
Como a Bíblia pode ajudá-lo a enfrentar seus problemas?
Por que se pode confiar nas profecias da Bíblia?
HARMONIOSA E EXATA
UM LIVRO DE SABEDORIA PRÁTICA
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Será que Deus realmente se importa com você?
É possível achegar-se a Deus?

JÁ OBSERVOU como as crianças gostam de fazer perguntas? Muitas começam a fazer perguntas assim que aprendem a falar. Com olhos bem abertos e aguardando uma resposta, elas olham para você e perguntam coisas tais como: Por que o céu é azul? De que são feitas as estrelas? Quem ensinou os passarinhos a cantar? Você talvez se esforce em responder, mas isso nem sempre é fácil. Por melhor que seja a sua resposta, ela talvez resulte numa outra pergunta: Por quê?
3 Veja a pergunta na capa deste livro, ou as perguntas no prefácio ou no início deste capítulo. São algumas das perguntas mais importantes que existem. Mas muitas pessoas desistiram de procurar as respostas. Por quê? Será que a Bíblia tem as respostas? Alguns acham que as respostas da Bíblia são muito difíceis de entender. Outros têm receio de que fazer perguntas possa causar vergonha ou embaraço. E alguns decidem que é melhor deixar que os líderes e instrutores religiosos respondam a tais perguntas. E você?
5 Se você ‘persistir’ em buscar respostas às perguntas importantes, verá que essa busca pode ser muito recompensadora. (Provérbios 2:1-5) Independentemente do que outros talvez lhe tenham dito, as respostas existem, e você poderá encontrá-las — na Bíblia. As respostas não são muito difíceis. Melhor ainda, elas dão esperança e alegria. E podem ajudá-lo a ter uma vida satisfatória já agora. Para começar, vejamos uma pergunta que tem intrigado muitas pessoas.
6 Muitos acham que a resposta a essa pergunta é Sim. ‘Se Deus se importasse’, pensam eles, ‘será que este mundo não seria um lugar bem diferente?’ Vemos ao nosso redor um mundo cheio de guerras, ódio e sofrimento. E todos nós estamos sujeitos a adoecer, sofrer e perder pessoas amadas. Assim, muitos perguntam: ‘Se Deus se importasse conosco e com os nossos problemas, não impediria que tais coisas acontecessem?’
7 Pior ainda, instrutores religiosos às vezes levam as pessoas a pensar que Deus é insensível. Como assim? Em casos de tragédia, por exemplo, eles dizem que essa é a vontade de Deus. Na realidade, tais instrutores culpam a Deus pelas coisas ruins que acontecem. É essa a verdade a respeito de Deus? O que a Bíblia realmente ensina? Tiago 1:13 responde: “Quando posto à prova, ninguém diga: ‘Estou sendo provado por Deus.’ Pois, por coisas más, Deus não pode ser provado, nem prova ele a alguém.” Portanto, Deus jamais é o causador da perversidade que vemos no mundo ao nosso redor. (Jó 34:10-12) Ele permite que certas coisas ruins aconteçam, é verdade. Mas existe uma enorme diferença entre permitir que algo aconteça e causar isso.
9 Deus tinha bons motivos para permitir que a humanidade seguisse um mau caminho. Como Criador sábio e poderoso, ele não é obrigado a nos explicar os motivos. Por amor, no entanto, Deus faz isso. Você saberá mais sobre esses motivos no Capítulo 11 deste livro. Mas esteja certo de que Deus não é responsável pelos problemas que enfrentamos. Ao contrário, ele nos dá a única esperança de uma solução! — Isaías 33:2.
11 Enquanto isso, como Deus encara o que acontece no mundo e na nossa vida? Bem, a Bíblia ensina que Deus “ama a justiça”. (Salmo 37:28) Assim, ele não é indiferente quanto ao que é certo e o que é errado. Ele odeia todo tipo de injustiça. A Bíblia diz que Deus “sentiu-se magoado no coração” quando numa certa época do passado a maldade tomou conta do mundo. (Gênesis 6:5, 6) Deus não mudou. (Malaquias 3:6) Ele ainda odeia ver o sofrimento que há no mundo inteiro. Odeia também ver as pessoas sofrer. ‘Ele tem cuidado de nós’, diz a Bíblia. — 1 Pedro 5:7.
13 Uma das melhores coisas a respeito dos seres humanos é a capacidade de amar. Isso é também um reflexo de Deus. A Bíblia ensina que “Deus é amor”. (1 João 4:8) Nós amamos porque Deus ama. Será que o amor moveria você a acabar com o sofrimento e as injustiças no mundo? Se tivesse o poder para fazer isso, você o faria? Certamente que sim! Você pode ter certeza de que Deus da mesma forma acabará com o sofrimento e as injustiças. As promessas mencionadas no prefácio deste livro não são meros sonhos ou esperanças vazias. As promessas de Deus se cumprirão com certeza! Mas, para ter fé nessas promessas, você precisa saber mais a respeito do Deus que fez tais promessas.

14 O que você faria se desejasse que alguém o conhecesse? Não lhe diria seu nome? Será que Deus tem nome? Muitas religiões dizem que seu nome é “Deus” ou “Senhor”, mas esses não são nomes. São títulos, assim como “rei” e “presidente” são títulos. A Bíblia ensina que Deus tem muitos títulos. “Deus” e “Senhor” são apenas dois deles. No entanto, a Bíblia ensina também que Deus tem um nome: Jeová. O Salmo 83:18 diz: “Tu, cujo nome é Jeová, somente tu és o Altíssimo sobre toda a terra.” Se na sua Bíblia não aparece esse nome, talvez queira consultar o Apêndice nas páginas 195-7 deste livro, para saber a razão disso. A verdade é que o nome de Deus aparece milhares de vezes nos manuscritos bíblicos antigos. Portanto, Jeová deseja que você saiba qual é o nome dele e que o use. Em certo sentido, Deus usa a Bíblia para se apresentar a você.
16 Vimos que o Salmo 83:18 diz a respeito de Jeová: “Somente tu és o Altíssimo.” De modo similar, só Jeová é chamado de “Todo-poderoso”. Revelação (Apocalipse) 15:3 diz: “Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Jeová Deus, o Todo-poderoso. Justos e verdadeiros são os teus caminhos, Rei da eternidade.” O título “Todo-poderoso” nos ensina que Jeová é o ser mais poderoso que existe. Seu poder é inigualável; é supremo. E o título “Rei da eternidade” nos faz lembrar que Jeová é sem igual em ainda outro sentido. Ele é o único que sempre existiu. O Salmo 90:2 diz: “De tempo indefinido a tempo indefinido [ou, para sempre], tu és Deus.” Essa idéia é realmente espantosa, não acha?
17 Jeová é também sem igual no sentido de que só ele é o Criador. Revelação 4:11 declara: “Digno és, Jeová, sim, nosso Deus, de receber a glória, e a honra, e o poder, porque criaste todas as coisas e porque elas existiram e foram criadas por tua vontade.” Tudo o que você possa imaginar — as invisíveis criaturas espirituais no céu, as estrelas que brilham no firmamento, as frutas que crescem nas árvores, os peixes que nadam nos oceanos e nos rios —, tudo, enfim, existe porque Jeová é o Criador!

18 Ler a respeito das espantosas qualidades de Jeová faz com que alguns se sintam um tanto apreensivos. Temem que Deus seja elevado demais para eles, que jamais poderiam achegar-se a ele ou até mesmo serem notados por um Deus tão grandioso. Mas é correta essa idéia? A Bíblia ensina justamente o contrário. Ela diz a respeito de Jeová: ‘Ele não está longe de cada um de nós.’ (Atos 17:27) Ela até mesmo nos aconselha: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós.” — Tiago 4:8.
20 É verdade que não podemos ver a Deus, pois ele é um espírito invisível. (João 1:18; 4:24; 1 Timóteo 1:17) Aprendendo a respeito dele por meio das páginas da Bíblia, porém, você poderá conhecê-lo como pessoa. Como disse o salmista, poderá “contemplar a afabilidade de Jeová”. (Salmo 27:4; Romanos 1:20) Quanto mais aprender sobre ele, tanto mais real se tornará para você, e mais razões terá para amá-lo e sentir-se achegado a ele.
22 À medida que você aprender mais sobre a Bíblia, talvez descubra que algumas pessoas bem-intencionadas o pressionarão a parar de estudá-la. Talvez temam que você mude suas crenças. Mas não permita que ninguém o impeça de cultivar a melhor amizade que se possa ter.
24 O melhor modo de aprender sobre Jeová é por examinar a Bíblia. Ela é diferente de qualquer outro livro. Em que sentido? O próximo capítulo considerará esse assunto.
Artigo retirado do livro "Bíblia ensina" Publicado pelas Testemunhas de Jeová.
Existe vida após a morte?
SEM dúvida, a experiência mais triste na vida de qualquer pessoa é comparecer ao enterro de um ente querido. Pai, mãe, marido, esposa ou filho — quanto mais achegado for o parentesco, maior é a sensação de perda e de vazio.
Numa ocasião pesarosa como essa, surgem com freqüência as perguntas: “Existe vida após a morte?”, ou: “Verei de novo o meu ente querido?”
O QUE É A MORTE?
Mas alguns talvez perguntem . . .
NÃO CONTINUA VIVA A ALMA?
Isso é difícil de crer para as pessoas entristecidas com a morte dum ente querido. Em resultado, amplo número de crenças e costumes surgiram, que não se harmonizam com os fatos sobre a morte.
ONDE SE ORIGINOU O ENSINO SOBRE A VIDA APÓS A MORTE?
Mas, algum tempo depois, ouviu-se outra voz que afirmava: “Positivamente não morrereis.” (Gên. 3:4) Tratava-se duma mentira, mas, lamentavelmente, Eva acatou a voz que lhe dizia ‘Não morrerás’, e comeu da árvore proibida. Por sugestão dela, Adão também comeu. Em resultado, foram expulsos de seu lar paradísico e todos os filhos deles nasceram sob a maldição do pecado e da morte. (Rom. 5:12) O proponente da mentira se tornou conhecido como Satanás, o Diabo.
Logo se tornou óbvio que os humanos realmente morrem. O que fazer, então? Sob a influência de Satanás, desenvolveu-se o ensino da imortalidade de uma invisível alma humana, e este foi transmitido de uma geração para outra
Pelas tradições religiosas. Diz-se às pessoas entristecidas com a morte de um ente querido que tal pessoa está viva no mundo espiritual. Ensinou-se-lhes que as pessoas ruins, ao morrer, vão para um lugar de tormento no inferno; as boas, para a beatitude celeste. Há religiões que ensinam um meio-termo, chamado purgatório. Instrutores religiosos concitam as pessoas a pagar por Missas, orações e outras formas de intercessão, a fim de garantir-se de que os falecidos por fim atinjam o céu ou o nirvana.
Caso haja algum infortúnio, então os sacerdotes exercem pressão sobre as pessoas, dizendo que isso aconteceu porque os ancestrais falecidos foram negligenciados e não foram adorados como deveriam ter sido. Assim, a falsidade de que a alma não morre é mantida viva por compulsão e obrigação.
QUAL É A ESPERANÇA PARA OS MORTOS?
O QUE É A RESSURREIÇÃO?
Por certo, então, Deus, o Originador da memória, pode recriar os homens a quem guardou em Sua memória porque Ele os ama. No devido tempo de Deus, ele trará os mortos de volta novamente à vida, assim como criou o primeiro homem. Apenas que, na ressurreição, ele fará isso muitas vezes. — Atos 24:15.

Por que a Bíblia é a inspirada dádiva de Deus
A BÍBLIA diz que “Deus é amor”, e atribui-lhe sabedoria e poder. (1 João 4:8; Jó 12:13; Isaías 40:26) Ela nos informa que “todos os seus caminhos são justiça”. (Deuteronômio 32:4) Segundo a Bíblia, Deus demonstra ter também qualidades tais como a misericórdia e a compaixão. — Êxodo 34:6; Romanos 9:15.
A Bíblia e a Ciência
A Bíblia tem coerentemente triunfado sobre a crítica. Por exemplo, quando é lida com mente aberta, vê-se que ela está em harmonia com a verdadeira ciência. É claro que a Bíblia foi preparada como guia espiritual, não como manual de Ciência. Mas, vejamos se a Bíblia está de acordo com fatos científicos.
Anatomia: A Bíblia diz com exatidão que ‘todas as partes’ do embrião humano estão “assentadas por escrito”. (Salmo 139:13-16) O cérebro, o coração, os pulmões, os olhos — estas e todas as outras partes do corpo estão “assentadas por escrito” no código genético do óvulo fecundado no útero da mãe. Este código contém cronogramas internos para o surgimento de todas essas partes na devida ordem. Imagine! Este fato sobre o desenvolvimento do corpo humano foi registrado na Bíblia quase 3.000 anos antes de os cientistas descobrirem o código genético.
Arqueologia: Reis, cidades e nações bíblicas voltaram à existência devido à descoberta de tabuinhas de argila, cerâmica, inscrições, e coisas assim. Por exemplo, povos tais como os hititas, mencionados nas Escrituras, existiram realmente. (Êxodo 3:8) Sir Charles Marston, no seu livro The Bible Comes Alive (A Bíblia Revive), disse: “Os que abalaram a fé do povo na Bíblia, minando a sua autoridade, estão por sua vez minados pela evidência que veio à luz, e a autoridade deles está sendo destruída. A pá de cavar está lançando o criticismo destrutivo fora do campo de fatos duvidosos para o de ficção reconhecida.”
A arqueologia tem dado apoio à Bíblia em muitos sentidos. Por exemplo, as descobertas têm confirmado os lugares e os nomes encontrados no capítulo 10 de Gênesis. Os escavadores descobriram a cidade caldéia de Ur, centro comercial e religioso onde Abraão nasceu. (Gênesis 11:27-31) Acima da fonte de Giom, na parte sudeste de Jerusalém, os arqueólogos encontraram a cidade jebuséia tomada pelo Rei Davi. (2 Samuel 5:4-10) A Inscrição de Siloé, gravada numa extremidade do conduto, ou aqueduto, do Rei Ezequias, foi descoberta em 1880. (2 Reis 20:20) A queda de Babilônia diante de Ciro, o Grande, em 539 AEC, é relatada na Crônica de Nabonido, descoberta no século 19 EC. Pormenores constantes no livro de Ester foram confirmados por inscrições em Persépolis e pela descoberta do palácio do Rei Xerxes (Assuero) em Susã, ou Susa, entre 1880 e 1890 EC. Uma inscrição encontrada em 1961 nas ruínas dum teatro romano em Cesaréia provou a existência do governador romano Pôncio Pilatos, que entregou Jesus para ser pregado numa estaca. — Mateus 27:11-26.
Astronomia: Há uns 2.700 anos — muito antes de as pessoas em geral saberem que a Terra é redonda — o profeta Isaías escreveu: “Há Um que mora acima do círculo da terra.” (Isaías 40:22) A palavra hebraica hhug, traduzida aqui por “círculo”, também pode ser vertida por “esfera”. (A Concordance of the Hebrew and Chaldee Scriptures [Concordância das Escrituras Hebraicas e Caldéias], de B. Davidson) Por outro lado, também, o “círculo” do horizonte da Terra é claramente visto do espaço sideral e às vezes em viagem de avião a grande altitude. Incidentalmente, Jó 26:7 diz que Deus “suspende a terra sobre o nada”. Isto é verdade, porque os astrônomos sabem que a Terra não tem nada visível que a sustente.
Botânica: Alguns concluem erroneamente que a Bíblia não é exata, porque Jesus Cristo falou do “grão de mostarda” como “a menor de todas as sementes”. (Marcos 4:30-32) É provável que Jesus se referisse à semente da mostarda-negra (Brassica nigra ou Sinapis nigra), que tem um diâmetro de cerca de 1 a 1,6 milímetro. Embora haja sementes menores, tais como as da orquídea, finas como pó, Jesus não estava falando a pessoas que cultivavam orquídeas. Aqueles judeus galileus sabiam que, dentre os diversos tipos de sementes usadas pelos lavradores locais, a semente da mostarda era a menor. Jesus estava falando sobre o Reino, não dando uma aula de Botânica.
Geologia: Referente ao relato bíblico da criação, o famoso geólogo Wallace Pratt disse: “Se eu, como geólogo, tivesse de explicar concisamente nossas idéias modernas sobre a origem da Terra e o desenvolvimento da vida sobre ela a um povo simples, pastoril, tal como o das tribos a quem foi dirigido o Livro de Gênesis, dificilmente poderia fazê-lo melhor do que seguir bem de perto grande parte da linguagem do primeiro capítulo de Gênesis.” Pratt observou que a ordem dos eventos em Gênesis — a origem dos oceanos, a emergência do solo seco e daí o aparecimento da vida marinha, das aves e dos mamíferos — é essencialmente a seqüência das principais divisões do período geológico.
Medicina: C. Raimer Smith, no seu livro The Physician Examines the Bible (O Médico Examina a Bíblia), escreveu: “Para mim é bem surpreendente que a Bíblia seja tão exata do ponto de vista da medicina. . . . Quando se mencionam tratamentos, como de furúnculos, feridas, etc., ela é correta, mesmo segundo padrões modernos. . . . Ainda um grande número de pessoas crê em muitas superstições, tais como a de que uma espécie de castanha norte-americana no bolso evita o reumatismo; que tocar em sapos causa verrugas; que usar flanela vermelha em volta do pescoço cura dor de garganta; que um saquinho de assa-fétida previne doenças; que toda vez que uma criança adoece é porque ela tem vermes; etc., mas não se encontram tais declarações na Bíblia. Isto, em si, é notável, e para mim é prova da sua origem divina.”
Vida animal: Segundo a Bíblia, “a lebre . . . é ruminante”. (Levítico 11:6) François Bourlière (The Natural History of Mammals [História Natural dos Mamíferos], 1964, página 41) diz: “O hábito da ‘coprofagia’, ou de fazer o alimento passar duas vezes pelos intestinos, em vez de apenas uma, parece ser um fenômeno comum nos coelhos e nas lebres. Os coelhos domésticos em geral comem, e engolem sem mastigar, seu excremento noturno, que constitui pela manhã quase a metade do conteúdo geral do estômago. No coelho-selvagem, a coprofagia ocorre duas vezes por dia, e relata-se que a lebre européia tem o mesmo hábito.” Sobre o mesmo ponto, a obra Mammals of the World (Mamíferos do Mundo; de E. P. Walker, 1964, Volume II, página 647) declara: “Isto pode ser similar à ‘ruminação’ dos mamíferos ruminantes.”
Fidedigna em Pormenores Históricos
O advogado Irwin H. Linton, no seu livro A Lawyer Examines the Bible (Um Advogado Examina a Bíblia), faz a seguinte observação: “Ao passo que os romances, as lendas e o testemunho falso tomam o cuidado de colocar os eventos narrados em algum lugar distante e em algum tempo indefinido, violando assim as primeiras regras que nós, advogados, aprendemos sobre o bom patrocínio duma causa em juízo, de que ‘a declaração precisa dar o tempo e o lugar’, as narrativas da Bíblia nos dão a data e o lugar das coisas narradas, com a máxima precisão.”
Para provar este ponto, Linton citou Lucas 3:1, 2. O escritor do Evangelho mencionou ali sete autoridades, a fim de especificar o tempo em que Jesus Cristo iniciou Seu ministério. Note os pormenores que Lucas forneceu nas seguintes palavras: “No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judéia e Herodes era governante distrital da Galiléia, mas Filipe, seu irmão, era governante distrital do país da Ituréia e de Traconítis, e Lisânias era governante distrital de Abilene, nos dias do principal sacerdote Anás e de Caifás, veio a declaração de Deus a João, filho de Zacarias, no ermo.”
A Bíblia está cheia de pormenores similares. Além disso, partes dela, tais como os Evangelhos, foram escritas num período altamente desenvolvido da cultura judaica, grega e romana. Era uma época de advogados, escritores, administradores e outros semelhantes. Certamente, pois, se os pormenores encontrados nos Evangelhos e em outras partes da Bíblia não tivessem correspondido aos fatos, teriam sido expostos como fraudulentos. Mas os historiadores seculares confirmaram pontos tais como a existência de Jesus Cristo. Por exemplo, Tácito, historiador romano, escreveu a respeito de Jesus e Seus seguidores: “O autor deste seu nome [cristãos] foi Cristo, que no governo de Tibério foi condenado ao último suplício pelo procurador Pôncio Pilatos.” (Anais, Livro XV, 44, Clássicos Jackson) A exatidão histórica da Bíblia ajuda-nos a provar que ela é a dádiva de Deus para a humanidade.
A Maior Evidência
Embora a Arqueologia, a Astronomia, a História e outros campos de conhecimento apóiem a Bíblia, a fé nela não se baseia em tais confirmações. Entre as muitas provas de que a Bíblia é a inspirada dádiva de Deus para nós, não se poderia apresentar evidência maior do que o cumprimento de suas profecias.
Jeová Deus é a Fonte da verdadeira profecia. Ele disse por meio do seu profeta Isaías: “As primeiras coisas — eis que chegaram, mas eu estou contando coisas novas. Antes de começarem a surgir, faço que as ouçais.” (Isaías 42:9) Além disso, a Bíblia diz que seus escritores foram inspirados por Deus por meio do Seu espírito santo, ou Sua força ativa. Por exemplo, o apóstolo cristão Paulo escreveu: “Toda a Escritura é inspirada por Deus.” (2 Timóteo 3:16) O apóstolo Pedro escreveu: “Nenhuma profecia da Escritura procede de qualquer interpretação particular. Porque a profecia nunca foi produzida pela vontade do homem, mas os homens falaram da parte de Deus conforme eram movidos por espírito santo.” (2 Pedro 1:20, 21) Portanto, examinemos as profecias bíblicas.
Daniel, profeta de Deus, observou numa visão um carneiro de dois chifres e um bode com um grande chifre entre os olhos. O bode derrubou o carneiro, quebrando-lhe os dois chifres. Daí, o grande chifre do bode foi quebrado e em seu lugar surgiram quatro chifres. (Daniel 8:1-8) O anjo Gabriel explicou: “O carneiro que viste, tendo dois chifres, representa os reis da Média e da Pérsia. E o bode peludo representa o rei da Grécia; e quanto ao chifre grande que havia entre os seus olhos, este representa o primeiro rei. E que este foi quebrado, de modo que por fim se ergueram quatro em seu lugar, haverá quatro reinos que se erguerão de sua nação, mas não com o seu poder.” (Daniel 8:20-22) Conforme a história comprovou, o carneiro de dois chifres — o Império Medo-Persa — foi derrubado pelo “rei da Grécia”. Este figurativo bode tinha um “grande chifre” na pessoa de Alexandre, o Grande. Após a morte deste, seus quatro generais substituíram este “grande chifre” por assumirem o poder em “quatro reinos”.
Dezenas de profecias nas Escrituras Hebraicas (“Velho Testamento”) já se cumpriram em relação com Jesus Cristo. Algumas delas foram aplicadas a ele por escritores divinamente inspirados das Escrituras Gregas Cristãs (“Novo Testamento”). Por exemplo, Mateus, escritor dum Evangelho, indicou o cumprimento de profecias bíblicas no nascimento de Jesus por meio duma virgem, em Ele ter um precursor, e em Ele entrar em Jerusalém montado num jumentinho, filho de jumenta. (Compare Mateus 1:18-23; 3:1-3; 21:1-9 com Isaías 7:14; 40:3; Zacarias 9:9.) Essas profecias cumpridas ajudam a provar que a Bíblia é deveras a inspirada dádiva de Deus.
O atual cumprimento de profecias bíblicas prova que vivemos nos “últimos dias”. (2 Timóteo 3:1-5) Guerras, escassez de alimentos, pestilências e terremotos de proporções sem paralelo fazem parte do “sinal” da presença de Jesus no poder do Reino. Este sinal inclui também a atividade mundial das mais de quatro milhões de Testemunhas de Jeová, que pregam as boas novas do Reino estabelecido. (Mateus 24:3-14; Lucas 21:10, 11) Profecias bíblicas agora em cumprimento também nos asseguram que o governo celestial de Deus, sob Jesus Cristo, em breve introduzirá um novo mundo de eterna felicidade para a humanidade obediente. — 2 Pedro 3:13; Revelação (Apocalipse) 21:1-5.
A tabela acompanhante, intitulada “Profecias Bíblicas Cumpridas”, apresenta apenas algumas das centenas de profecias bíblicas que poderíamos alistar. O cumprimento de algumas delas foi mencionado nas próprias Escrituras, mas especialmente digno de nota são as profecias que se cumprem hoje.
É provável que tenha observado certos acontecimentos mundiais que foram preditos na Bíblia. Então, por que não investigar isso mais a fundo? As Testemunhas de Jeová terão prazer em fornecer-lhe pormenores adicionais a seu pedido. E desejamos que sua sincera busca de conhecimento do Altíssimo e dos Seus propósitos o convença de que a Bíblia deveras é a inspirada dádiva de Deus.
tribulação”.
Este Artigo foi retirado da Revista A Sentinela, Publicada pelas Testemunhas de Jeová.