas:

Beber demais prejudica o critério da pessoa, fazendo com que ‘sua mente imagine coisas distorcidas’. (Provérbios 23:33, NVI) Carlos, mencionado no artigo anterior, diz: “O alcoolismo não é só uma doença do corpo; é uma doença que afeta os pensamentos e as atitudes. Você não pensa na dor que isso causa a outras pessoas.”

Beber demais também pode diminuir as inibições. As Escrituras avisam: “O vinho e o licor tiram a razão.” (Oseias 4:11, Pastoral) Como assim? Sob a influência sutil das bebidas alcoólicas, os pensamentos e os desejos que normalmente controlamos podem começar a se tornar aceitáveis — até mesmo convidativos. Nossa determinação de nos apegar ao que é certo pode enfraquecer. O álcool compromete nossas defesas morais, resultando em desastre espiritual.

João, por exemplo, brigou com sua esposa e foi direto para um bar. Ele bebeu um pouco para se acalmar, e daí uma mulher se aproximou. Depois de mais algumas doses, João saiu dali com ela e cometeu adultério. Mais tarde, ele se arrependeu profundamente de ter feito algo que nunca teria pensado em fazer caso a bebida não tivesse diminuído suas inibições.

Beber demais pode resultar em conversas e ações descontroladas. “Quem sempre tem problemas? Quem sempre discute e briga?”, pergunta a Bíblia. “Os que ficam acordados até tarde, tomando só mais um gole.” (Provérbios 23:29, 30, Contemporary English Version) Beber em excesso pode fazer você ‘se sentir como se estivesse no meio do mar, enjoado, balançando no alto do mastro de um navio’. (Provérbios 23:34, NTLH) Quem exagera na bebida pode acordar dolorido como se tivesse levado ‘uma surra e não percebeu’. — Provérbios 23:35, Pastoral.

Beber demais pode prejudicar a saúde. “No fim [o álcool] morderá como cobra e picará como a víbora.” (Provérbios 23:32, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) A medicina confirma a sabedoria desse provérbio antigo. O álcool em grandes quantidades é uma toxina potencialmente mortal que pode levar a vários tipos de câncer, hepatite alcoólica, cirrose, pancreatite, baixo teor de açúcar no sangue de pessoas diabéticas, síndrome alcoólica fetal, derrame ou insuficiência cardíaca — apenas para mencionar algumas das consequências. E beber demais até mesmo numa só ocasião pode resultar em coma ou morte. No entanto, os problemas mais sérios de beber muito não estão descritos nos livros de medicina.

O maior perigo. Embora a pessoa talvez não fique bêbada, beber sem moderação apresenta perigos espirituais. A Bíblia diz claramente: “Ai dos que se levantam de manhã cedo somente à procura de bebida inebriante, que ficam até tarde no crepúsculo vespertino, de modo que o próprio vinho os inflama!” Por quê? Isaías fala sobre os danos espirituais de beber demais: “Não olham para a atividade de Jeová e não viram o trabalho das suas mãos.” — Isaías 5:11, 12.

A Palavra de Deus nos alerta a não “ficar entre os beberrões de vinho”. (Provérbios 23:20) As mulheres idosas são avisadas a não se ‘escravizarem a muito vinho’. (Tito 2:3) Por quê? Aos poucos — muitas vezes sem perceber — as pessoas começam a aumentar o consumo de bebida com mais frequência. Com o tempo, elas podem “ficar acordadas, se perguntando: ‘Quando vai amanhecer para que eu possa beber mais um pouco?’”. (Provérbios 23:35, CEV) Se uma pessoa passa a ansiar uma bebida logo de manhã para se recuperar dos excessos da noite anterior, ela está cruzando uma linha perigosa.

A Bíblia alerta que aqueles que se envolvem “em excessos com vinho, em festanças, em competições no beber . . . prestarão contas àquele que está pronto para julgar os viventes e os mortos”. (1 Pedro 4:35) E sobre os tempos decisivos em que vivemos, Jesus deu o seguinte aviso: ‘Prestai atenção a vós mesmos, para que os vossos corações nunca fiquem sobrecarregados com o excesso no comer, e com a imoderação no beber, e com as ansiedades da vida, e o dia de Jeová venha sobre vós instantaneamente como um laço.’ — Lucas 21:34, 35.
No entanto, o que as pessoas que têm algum tipo de problema com bebida podem fazer para não ficarem ‘sobrecarregadas com a imoderação no beber’?

*  Neste artigo, “álcool” e “bebida” em geral se referem a cerveja, vinho e outras bebidas alcoólicas.
Qual é o CONCEITO DE DEUS sobre bebidas alcoólicas?

Terceira Parte 


MANTER A BEBIDA no devido lugar

ANTÔNIO, mencionado no primeiro artigo, poderia ter tido uma vida bem diferente — se tivesse enfrentado o seu problema com bebidas alcoólicas. Mas visto que aparentemente podia consumir muitas doses sem sinais óbvios de excesso, ele acreditava que tinha o controle de sua vida. Por que essa autoanálise era tão falsa?
Seu critério ficou distorcido pelo consumo excessivo de álcool. Quer Antônio soubesse disso, quer não, o próprio órgão que monitorava sua condição física, mental e emocional — seu cérebro — funcionava mal quando estava sobrecarregado com o excesso de bebidas alcoólicas. Quanto mais Antônio bebia, menos capacidade seu cérebro tinha de avaliar a situação de modo preciso.
Um outro motivo para a autoavaliação equivocada de Antônio foi seu desejo intenso de continuar a beber. Carlos, mencionado nos artigos anteriores, no começo negava que tinha problemas com o álcool. “Eu escondia que bebia muito”, ele admite, “dava desculpas e tentava minimizar meu problema com o álcool. Eu tinha um objetivo — não parar de beber”. Apesar de outras pessoas verem que a bebida estava controlando Antônio e Carlos, eles continuavam a dizer a si mesmos que tudo estava normal. No entanto, os dois precisavam tomar alguma ação para controlar o consumo de bebidas. Mas que ação?

Tome ação!

Muitos que pararam de beber agiram em harmonia com as palavras de Jesus: “Se, pois, aquele olho direito teu te faz tropeçar, arranca-o e lança-o para longe de ti. Porque é mais proveitoso para ti que percas um dos teus membros, do que ser todo o teu corpo lançado na Geena.” — Mateus 5:29.
É claro que Jesus não estava incentivando a automutilação. Em vez disso, em sentido figurado ele estava enfatizando que devemos estar dispostos a cortar de nossa vida qualquer coisa que seja espiritualmente prejudicial. De fato, a ação que temos de tomar pode ser muito dolorosa. Mas ela nos protegerá de atitudes ou situações que podem levar a beber demais. Assim, se outros expressarem preocupação por você estar bebendo muito, tome medidas para controlar isso.* Se ficar claro que você não consegue controlar seu consumo de bebida, esteja disposto a tirá-la de sua vida. Por mais doloroso que isso possa ser, dói muito menos do que uma vida arruinada.
Mesmo que você não seja um alcoólatra, tem o costume de beber demais? Em caso afirmativo, que medidas práticas você pode tomar para manter o álcool no seu devido lugar?

Onde encontrar ajuda

1. Acredite no poder de orações constantes e sinceras. A Bíblia dá o seguinte conselho a todos os que querem agradar a Jeová Deus: “Em tudo, por oração e súplica, junto com agradecimento, fazei conhecer as vossas petições a Deus; e a paz de Deus, que excede todo pensamento, guardará os vossos corações e as vossas faculdades mentais por meio de Cristo Jesus.” (Filipenses 4:6, 7) O que você deve falar em suas orações para conseguir essa paz mental?
Admita honestamente que tem um problema com a bebida, um problema que é você que tem de resolver. Dizer a Deus o que você gostaria de fazer sobre isso fará com que ele abençoe seus esforços de obter alívio e de evitar problemas mais sérios. “Quem encobre as suas transgressões não será bem sucedido, mas, ter-se-á misericórdia com aquele que as confessa e abandona.” (Provérbios 28:13) Jesus também disse que devemos orar: “Não nos leves à tentação, mas socorre-nos do iníquo.” (Mateus 6:13; nota) Mas como você pode agir em harmonia com suas orações, e onde pode encontrar respostas às suas súplicas?

O álcool está dominando você?

Talvez seja bom você se perguntar:
Álcool
  • Bebo agora mais do que bebia antes?
  • Bebo mais frequentemente do que antes?
  • Minha bebida agora é mais forte?
  • Bebo para lidar com o estresse ou para fugir de problemas?
  • Um amigo ou uma pessoa da família disse que está preocupado com meu consumo de bebidas alcoólicas?
  • A bebida já me causou problemas em casa, no trabalho ou em viagens?
  • Acho difícil ficar sem beber por uma semana?
  • Sinto-me incomodado quando outros não bebem?
  • Escondo das outras pessoas a quantidade de bebida que consumo?
Se você respondeu sim a uma ou mais dessas perguntas, talvez você precise tomar medidas para controlar seu consumo de bebidas alcoólicas.

2. Obtenha força da Palavra de Deus. “A palavra de Deus é viva e exerce poder . . . e é capaz de discernir os pensamentos e as intenções do coração.” (Hebreus 4:12) Muitas pessoas que bebiam em excesso foram ajudadas por ler todos os dias alguns versículos da Bíblia e meditar neles. “Feliz é o homem que não tem andado no conselho dos iníquos”, escreveu um salmista temente a Deus. “Mas, seu agrado é na lei de Jeová, e na sua lei ele lê dia e noite em voz baixa. . . . Tudo o que ele fizer será bem sucedido.” — Salmo 1:1-3.


Carlos, que por estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová teve forças para vencer seu problema com o álcool, diz: “Tenho certeza que se não fosse pela Bíblia e pelos princípios bíblicos que me ajudaram a parar de beber, eu estaria morto.”


3. Cultive o autodomínio. A Bíblia relata que, na congregação cristã, alguns que haviam sido beberrões foram lavados “com o espírito de nosso Deus”. (1 Coríntios 6:9-11) Como assim? Uma coisa que os ajudou a parar de se embebedar e de ir em festanças foi cultivar o autodomínio, uma qualidade que é desenvolvida com a ajuda do espírito santo de Deus. “Não fiqueis embriagados de vinho, em que há devassidão, mas ficai cheios de espírito.” (Efésios 5:18; Gálatas 5:21-23) Jesus Cristo prometeu que ‘o Pai, no céu, daria espírito santo aos que lhe pedissem’. Portanto, “persisti em pedir, e dar-se-vos-á”. — Lucas 11:913.


Aqueles que querem adorar a Jeová de modo aceitável podem cultivar o autodomínio por ler e estudar a Bíblia e por orar constantemente com sinceridade. Em vez de se entregar ao desânimo, aceite esta promessa da Palavra de Deus: “Aquele que semeia visando o espírito, ceifará do espírito vida eterna. Assim, não desistamos de fazer aquilo que é excelente, pois ceifaremos na época devida, se não desfalecermos.” — Gálatas 6:8, 9.


4. Escolha boas companhias. “Quem anda com pessoas sábias tornar-se-á sábio, mas irá mal com aquele que tem tratos com os estúpidos.” (Provérbios 13:20) Fale aos seus amigos sobre sua decisão de manter o consumo de bebidas alcoólicas sob controle. No entanto, a Palavra de Deus avisa que se você abandonar os ‘excessos com vinho, festanças, e competições no beber’ alguns ex-amigos ficarão ‘intrigados e falarão de você de modo ultrajante’. (1 Pedro 4:3, 4) Esteja disposto a cortar a amizade com aqueles que enfraquecem sua determinação de manter sob controle o consumo de bebidas alcoólicas.


5. Estabeleça limites definidos. “Cessai de ser modelados segundo este sistema de coisas, mas sede transformados por reformardes a vossa mente, a fim de provardes a vós mesmos a boa, e aceitável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2) Se permitir que os princípios da Palavra de Deus o ajudem a estabelecer seus próprios limites em vez de deixar que seus colegas ou “este sistema” façam isso, você terá um modo de vida aceitável a Deus. Mas como você pode determinar qual é o limite seguro no seu caso?


Qualquer quantidade de bebida alcoólica que prejudica seu critério e enfraquece seu raciocínio é muito para você. Assim, se decidir beber, não é prudente estabelecer um limite vago entre a sobriedade e a embriaguez. Mesmo que você ache que não tem um problema, não deixe que isso o impeça de fazer uma avaliação honesta sobre seus hábitos relacionados à bebida. Estabeleça um limite definido e seguro, bem dentro dos padrões da moderação — um limite que não permitirá que você se desvie para o excesso.


6. Aprenda a dizer não. “Deixai simplesmente que a vossa palavra Sim signifique Sim, e o vosso Não,Mateus 5:37) Aprenda a recusar com tato as ofertas persistentes de um anfitrião bondoso, mas que tem pouco discernimento. “Vossa pronunciação seja sempre com graça, temperada com sal, para que saibais como responder a cada um.” — Colossenses 4:6. Não.” (


7. Peça ajuda. Procure a ajuda de amigos apoiadores que possam fortalecer sua determinação de controlar o consumo de bebidas alcoólicas e que possam lhe dar ajuda espiritual. “Melhor dois do que um, porque eles têm boa recompensa pelo seu trabalho árduo. Pois, se um deles cair, o outro pode levantar seu associado.” (Eclesiastes 4:9, 10; Tiago 5:14, 16) O Instituto Nacional de Combate ao Abuso do Álcool e ao Alcoolismo dos Estados Unidos diz algo parecido: “Pode haver ocasiões em que diminuir a quantidade de bebidas alcoólicas é difícil. Peça apoio à sua família e amigos para o ajudar a alcançar seu objetivo.”


8. Apegue-se à sua decisão. “Tornai-vos cumpridores da palavra e não apenas ouvintes, enganando-vos com falsos raciocínios. Mas aquele que olha de perto para a lei perfeita que pertence à liberdade e que persiste nisso, este, porque se tornou, não ouvinte esquecediço, mas fazedor da obra, será feliz em fazê-la.” — Tiago 1:2225.

Tomar decisões sábias sobre o uso de álcool

Antes de tomar uma bebida alcoólica, pense:
Um copo vazio
  • É aconselhável que eu consuma bebidas alcoólicas, ou não devo beber nada? Recomendação: Quem não consegue controlar o consumo de bebida, não deve beber nada.
  • Quanto eu devo beber? Recomendação: Estabeleça seu limite antes de o álcool comprometer seu critério.
  • Quando eu devo beber? Recomendações: Não beba antes de dirigir ou de realizar atividades que exijam atenção; não beba antes de atividades religiosas; não beba durante a gravidez; não beba quando estiver tomando certos medicamentos.
  • Onde eu posso beber? Recomendações: Num ambiente saudável; não em segredo para esconder o que bebe; não em frente de pessoas que ficariam ofendidas.
  • Com quem devo beber? Recomendações: Com amigos ou familiares que são boas influências; não com pessoas que têm problemas com a bebida.

Livrar-se do vício

Nem toda pessoa que bebe em excesso se torna alcoólatra. Mas alguns começam a beber tanto — ou tão frequentemente — que ficam viciados. Visto que o vício em álcool inclui dependência física e psicológica de uma substância forte, essas pessoas talvez precisem mais do que força de vontade e ajuda espiritual para se livrar do alcoolismo. “Quando estava tentando parar de beber”, lembra-se Carlos, “a dor física da abstinência era enorme. Foi então que percebi que, além da ajuda espiritual que eu estava recebendo, precisava também de tratamento médico”.


Muitas pessoas que bebem precisam de um tratamento médico que reforce sua luta espiritual contra seu vício e as ajude a não retornar a ele.# Alguns precisam ser internados para lidar com os sintomas graves de abstinência ou para receber medicação que reduza sua necessidade extrema de álcool e também para serem ajudados a não sofrer uma recaída. O Filho de Deus, que realizava milagres, disse: “Os fortes não precisam de médico, mas sim os enfermos.” — Marcos 2:17.

A Palavra de Deus ajudou uma pessoa que bebia demais

Supot, na Tailândia, bebia muito. No começo, ele bebia apenas à noite. Aos poucos, passou a beber de manhã e depois também na hora do almoço. Muitas vezes, bebia só para ficar bêbado. Mas então começou a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová. Quando aprendeu que Jeová Deus não aprova a embriaguez, Supot parou de beber. Mas depois de um tempo, voltou aos velhos hábitos. Sua família ficou arrasada.
Supot No entanto, Supot ainda amava a Jeová e queria adorá-lo da forma correta. Seus amigos continuaram a ajudá-lo, e incentivaram sua família a passar mais tempo com ele e a não desistir dele. Nessa época, a declaração direta encontrada em 1 Coríntios 6:10 de que os ‘beberrões não herdarão o reino de Deus’ ajudou Supot a ver a gravidade de sua situação. Ele viu a necessidade de fazer tudo o que fosse preciso para vencer seu problema com a bebida.
Dessa vez, Supot estava determinado a parar de beber definitivamente. Por fim, com o poder do espírito santo de Deus, a orientação da Palavra de Deus e a ajuda de sua família e da congregação, Supot conseguiu a força espiritual necessária, e venceu sua luta contra o álcool. Sua família ficou muito feliz quando ele foi batizado em símbolo de sua dedicação a Deus. Supot agora tem um relacionamento achegado com Deus — algo que ele sempre havia desejado — e usa seu tempo para ajudar outros em sentido espiritual.

Benefícios de acatar as instruções divinas

Os conselhos sensatos da Bíblia sobre bebidas alcoólicas vêm do Deus verdadeiro, que deseja o melhor para nós — não só para nosso bem-estar atual, mas também para nosso benefício eterno. Vinte e quatro anos depois de parar de beber, Carlos se lembra: “Foi maravilhoso saber que eu podia ser diferente, aprender que Jeová desejava me ajudar a endireitar minha vida, que ele . . . ” Carlos para um pouco e segura as lágrimas à medida que essas lembranças lhe vêm à mente. “Hum, . . . saber que Jeová entende e se importa e dá a ajuda necessária — isso é incrível.”


Portanto, se está bebendo demais ou está viciado em bebidas alcoólicas, não desista logo de você nem conclua que não há esperança. Carlos e muitos outros já passaram por essa situação. Conseguiram diminuir o consumo de álcool ou pararam de beber completamente. Eles não se arrependem disso; você também não se arrependerá.


Não importa se você decidir consumir bebidas alcoólicas com moderação ou não beber nada, acate o apelo amoroso de Deus: “Oh! se tão somente prestasses realmente atenção aos meus mandamentos! A tua paz se tornaria então como um rio e a tua justiça como as ondas do mar.” — Isaías 48:18.

*  Veja o quadro “O álcool está dominando você?
#  Há muitos centros de tratamento, hospitais e programas de reabilitação que oferecem ajuda. A Sentinela não recomenda nenhum tratamento específico. Cabe a cada um avaliar cuidadosamente as opções e tomar uma decisão que não entre em conflito com os princípios bíblicos.


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É errado tomar bebidas alcoólicas?

Doses de diversos tipos de bebidas

É errado tomar bebidas alcoólicas?


“O VINHO é zombador, a bebida inebriante é turbulenta, e quem se perde por ele não é sábio.” Será que esse texto bíblico, em Provérbios 20:1, indica que é errado tomar bebidas alcoólicas? Alguns acham que sim, e tentam provar isso chamando a atenção para relatos bíblicos que mostram as más conseqüências do abuso do álcool. — Gênesis 9:20-25.

Além disso, há os resultados desastrosos de se beber demais: acidentes trágicos, ruína financeira, maus-tratos da família, danos ao feto e doenças como cirrose hepática. Talvez pensando nessas terríveis conseqüências, “muitas religiões ensinavam que o consumo de bebidas alcoólicas era contrário aos princípios de moral”, diz a The World Book Encyclopedia. Mas é contra os princípios de moral tomar bebidas alcoólicas? Será que a Bíblia proíbe tomar bebidas alcoólicas, mesmo em pequenas quantidades?

O que diz a Bíblia?

 

A Bíblia realmente alerta sobre as más conseqüências do abuso do álcool. Efésios 5:18 exorta: “Não fiqueis embriagados de vinho, em que há devassidão.” Também, Provérbios 23:20, 21 diz: “Não venhas a ficar entre os beberrões de vinho, entre os que são comilões de carne. Porque o beberrão e o glutão ficarão pobres”, e Isaías 5:11 diz: “Ai dos que se levantam de manhã cedo somente à procura de bebida inebriante, que ficam até tarde no crepúsculo vespertino, de modo que o próprio vinho os inflama!”

A Bíblia também menciona as alegrias e os benefícios de beber moderadamente. Por exemplo, Salmo 104:15Eclesiastes 9:7, é ‘comer o teu alimento com alegria e beber o teu vinho com um bom coração’. Conhecendo os benefícios medicinais do vinho, Paulo disse a Timóteo que não ‘bebesse mais água, mas usasse de um pouco de vinho por causa do seu estômago e dos seus freqüentes casos de doença’. (1 Timóteo 5:23) A Bíblia menciona que o álcool pode ajudar uma pessoa a lidar com a angústia. — Provérbios 31:6, 7. diz que um dos presentes de Deus é o “vinho que alegra o coração do homem mortal”. E uma das recompensas pelo bom trabalho, mencionada em

Fica claro então que a Bíblia não proíbe o consumo de bebidas alcoólicas. O que ela na verdade condena é beber demais e a embriaguez. Assim, Paulo exortou os superintendentes cristãos, os servos ministeriais e as mulheres idosas a não serem “dados a muito vinho”, e ele aconselhou Timóteo a tomar apenas “um pouco de vinho”. (1 Timóteo 3:2, 38; Tito 2:2, 3) Todos os cristãos são lembrados de que os “beberrões” não “herdarão o reino de Deus”. — 1 Coríntios 6:9, 10.

É interessante notar que a Bíblia relaciona a bebedeira com a glutonaria, indicando que ambas devem ser evitadas. (Deuteronômio 21:20) Se a intenção fosse proibir totalmente o consumo de bebidas alcoólicas, não indicaria isso que comer, mesmo em pequenas quantidades, também seria errado? No entanto, o que a Bíblia condena é a glutonaria e beber em excesso a ponto de ficar embriagado — não comer e beber com moderação.

O que Jesus fez?

 

Cristo deixou ‘um modelo para seguirmos de perto os seus passos’, diz o apóstolo Pedro. “Ele não cometeu pecado.” (1 Pedro 2:21, 22) Sendo assim, como Jesus encarava as bebidas alcoólicas? Para começar, seu primeiro milagre foi transformar água em vinho. Em que espécie de vinho Jesus transformou aquela água? “O diretor da festa” elogiou o noivo a respeito do vinho que havia sido produzido milagrosamente. Ele disse: “Todo outro homem apresenta primeiro o vinho excelente, e, quando as pessoas ficam inebriadas, o inferior. Tu reservaste o vinho excelente até agora.” — João 2:9, 10.

Beber vinho fazia parte da celebração da Páscoa, e Jesus usou vinho quando instituiu a Refeição Noturna do Senhor. Estendendo um copo aos seus discípulos, ele disse: “Bebei dele, todos vós.” Sabendo que sua morte era iminente, ele acrescentou: “Doravante, de modo algum beberei deste produto da videira, até o dia em que o beberei novo, convosco, no reino de meu Pai.” (Mateus 26:27, 29) Realmente, as pessoas sabiam que Jesus tomava vinho. — Lucas 7:34.

O que devemos fazer?

 

Embora a Bíblia não proíba o consumo de bebidas alcoólicas, isso não significa que somos obrigados a tomá-las. Há várias razões para se abster de álcool. Por exemplo, um ex-alcoólatra sabe que até mesmo uma dose de bebida pode ser perigosa. Uma mulher grávida talvez não tome bebidas alcoólicas para evitar danos ao feto. E sabendo como o álcool afeta o raciocínio e os reflexos, um motorista se refreia de fazer qualquer coisa que coloque em perigo a sua vida ou a de outros.

Um cristão não gostaria de ser pedra de tropeço para alguém cuja consciência condena o consumo de bebidas alcoólicas. (Romanos 14:21) Prudentemente, esse cristão se refrearia de tomar bebidas alcoólicas ao participar no ministério. É digno de nota que sob a Lei de Deus para o Israel antigo, os sacerdotes não podiam ‘beber vinho, nem bebida inebriante’ quando estivessem em serviço oficial. (Levítico 10:9) Também, nos países onde o consumo de álcool é proibido ou restrito, os cristãos obedecem à lei. — Romanos 13:1.

Embora decisões sobre beber ou não, ou sobre quanto beber, sejam pessoais, a Bíblia recomenda a moderação. Ela diz: “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus.” — 1 Coríntios 10:31.

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Permaneça no favor de Deus apesar de mudanças



ESTÁ passando por mudanças na sua vida? Acha difícil aceitá-las? A maioria de nós já passou, ou passará, por isso. Alguns exemplos reais do passado podem nos ajudar a identificar qualidades que serão úteis ao enfrentar mudanças.
O jovem Davi segurando uma ovelha Veja o caso de Davi e as muitas mudanças que teve de enfrentar. Ele era um simples menino pastor quando Samuel o ungiu como futuro rei. Ainda jovem, ofereceu-se para lutar contra o gigante filisteu Golias. (1 Sam. 17:26-32, 42) O jovem Davi foi convidado a morar na corte do Rei Saul e nomeado chefe do exército. Ele não podia sequer imaginar essas mudanças na sua vida; tampouco prever o que aconteceria depois.
Davi deprimido A relação de Davi com Saul tornou-se muito tensa. (1 Sam. 18:8, 9; 19:9, 10) Para salvar a vida, Davi teve de viver como fugitivo por vários anos. Mesmo quando reinava sobre Israel, suas circunstâncias mudaram drasticamente, em especial quando cometeu adultério e depois assassinato, e tentou encobrir esses pecados. Em resultado de seus pecados, ele sofreu calamidades na família. Entre outras, a rebelião de seu filho Absalão. (2 Sam. 12:10-12; 15:1-14) Mesmo assim, depois que Davi se arrependeu dos pecados de adultério e assassinato, Jeová o perdoou e ele recuperou o favor divino.

As suas circunstâncias também podem mudar. Problemas de saúde, apertos financeiros ou dificuldades na família — até mesmo nossas próprias ações — causam mudanças na nossa vida. Que qualidades podem nos ajudar a enfrentar melhor tais desafios?

A humildade nos ajuda

Humildade envolve ter uma atitude submissa. A verdadeira humildade nos faz ver como realmente somos e os outros como eles são. Por não denegrir as qualidades e os sucessos de outros, podemos apreciar melhor quem são e o que fazem. Do mesmo modo, a humildade pode nos fazer entender por que algo nos aconteceu e como lidar com isso.
Davi e Jonatã Jonatã, filho de Saul, é um bom exemplo. Suas circunstâncias mudaram por causa de eventos fora de seu controle. Ao dizer a Saul que Jeová iria tirar-lhe o reino, Samuel não disse que Jonatã seria constituído rei. (1 Sam. 15:28; 16:1, 12, 13) A escolha de Davi como novo rei de Israel, feita por Deus, excluiu Jonatã. Em certo sentido, a desobediência de Saul teve um efeito desfavorável sobre Jonatã. Embora não fosse culpado pelos erros do pai, Jonatã não o sucederia no trono. (1 Sam. 20:30, 31) Como ele reagiu? Ficou ressentido por causa da oportunidade perdida, ou com ciúmes de Davi? Não. Apesar de ter mais idade e experiência, Jonatã lealmente o apoiou. (1 Sam. 23:16-18) A humildade o ajudou a entender quem tinha a bênção divina, e ele ‘não pensou mais de si mesmo do que era necessário pensar’. (Rom. 12:3) Jonatã entendeu o que Jeová esperava dele e aceitou sua decisão.

A verdadeira humildade nos faz ver como realmente somos
Naturalmente, muitas mudanças causam algum tipo de dificuldade. Durante algum tempo, Jonatã teve relacionamentos com dois homens que lhe eram próximos. Um deles era Davi, seu amigo e futuro rei designado por Jeová. O outro era Saul, seu pai, que, mesmo já tendo sido rejeitado por Jeová, ainda reinava. Essa situação deve ter causado estresse emocional a Jonatã, ao mesmo tempo em que ele procurava manter o favor de Jeová. As mudanças que temos de enfrentar podem nos causar certas dúvidas e apreensão. Mas, se procuramos entender o ponto de vista de Jeová, podemos continuar a servi-lo lealmente ao lidarmos com as mudanças.

A importância da modéstia

Modéstia envolve estar ciente de nossas limitações. Não devemos confundir modéstia com humildade. Mesmo uma pessoa humilde talvez não se aperceba bem de suas limitações.
Davi era modesto. Embora Jeová o tivesse escolhido como rei, por anos Davi não pôde assumir o trono. Não há nada escrito que indique que Davi tenha recebido alguma explicação de Jeová para essa aparente demora. Mas essa situação, embora parecesse frustrante, não o abalou. Ele reconhecia suas limitações e entendia que Jeová, que permitia essa situação, controlava os assuntos. Assim, nem mesmo para salvar a própria vida Davi mataria Saul, e ele impediu seu companheiro Abisai de fazer isso. — 1 Sam. 26:6-9.

Pode surgir na nossa congregação uma situação que não entendemos, ou que, do nosso ponto de vista, não parece estar sendo tratada do modo melhor ou mais bem organizado. Será que reconheceremos modestamente que Jesus é o Cabeça da congregação e que ele age por meio do corpo de anciãos designados para tomar a dianteira? Mostraremos modéstia, cientes de que para manter o favor de Jeová temos de esperar que ele conduza os assuntos por meio de Jesus Cristo? Esperaremos com modéstia, mesmo que isso seja desafiador? — Pro. 11:2.

A mansidão nos ajuda a ser positivos

Mansidão significa temperamento brando. Ela nos habilita a suportar a injúria com paciência, sem irritação, ressentimento ou espírito de vingança. É uma qualidade difícil de cultivar. Curiosamente, certo texto bíblico incentiva os “mansos da terra” a ‘procurar a mansidão’. (Sof. 2:3) A mansidão se relaciona com humildade e modéstia, mas inclui outras qualidades, como bondade e brandura. Uma pessoa mansa cresce em sentido espiritual quando aceita instrução e se deixa moldar.
Como a mansidão nos ajuda a lidar com novas fases na nossa vida? Talvez tenha notado que muitos tendem a ver as mudanças numa luz negativa. Na realidade, as mudanças podem ser oportunidades para Jeová nos dar ainda mais treinamento. A vida de Moisés ilustra isso.
Moisés
Moisés teve de enfrentar desafios que refinaram sua mansidão

Aos 40 anos de idade, Moisés já tinha boas qualidades. Era sensível às necessidades do povo de Deus e tinha espírito de abnegação. (Heb. 11:24-26) No entanto, antes de Jeová o designar para liderar a saída de Israel do Egito, Moisés teve de enfrentar mudanças que refinaram sua mansidão. Foi obrigado a fugir do Egito e viver na terra de Midiã por 40 anos, trabalhando como pastor, sem nenhum destaque. Com que resultado? Essa mudança fez dele uma pessoa melhor. (Núm. 12:3) Aprendeu a colocar os interesses espirituais acima da vontade pessoal.

A mansidão é essencial para nosso desenvolvimento pessoal

Como exemplo da mansidão de Moisés, vejamos o que aconteceu quando Jeová disse a ele que desejava rejeitar a desobediente nação de Israel e fazer dos descendentes de Moisés uma poderosa nação. (Núm. 14:11-20) Moisés intercedeu em favor de Israel. Suas palavras mostram que ele se preocupava com a reputação de Deus e o bem-estar de seus irmãos, não com seus próprios interesses. Para o papel de líder e mediador da nação era necessário uma pessoa mansa como Moisés. Miriã e Arão murmuraram contra ele, porém o registro bíblico diz que Moisés era “em muito o mais manso de todos os homens”. (Núm. 12:1-3, 9-15) Pelo visto, ele suportou com mansidão os insultos deles. O que teria acontecido se Moisés não fosse manso?

Em outra ocasião, o espírito de Jeová ‘pousou’ sobre certos homens, levando-os a profetizar. Josué, assistente de Moisés, achou que esses israelitas estavam agindo de modo impróprio. Moisés, porém, com mansidão via as coisas do ponto de vista de Jeová e sua preocupação não era perder a autoridade. (Núm. 11:26-29) Se Moisés não fosse manso, teria ele aceitado essa mudança no arranjo de Jeová?

A mansidão habilitou Moisés a usar bem a grande autoridade que recebeu e a cumprir o papel que Deus lhe designara. Jeová o convidou a subir ao monte Horebe e a representar o povo. Deus falou a Moisés por meio de um anjo e o designou mediador do pacto. Foi a mansidão de Moisés que o habilitou a aceitar essa grande mudança de autoridade e, ainda assim, permanecer no favor de Deus.

E quanto a nós? A mansidão é essencial para nosso desenvolvimento pessoal. Todos a quem se confiou privilégios e autoridade entre o povo de Deus precisam ser mansos. Isso evita agirmos com orgulho diante de mudanças e nos capacita a enfrentar as situações com atitude correta. A nossa reação é importante. Aceitaremos a mudança? Vamos encará-la como oportunidade para melhorar? Poderá ser uma oportunidade sem igual para cultivar a mansidão.

Sempre enfrentaremos mudanças na nossa vida. Às vezes não é fácil entender por que as coisas acontecem. Limitações pessoais e tensão emocional podem tornar difícil manter um enfoque espiritual. Mesmo assim, qualidades como humildade, modéstia e mansidão nos ajudarão a aceitar as mudanças e permanecer no favor de Deus.

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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Como construir um casamento feliz

“O homem . . . tem de se apegar à sua esposa, e eles têm de tornar-se uma só carne.” — GÊNESIS 2:24.



O NOSSO Criador, Jeová Deus, instituiu o casamento como uma união permanente entre um homem e uma mulher. Gênesis 2:1822-24 diz: “Jeová Deus prosseguiu, dizendo: ‘Não é bom que o homem continue só. Vou fazer-lhe uma ajudadora como complemento dele.’ E da costela que havia tirado do homem, Jeová Deus passou a construir uma mulher e a trazê-la ao homem. O homem disse então: ‘Esta, por fim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne. Esta será chamada Mulher, porque do homem foi esta tomada.’ Por isso é que o homem deixará seu pai e sua mãe, e tem de se apegar à sua esposa, e eles têm de tornar-se uma só carne.”
De fato, construir um casamento feliz e duradouro não é fácil, mas com certeza é possível. Muitos têm um casamento feliz já por 50, 60 ou mais anos. Como conseguem isso? Eles fazem um esforço contínuo e altruísta para “ganhar a aprovação” da pessoa com quem se casaram. (1 Coríntios 7:33, 34) Isso requer empenho. Se estiver disposto a investir tempo e esforço, você também poderá construir um casamento feliz e duradouro.
Casal lendo a Bíblia juntos Siga a “planta” que se encontra na Bíblia para o projeto do casamento

Siga cuidadosamente a planta

Um empreiteiro de confiança nunca começaria uma construção sem primeiro consultar a planta da obra. Da mesma forma, nós não seremos bem-sucedidos em construir um casamento feliz sem consultarmos com atenção a “planta” de Deus para esse projeto. Ela se encontra nas páginas da Palavra de Deus. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa . . . para endireitar as coisas”, escreveu o apóstolo Paulo. — 2 Timóteo 3:16.
Maridos e esposas podem aprender muito sobre o casamento por considerar como Jesus lidava com seus discípulos. Como assim? Na Bíblia, o relacionamento entre Jesus e aqueles que governarão com ele no céu é comparado ao relacionamento de um homem com sua esposa. (2 Coríntios 11:2) Jesus sempre foi leal aos seus companheiros, mesmo nas épocas mais difíceis. Ele “amou-os até o fim”. (João 13:1) Como líder compassivo, Jesus sempre levava em conta as limitações e as fraquezas dos seus seguidores. Ele nunca exigia deles mais do que podiam fazer ou dar. — João 16:12.
Mesmo quando desapontado com seus amigos mais achegados, Jesus continuava sendo gentil. Ele não os censurava severamente. Pelo contrário, com qualidades sublimes como a humildade e bondade, ele tentava reajustá-los. (Mateus 11:28-30; Marcos 14:34-38; João 13:5-17) Assim, se prestar atenção ao modo terno como Jesus tratava seus seguidores e como eles correspondiam a essa expressão de amor, você aprenderá lições práticas sobre como construir um casamento feliz. — 1 Pedro 2:21.
Homem construindo uma fundação de blocos Faça do amor altruísta e da lealdade a sua fundação sólida

Construa sobre alicerces sólidos

Inevitavelmente, problemas tempestuosos vão se abater sobre a fundação de seu casamento. Isso testará os alicerces de sua relação conjugal. No entanto, o alicerce mais sólido sobre o qual se pode construir um casamento é o compromisso de lealdade baseado no amor. Jesus destacou a importância desse compromisso quando disse: “Ninguém separe o que Deus uniu.” (Mateus 19:6, Bíblia na Linguagem de Hoje) A expressão “ninguém” inclui o homem e sua esposa, que juraram manter fidelidade mútua.
Alguns podem encarar o compromisso como um fardo que tem exigências e custos muito grandes. Atualmente, em geral, prefere-se a conveniência pessoal em vez dos sacrifícios envolvidos num compromisso com alguém.
O que pode ajudar a manter o compromisso marital? O apóstolo Paulo escreveu: “Os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos.” (Efésios 5:28, 29) Portanto, em parte, a palavra “uniu” significa que você se preocupa tanto com o bem-estar do seu cônjuge como com o seu próprio. Pessoas casadas devem mudar seu modo de pensar de “meu” para “nosso”, de “eu” para “nós”.
Superar ataques tempestuosos ao casamento o tornará sábio. Desenvolver tal sabedoria pode resultar em felicidade. “Feliz o homem que achou sabedoria”, declara Provérbios 3:13.

Use materiais à prova de fogo

Casal orando juntos
Desenvolva qualidades espirituais que o ajudem a passar por provas difíceis
Para que uma casa dure e seja segura, ela tem de ser bem construída. Por isso, esteja decidido a edificar seu casamento tendo em vista um futuro duradouro. Use materiais duráveis, que resistam a testes extremos de sua lealdade. Preze como ouro qualidades tais como sabedoria divina, generosidade, discernimento, temor de Deus, carinho, apreço sincero pelas leis de Deus e fé genuína.
Felicidade e satisfação no casamento não são construídas com base em bens materiais ou progresso na vida. Elas são construídas no coração e na mente, e essas características são fortalecidas pelas verdades contidas na Palavra de Deus. A exortação “persista em vigiar quanto a como constrói” também pode se aplicar ao casamento. — 1 Coríntios 3:10.

Quando surgem problemas

Casal conversando Um bom casamento precisa de manutenção
Para que uma construção resista à passagem do tempo, é necessário ter um bom programa de manutenção. Quando marido e esposa sempre apóiam os alvos um do outro, e demonstram honra e respeito mútuo, seu casamento se mantém forte. O egoísmo não cria raízes, e a raiva é mantida sob controle.
A raiva e a frustração profundas e mal-resolvidas podem acabar com o amor e o afeto no casamento. O apóstolo Paulo deu o seguinte conselho aos homens: “Vós, maridos, persisti em amar as vossas esposas e não vos ireis amargamente com elas.” (Colossenses 3:19) O mesmo princípio se aplica às esposas. Quando os dois se esforçam em mostrar consideração, bondade e compreensão, contribuem para a felicidade e contentamento. Evitar confrontos e atitudes hostis contribui para que não haja conflitos quando surgem dificuldades. Paulo incentivou: “Tornai-vos benignos uns para com os outros, ternamente compassivos, perdoando-vos liberalmente uns aos outros.” — Efésios 4:32.
E se sentimentos de incapacidade, frustração ou de ser subestimado o incomodarem? De modo calmo e claro, diga a seu cônjuge o motivo da sua preocupação. No entanto talvez seja melhor que o amor cubra questões pequenas. — 1 Pedro 4:8.
Um marido, que já passou por várias dificuldades durante seus 35 anos de casamento, diz que não importa quanto você esteja irritado com seu cônjuge, nunca deve “parar de falar com ele”. De forma sensata, ele acrescenta: “Nunca pare de amar.”

Você pode construir um casamento feliz!

É verdade que construir um casamento feliz não é fácil. Mas quando o casal está decidido a se esforçar para incluir Deus em sua união, o resultado será felicidade e tranqüilidade. Por isso, dê detida atenção à espiritualidade de sua família; tenha um compromisso sólido com o casamento. E lembre-se que de acordo com as palavras de Jesus, nem o marido nem a esposa recebem todo o crédito por um casamento feliz. O mérito deve ser atribuído principalmente ao Originador do casamento, Jeová Deus. “O que Deus pôs sob o mesmo jugo, não o separe o homem.” — Mateus 19:6.

O que pode lhe ajudar a
construir um casamento feliz?

LEITURA ADICIONAL

O livro O Segredo de Uma Família Feliz, publicado pelas Testemunhas de Jeová, fornece sugestões práticas sobre como construir um casamento feliz e bem-sucedido. Centenas de milhares de casados em todo o mundo descobriram que seus práticos conselhos baseados na Bíblia os ajudam a melhorar a qualidade do seu relacionamento.

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Pode o casamento resistir à tempestade?

“O que Deus pôs sob o mesmo jugo, não o separe o homem.” — MATEUS 19:6.

 

CASAS que pareciam sólidas foram arrancadas de seus alicerces, suas estruturas completamente destruídas. À medida que tempestades monstruosas em tempos recentes atingiram vastas áreas no mundo todo, a qualidade e a durabilidade de inúmeras construções foram testadas até o limite.
Uma tempestade de outra natureza, porém, está causando grandes estragos na estrutura e nos alicerces da antiga instituição do casamento. “O casamento perdeu sua posição de destaque na vida pessoal e social, seja isso bom ou mau”, declara Stephanie Coontz, especialista em história familiar.
Consegue notar os efeitos dessa tendência? Você sente que o casamento está perdendo o seu lugar de honra na sociedade? Se esse for o caso, por que isso está acontecendo? E que esperança pode alguém ter de garantir ou manter um casamento feliz? Mas, primeiro, o que está colocando o casamento em perigo?

Casamento sob ataque

Os ataques ao casamento não são algo novo; remontam ao começo da história humana. Certas características e atitudes que se desenvolveram nos nossos primeiros pais humanos levaram à crise atual do casamento. Adão e Eva pecaram quando cederam a fortes desejos egoístas e, assim, “entrou o pecado no mundo”. (Romanos 5:12) O registro histórico da Bíblia mostra que, logo depois disso, ‘toda inclinação dos pensamentos do coração do homem passou a ser só má, todo o tempo’. — Gênesis 6:5.
Pouco mudou desde então. Entre as inclinações corrosivas que assolam o casamento está a busca declarada de gratificação pessoal. O próprio casamento pode parecer uma instituição ultrapassada, que deixou de ser viável num mundo moderno sob a forte influência de uma nova moralidade. E o abrandamento das leis que regulam o rompimento de casamentos removeu a maior parte da vergonha anteriormente associada ao divórcio.
“Numa sociedade acostumada com o que é descartável, provavelmente as pessoas terão a mesma atitude para com os relacionamentos.” — SANDRA DAVIS, ESPECIALISTA EM DIREITO DE FAMÍLIA
Pessoas impacientes, que procuram resultados rápidos e gratificação imediata, quase não param para pensar nas conseqüências do divórcio. Atraídas pelas promessas sedutoras de liberdade e independência, acreditam que o divórcio trará felicidade.
Outros, ao enfrentar problemas espinhosos no seu relacionamento, recorrem a terapeutas e a conselheiros matrimoniais ou a livros que tais especialistas escrevem. Infelizmente, alguns modernos “especialistas” nesse assunto têm se mostrado mais a favor de promover o divórcio do que de preservar o casamento. Segundo o livro The Case for Marriage (Em Defesa do Casamento), “talvez pela primeira vez na história da humanidade, o casamento como ideal está sob um ataque contínuo e surpreendentemente bem-sucedido. Às vezes, o ataque é direto e ideológico, partindo de ‘especialistas’ que acreditam que um voto de fidelidade para toda a vida é irrealista ou opressivo”.

Mudança de conceitos

Os conceitos a respeito da natureza e do propósito do casamento também mudaram. Provavelmente você já notou que a importância antes dada a cônjuges leais e apoiadores mudou para casais que querem a satisfação pessoal em primeiro lugar, muitas vezes em prejuízo de seu companheiro. A mudança para esse modo egocêntrico de encarar o casamento “começou na década de 60 e acelerou na de 70”, declara o periódico Journal of Marriage and Family. As razões tradicionais para o casamento — como o desejo de amar e ser amado, de intimidade, de fidelidade, de ter filhos e de ter um senso de realização mútua — enfraqueceram.
Em vários lugares, muitos outros fatores recentes aceleraram a transformação do casamento. Primeiro, os papéis tradicionais do homem como aquele que sustenta a família e da mulher como dona-de-casa mudaram em muitos países. Com a entrada das mulheres no mercado de trabalho, tem havido um notável aumento de famílias em que tanto a esposa como o marido têm sua carreira. Segundo, a idéia de ter filhos sem ser casado é cada vez mais aceita, e isso tem resultado em mais famílias só com pai ou mãe. Terceiro, tem aumentado o número de pessoas que escolhem morar juntas em vez de se casar. (Veja o quadro “Menos estáveis que os casamentos”.) Quarto, a união de duas pessoas do mesmo sexo e movimentos para que isso seja legalizado têm conseguido ampla aceitação. Será que essas tendências modernas têm influenciado o modo como você encara o casamento?
Homem deixando a mulher com quem vivia

“Menos estáveis que os casamentos”

Muitos casais moram juntos sem o compromisso do casamento. No entanto, segundo um relatório dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos, tais uniões são ainda “menos estáveis que os casamentos”. Alguns desses casais moram juntos com o objetivo de, antes do casamento, avaliar a sua compatibilidade. Será que isso elimina o risco de duas pessoas incompatíveis se unirem, e melhora os casamentos subseqüentes? De acordo com o periódico Journal of Marriage and Family, as evidências mostram o contrário. “Entre as pessoas que viveram juntas e depois se casaram, há menos prazer conjugal . . . , mais casos de problemas conjugais e . . . a incidência de uniões desfeitas [divórcio] . . . é maior”, diz esse periódico.

Rápido aumento no índice de divórcios

Analisemos agora o que se passa em alguns países para ver como a popularidade do divórcio tem levado a uma deterioração ainda maior do casamento. De acordo com um relatório recente, nos Estados Unidos, “o número de casais divorciados quadruplicou entre 1970 e 1996”. Cerca de 1 em cada 5 adultos já sofreu com os ventos destrutivos do divórcio. Quem são os mais vulneráveis ao fracasso do casamento? As estatísticas mostram que cerca de 60% dos divórcios ocorrem nos primeiros dez anos de casamento.
Em outros países o número de divórcios também tem disparado. Em 2004, o total de divórcios na Inglaterra e no País de Gales chegou a 153.490. Estima-se que cerca de 40% dos casamentos na Austrália terminem em divórcio. Em apenas um ano — de 2002 a 2003 —, a República da Coréia teve um aumento de 21.800 divórcios, elevando o total de casais divorciados para 167.100. O Japão, onde 1 em cada 4 casamentos acaba em divórcio, está se aproximando agora do índice de divórcios da Europa. “No passado, apenas os piores casamentos acabariam em divórcio”, observou um especialista em estudos sobre a família, da Universidade da Cruz Vermelha do Japão. “Agora isso se tornou uma simples questão de estilo de vida.”
Em muitos países, antigas instituições religiosas e tradições sociais contribuíam para a estabilidade no casamento. No entanto, elas já não conseguem deter a crescente onda de aceitação social do divórcio. Por exemplo, considere a Igreja Católica Romana que encara o casamento como algo sagrado. Em 1983, a Igreja abrandou suas regras em relação à união marital, tornando mais fácil para os católicos terminar o casamento. Assim, desde então, aumentaram as anulações de matrimônios.
Casal de idosos tendo um desentendimento

Longevidade e casamento

Hoje em dia as pessoas vivem mais tempo. Mas mesmo esse fato positivo tem provocado mais estresse no casamento. Atualmente, o divórcio acaba com muitos casamentos que a morte teria acabado no passado. Considere um fenômeno estranho que está afligindo mulheres japonesas casadas por muito tempo. De acordo com o The Washington Post, os especialistas o chamam de “RHS”, ou “síndrome do marido aposentado”. Recordando-se de quando seu marido se aposentou, uma mulher, que havia sido casada por 40 anos, disse que naquela época ela pensou: “Vou ter de me divorciar dele agora. Já era ruim ser sua empregada quando ele chegava do trabalho. Mas tê-lo em casa o tempo todo era mais do que eu conseguia agüentar.”
Obviamente, os laços que mantêm o casamento estão se desfazendo. Mas nem todos os motivos são evidentes. De fato, além da degradação geral da sociedade, há uma outra grande causa para o aumento de casamentos que fracassam. Essa causa não é notada pela maioria da humanidade.

A causa por trás da tempestade

A Bíblia nos diz que Satanás, o Diabo, o exemplo máximo do egoísmo, tem exercido uma crescente influência invisível e maligna sobre o mundo. Por que isso acontece? Visto que foi lançado dos céus para a vizinhança da Terra, ele está com muita raiva. Na verdade, está determinado a causar tantos “ais”, ou problemas, quanto possível, e a instituição divina do casamento é apenas um dos alvos da ira maligna de Satanás. — Revelação (Apocalipse) 12:912.
Referindo-se ao tempo após a expulsão de Satanás dos céus, Jesus disse: “Por causa do aumento do que é contra a lei, o amor da maioria se esfriará.” (Mateus 24:12) De maneira similar, o apóstolo Paulo escreveu: ‘As pessoas serão amantes de si mesmas, amantes do dinheiro, pretensiosas, soberbas, blasfemadoras, desobedientes aos pais, ingratas, desleais, sem afeição natural [ou à família], não dispostas a acordos, caluniadoras, sem autodomínio, ferozes, sem amor à bondade, traidoras, teimosas, enfunadas de orgulho, mais amantes de prazeres do que amantes de Deus.’ (2 Timóteo 3:2-4) Essas características repugnantes sempre existiram até certo ponto, mas como a maioria das pessoas reconhece, elas se tornaram muito mais evidentes em tempos recentes.
Considerando a tempestade que se abate sobre a instituição do casamento, o que podemos fazer para nos proteger e para ter um casamento realmente feliz e duradouro? O próximo artigo examinará essa questão. Clique aqui para ver o proximo artigo.

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Será que o Diabo existe?

Você acha que o DIABO é uma pessoa real?

 


QUAL é sua opinião a respeito do Diabo? Encara-o como personagem real que tenta as pessoas a fazer coisas erradas, ou acha que ele representa apenas o princípio do mal? É preciso temer o Diabo, ou ele deve ser descartado como mera superstição ou irrealidade mitológica? Será que a palavra “diabo” se refere a alguma destrutiva força abstrata no Universo? Poderia o termo ser um mero símbolo do mal inerente nos humanos, como dizem muitos teólogos modernos?
Não é de admirar que a humanidade esteja dividida na questão de quem é o Diabo. Imagine como pode ser difícil descobrir a identidade real de alguém que é mestre do engano! Ainda mais quando ele está decidido a se ocultar atrás de uma máscara. A Bíblia descreve o Diabo como sendo esse tipo de personagem. Referindo-se a ele como Satanás, ela diz: “[Ele] persiste em transformar-se em anjo de luz.” (2 Coríntios 11:14) Embora seja mau, o Diabo se apresenta como bom para enganar outros. E, se consegue fazer as pessoas crer que ele simplesmente não existe, tanto melhor para ele.
Na realidade, então, quem é o Diabo? Quando e como veio a existir? Como influencia a humanidade hoje? O que podemos fazer, se é que podemos fazer alguma coisa, para resistir à sua influência? A Bíblia contém a história verdadeira a respeito do Diabo desde o princípio dele, e fornece respostas corretas a essas perguntas.




AS ESCRITURAS apresentam o Diabo como personagem real. Ele é invisível aos olhos humanos pelo mesmo motivo que Deus é invisível. Segundo a Bíblia, “Deus é espírito”. (João 4:24) O Diabo é uma criatura espiritual, mas, diferentemente do Criador, ele teve começo.

Bem antes de criar os humanos, Jeová criou muitas criaturas espirituais. (Jó 38:47) A Bíblia as chama de anjos. (Hebreus 1:13, 14) Deus os criou perfeitos — nenhum deles era um diabo ou tinha algum traço maligno. Como, então, veio a existir o Diabo? A palavra “diabo” significa “caluniador”, referindo-se a alguém que de maneira maldosa mente a respeito de outros. “Satanás” significa “Opositor”, ou rival. Assim como um homem antes honesto torna-se ladrão quando rouba, um dos filhos espirituais perfeitos de Deus cedeu a um desejo errado e fez de si mesmo Satanás, o Diabo. A Bíblia explica da seguinte maneira o processo de autocorrupção: “Cada um é provado por ser provocado e engodado pelo seu próprio desejo. Então o desejo, tendo-se tornado fértil, dá à luz o pecado; o pecado, por sua vez, tendo sido consumado, produz a morte.” — Tiago 1:14, 15.


Foi isso o que aconteceu. Quando Jeová criou o primeiro casal humano, Adão e Eva, o anjo que estava prestes a se rebelar contra Deus observava os acontecimentos. Ele sabia que Jeová ordenara a Adão e Eva que povoassem a Terra com pessoas justas, que adorariam o Criador. (Gênesis 1:28) Esse anjo viu nisso uma possibilidade de ganhar honra e importância. Movido pela ganância, ele cobiçou o que só pertence ao Criador — a adoração de humanos. Em vez de rejeitar tal desejo impróprio, esse filho espiritual de Deus o cultivou até gerar uma mentira e, depois, a rebelião. Veja o que ele fez.


O anjo rebelde usou uma serpente para falar com a primeira mulher, Eva. A serpente perguntou-lhe: “É realmente assim que Deus disse, que não deveis comer de toda árvore do jardim?” Quando Eva citou o mandamento de Deus e a penalidade pela desobediência, a serpente declarou: “Positivamente não morrereis. 
Porque Deus sabe que, no mesmo dia em que comerdes [do fruto da árvore que está no meio do jardim], forçosamente se abrirão os vossos olhos e forçosamente sereis como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau.” (Gênesis 3:1-5) A alegação era que Deus não havia dito a verdade a Adão e Eva. Por comer do fruto daquela árvore, Eva supostamente se tornaria como Deus, com autoridade para decidir o que era bom e o que era mau. Essa foi a primeira mentira já proferida. Por falar essa mentira, esse anjo tornou-se um caluniador e também opositor de Deus. A Bíblia identifica esse inimigo de Deus como “serpente original, o chamado Diabo e Satanás”. — Revelação (Apocalipse) 12:9.

“Sede vigilantes”

O resultado da mentira que o Diabo contou a Eva saiu do jeito que ele queria. A Bíblia diz: “A mulher viu que a árvore era boa para alimento e que era algo para os olhos anelarem, sim, a árvore era desejável para se contemplar. De modo que começou a tomar do seu fruto e a comê-lo. Depois deu também dele a seu esposo, quando estava com ela, e ele começou a comê-lo.” (Gênesis 3:6) Eva acreditou em Satanás e desobedeceu a Deus. Ela conseguiu que Adão também violasse a lei de Deus. Assim, o Diabo conseguiu que o primeiro casal humano se rebelasse contra Deus. Desde então, Satanás exerce uma influência invisível sobre os assuntos humanos. Seu objetivo? Fazer com que as pessoas deixem de adorar a Deus para adorar a ele. (Mateus 4:8, 9) Portanto, com bons motivos, as Escrituras alertam: “Mantende os vossos sentidos, sede vigilantes. Vosso adversário, o Diabo, anda em volta como leão que ruge, procurando a quem devorar.” — 1 Pedro 5:8.


Leão A Bíblia retrata claramente o Diabo como pessoa espiritual real — um anjo que se tornou corrupto e perigoso. O primeiro passo essencial para nos manter vigilantes é reconhecer que ele existe. No entanto, há mais envolvido em manter os nossos sentidos e permanecer vigilantes. É vital também não desconhecer os “desígnios” de Satanás e seus métodos para desencaminhar as pessoas. (2 Coríntios 2:11) Quais são as suas tramas? E como resistir a elas?

O Diabo explora uma necessidade inerente nos humanos

O Diabo observa os humanos desde a criação da humanidade. Ele conhece a natureza humana — suas necessidades, interesses e desejos. Sabendo também que os humanos foram criados com uma necessidade espiritual, ele astutamente explora essa necessidade. Como? Por alimentar a humanidade com falsidades religiosas. (João 8:44) Muitos ensinos religiosos sobre Deus são contraditórios e confusos. Aos objetivos de quem você acha que eles servem? Os ensinos contraditórios não podem ser todos verdadeiros. Não é possível, então, que muitos dos ensinos religiosos sejam especificamente programados e usados por Satanás para desencaminhar as pessoas? De fato, a Bíblia refere-se a ele como “deus deste sistema”, que cega a mente das pessoas. — 2 Coríntios 4:4.


A verdade divina serve de proteção contra enganos religiosos. A Bíblia compara a verdade da Palavra de Deus ao cinturão que os soldados da antiguidade usavam para proteger os lombos. (Efésios 6:14) Se você adquire conhecimento da Bíblia e vive estritamente de acordo com sua mensagem, como se estivesse cingido com ela, a Palavra de Deus o protege contra ser enganado por mentiras e erros religiosos.


A inclinação espiritual dos humanos leva-os a explorar o desconhecido. Isso os expõe a outro artifício de Satanás. Aproveitando a curiosidade do homem sobre o desconhecido e o misterioso, Satanás tem usado o espiritismo para trazer muitos sob seu controle. Como o caçador que usa a isca para atrair a presa, Satanás usa artifícios como adivinhação, astrologia, hipnotismo, feitiçaria, quiromancia e magia para atrair e enganar pessoas ao redor do mundo. — Levítico 19:31; Salmo 119:110.


Como evitar ser enlaçado pelo espiritismo? Deuteronômio 18:10-12 diz: “Não se deve achar em ti alguém que faça seu filho ou sua filha passar pelo fogo, alguém que empregue adivinhação, algum praticante de magia ou quem procure presságios, ou um feiticeiro, ou alguém que prenda outros com encantamento, ou alguém que vá consultar um médium espírita, ou um prognosticador profissional de eventos, ou alguém que consulte os mortos. Pois, todo aquele que faz tais coisas é algo detestável para Jeová, e é por causa destas coisas detestáveis que Jeová, teu Deus, as expulsa de diante de ti.”


Primeiros cristãos queimando livros de artes mágicas 
Os que se tornaram cristãos queimaram seus livros sobre espiritismo
O conselho das Escrituras é direto: não ter nada a ver com o espiritismo. E se a pessoa pratica algum tipo de espiritismo e deseja parar? Ela pode imitar os primeiros cristãos na cidade de Éfeso. Quando aceitaram “a palavra de Jeová”, diz a Bíblia, “um número considerável dos que haviam praticado artes mágicas trouxeram os seus livros e os queimaram diante de todos”. Esses livros eram caros. Valiam 50 mil moedas de prata. (Atos 19:19, 20) Mesmo assim, os cristãos em Éfeso não hesitaram em destruí-los.

Satanás se aproveita das fraquezas humanas

Um anjo perfeito tornou-se Satanás, o Diabo, porque cedeu ao desejo de autoglorificação. Ele também despertou em Eva o anseio orgulhoso e egoísta de ser como Deus. Hoje, Satanás controla muitas pessoas por estimular nelas o orgulho. Por exemplo, alguns acham que sua raça, grupo étnico ou nacionalidade é melhor do que a de outros. Que contraste com o que a Palavra de Deus ensina! (Atos 10:34, 35) A Bíblia diz claramente: “[Deus] fez de um só homem toda nação dos homens.” — Atos 17:26.


Uma boa defesa contra os apelos de Satanás ao orgulho é a humildade. A Bíblia nos aconselha a ‘não pensar mais de nós mesmos do que é necessário pensar’. (Romanos 12:3) “Deus opõe-se aos soberbos, mas dá benignidade imerecida aos humildes”, diz ela. (Tiago 4:6) Um bom modo de resistir aos esforços de Satanás é manifestar na nossa vida pessoal a humildade e outras qualidades que Deus aprova.


O Diabo também explora avidamente a fraqueza humana de ceder a desejos sensuais impróprios. O propósito de Jeová era que os humanos tivessem prazer na vida. Os desejos que são satisfeitos dentro dos limites da vontade divina resultam em felicidade genuína. Mas Satanás tenta os humanos a satisfazer seus desejos ardentes de modo imoral. (1 Coríntios 6:9, 10) É muito melhor manter a mente voltada para coisas castas e puras. (Filipenses 4:8) Isso nos ajuda a controlar com firmeza os pensamentos e as emoções.

Continue a resistir ao Diabo

É possível resistir ao Diabo? Sim, é possível. A Bíblia garante: “Oponde-vos ao Diabo, e ele fugirá de vós.” (Tiago 4:7) No entanto, mesmo que você se oponha a Satanás, ele não vai desistir imediatamente. Também não vai parar de tentar causar-lhe dano no futuro, à medida que você adquire conhecimento sobre Deus. Ele voltará em “outra ocasião conveniente”. (Lucas 4:13) Mas não é preciso ter medo dele. Se continuar lhe resistindo, Satanás não conseguirá desviá-lo do Deus verdadeiro.


Para resistir ao Diabo, porém, é preciso saber quem ele é e que métodos usa para enganar as pessoas. É preciso conhecer também as possíveis defesas contra suas tramas. Só existe uma fonte confiável para se saber isso: a Palavra de Deus, a Bíblia. Portanto, seja firme na sua decisão de estudar as Escrituras inspiradas e pôr em prática o que aprende. As Testemunhas de Jeová na sua localidade terão prazer em ajudá-lo gratuitamente a realizar tal estudo numa hora conveniente para você. Entre em contato com elas, ou escreva aos editores desta revista.


Ao decidir estudar a Bíblia, é preciso dar-se conta de que Satanás pode usar a oposição ou a perseguição para fazê-lo desistir de aprender as verdades da Palavra de Deus. Alguns entes queridos talvez se irritem porque você estuda a Bíblia. Talvez porque não conheçam as verdades maravilhosas contidas nela. Outros talvez zombem de você. Mas será que ceder a tais pressões agrada a Deus? O Diabo quer que você desista de aprender sobre o Deus verdadeiro. Por que deixaria Satanás vencer? (Mateus 10:34-39) Você não lhe deve nada. A Jeová você deve a própria vida. Portanto, resista ao Diabo e ‘alegre o coração de Jeová’. — Provérbios 27:11.


Esteja decidido a estudar a Bíblia
Homem recebendo um estudo bíblico 
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