segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O AMOR AO PRÓXIMO ESFRIOU

O AMOR AO PRÓXIMO ESFRIOU

 
MILHÕES de pessoas se sentem perdidas e desanimadas, sem saber o que fazer. Uma mulher de negócios, aposentada, disse: ‘Certa noite, uma viúva, que morava no mesmo andar que eu, bateu na minha porta e disse que se sentia solitária. Eu lhe disse com jeito mas enfaticamente que estava ocupada. Ela pediu desculpas por me ter incomodado e foi embora.’

Lamentavelmente, naquela mesma noite, essa viúva suicidou-se. Depois, a mulher de negócios disse que havia aprendido uma “lição dura”.
A falta de amor ao próximo muitas vezes é trágica. Durante os conflitos étnicos na Bósnia e Herzegovina, anteriormente partes da Iugoslávia, mais de um milhão de pessoas foram obrigadas a abandonar seus lares, e dezenas de milhares foram mortas. Por quem? “Por nossos vizinhos”, lamentou uma moça, que fora expulsa da sua aldeia. “Eram nossos conhecidos.”

Em Ruanda, centenas de milhares de pessoas foram mortas, freqüentemente pelos seus vizinhos. “Hutus e tutsis [conviviam], casando-se entre si, não se preocupando, ou nem mesmo sabendo, quem era hutu e quem era tutsi”, relatou o jornal The New York Times. “Daí aconteceu uma reviravolta” e “começaram as matanças”.

De forma similar, judeus e árabes vivem lado a lado, no entanto, muitos odeiam uns aos outros. A mesma situação existe entre muitos católicos e protestantes na Irlanda e entre um número cada vez maior de pessoas em outros países. Nunca antes na História houve tanta falta de amor no mundo.

Por que esfriou o amor ao próximo?

Nosso Criador fornece a resposta. A sua Palavra, a Bíblia, chama o tempo em que vivemos de os “últimos dias”. Este é o período no qual, segundo a profecia bíblica, as pessoas estariam “sem afeição natural”. Referente a estes “tempos críticos, difíceis de manejar”, nas Escrituras também chamados de “terminação do sistema de coisas”, Jesus Cristo predisse que ‘o amor da maioria se esfriaria’. — 2 Timóteo 3:1-5; Mateus 24:3, 12.

A atual falta de amor, portanto, é parte da evidência de que vivemos nos últimos dias deste mundo. Felizmente, isso também significa que este mundo de pessoas ímpias em breve será substituído por um novo mundo justo, governado pelo amor. — Mateus 24:3-14; 2 Pedro 2:5; 3:7, 13.

Mas, será que temos mesmo motivos para crer que tal mudança é possível — que todos podem aprender a amar uns aos outros e a viver juntos em paz?

Proximo Artigo (Continuação)

sábado, 25 de dezembro de 2010

Você encara a Jeová como Pai?

Você encara a Jeová como Pai?


“SENHOR, ensina-nos a orar.” Em resposta a esse pedido de um discípulo, Jesus disse: “Sempre que orardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o teu nome.’” (Luc. 11:1, 2) Jesus poderia ter se referido a Jeová usando títulos impressionantes, como “Todo-poderoso”, “Grandioso Instrutor”, “Criador”, “Antigo de Dias” e “Rei da eternidade”. (Gên. 49:25; Isa. 30:20; 40:28; Dan. 7:9; 1 Tim. 1:17) Mas Jesus escolheu o termo “Pai”. Por quê? Talvez porque ele deseja que nos aproximemos do mais alto Personagem do Universo, assim como uma humilde criança se aproxima de um pai amoroso.

Alguns, porém, acham difícil pensar em Deus como Pai. Uma cristã chamada Atsuko admite: “Por anos depois do meu batismo, eu achava difícil me achegar a Jeová e orar a ele como Pai.” Mencionando uma razão dessa sua dificuldade, ela diz: “Não me lembro de nenhuma ocasião em que meu pai biológico tenha me demonstrado afeição.”

Nestes críticos últimos dias, a genuína “afeição natural” que se espera receber de um pai é muito rara. (2 Tim. 3:13) Assim, não são poucas as pessoas que sentem o mesmo que Atsuko. Mas podemos nos animar, pois temos fortes razões para encarar a Jeová como Pai amoroso.

Jeová — provisor amoroso

 

Para encararmos a Jeová como Pai, é preciso conhecê-lo bem. “Ninguém conhece plenamente o Filho, exceto o Pai”, disse Jesus, acrescentando: “Tampouco há quem conheça plenamente o Pai, exceto o Filho e todo aquele a quem o Filho estiver disposto a revelá-lo.” (Mat. 11:27) Uma ótima maneira de conhecer a Jeová como Pai é refletir sobre o que Jesus revelou sobre o Deus verdadeiro. Assim sendo, o que Jesus tornou conhecido a respeito do Pai?


Um pai segurando a mão do filho 


Reconhecendo a Jeová como Fonte de sua vida, Jesus disse: “Eu vivo por causa do Pai.” (João 6:57) Nós também devemos a nossa existência ao Pai. (Sal. 36:9; Atos 17:28) O que motivou Jeová a dar vida a outros? Não foi o amor? Em reconhecimento dessa dádiva, devemos certamente retribuir esse amor ao nosso Pai celestial.

A maior demonstração do amor de Deus pela humanidade foi a provisão do sacrifício de resgate de Jesus. Esse ato de amor possibilita a humanos pecaminosos terem uma estreita relação com Jeová por meio de seu amado Filho. (Rom. 5:12; 1 João 4:9, 10) E, visto que nosso Pai celestial sempre cumpre suas promessas, é certo que todos os que o amam e obedecem por fim terão “a liberdade gloriosa dos filhos de Deus”. — Rom. 8:21.

Além disso, nosso Pai celestial ‘faz o seu Sol levantar-se sobre nós’ diariamente. (Mat. 5:45) Com certeza não achamos necessário orar para que o Sol se levante todos os dias. Mas como precisamos e gostamos de seus agradáveis raios de calor! Ainda mais, nosso Pai é o Provisor sem igual, que sabe das nossas necessidades materiais antes de as pedirmos. Portanto, não seria bom tirar tempo para observar e refletir com apreço sobre como nosso Pai celestial cuida de sua criação? — Mat. 6:826.

Nosso Pai — o “terno protetor”

 

A profecia de Isaías deu a seguinte garantia ao antigo povo de Deus: “As montanhas se deslocarão e os montes serão abalados, mas minha amizade nunca se afastará de vocês e meu pacto de paz não será abalado, diz Jeová, seu terno protetor.” (Isa. 54:10, The Bible in Living English [A Bíblia em Inglês Vivo]) Reforçando esse ponto, a oração de Jesus na última noite de sua vida terrestre mostra que Jeová é, sem dúvida, um “terno protetor”. Jesus orou a respeito de seus discípulos: “Eles estão no mundo e eu vou para ti. Santo Pai, vigia sobre eles por causa do teu próprio nome.” (João 17:11, 14) Jeová tem vigiado e protegido os seguidores de Jesus.

Um modo de Deus nos proteger contra as atuais maquinações de Satanás é prover oportuno alimento espiritual por meio do “escravo fiel e discreto”. (Mat. 24:45) Assimilar esse alimento fortalecedor é essencial para ‘nos revestir da armadura completa de Deus’. Considere, por exemplo, “o grande escudo da fé”, com o qual podemos “apagar todos os projéteis ardentes do iníquo”. (Efé. 6:11, 16) A nossa fé nos protege contra o dano espiritual e confirma a capacidade protetora de nosso Pai.

Podemos aprender mais sobre a ternura de nosso Pai celestial examinando o comportamento do Filho de Deus quando esteve na Terra. Note o relato em Marcos 10:13-16, onde Jesus disse aos seus discípulos: “Deixai vir a mim as criancinhas.” Quando esses pequeninos se juntaram ao seu redor, Jesus ternamente os abraçou e os abençoou. Quanta alegria devem ter sentido! E visto que Jesus disse: “Quem me tem visto, tem visto também o Pai”, sabemos que o Deus verdadeiro deseja que nos acheguemos a ele. — João 14:9.

Jeová Deus é a ilimitada Fonte de amor. É o inigualável Provisor e o incomparável Protetor, que deseja que nos acheguemos a ele. (Tia. 4:8) Portanto, Jeová é, sem sombra de dúvida, o melhor Pai que se possa imaginar!

Nossos muitos benefícios

 

Somos muito beneficiados por confiar em Jeová como amoroso e terno Pai celestial. (Pro. 3:5, 6) Jesus se beneficiou de confiar sem reservas em seu Pai. “Não estou sozinho”, disse ele a seus discípulos, “mas o Pai, que me enviou, está comigo”, acrescentou. (João 8:16) Jesus sempre contava com o apoio de Jeová. No seu batismo, por exemplo, seu Pai amorosamente confirmou seu amor por ele, declarando: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” (Mat. 3:15-17) E, instantes antes de morrer, Jesus clamou: “Pai, às tuas mãos confio o meu espírito.” (Luc. 23:46) A confiança de Jesus em seu Pai continuava firme como sempre.

Pode ser assim no nosso caso. Com Jeová do nosso lado, o que temos a temer? (Sal. 118:6) Atsuko, mencionada no início, costumava confiar na sua própria força ao enfrentar problemas. Mas daí ela estudou a vida e o ministério de Jesus, em especial a sua estreita relação com seu Pai celestial. O resultado? “Aprendi o que significa ter um Pai e confiar nele”, diz ela. E acrescentou: “Senti verdadeira paz e felicidade. De fato, não temos nada com que nos preocupar.”

Que outros benefícios recebemos de encarar a Jeová como Pai? Os filhos em geral amam os pais e desejam agradá-los. Por amor, o Filho de Deus ‘sempre fez as coisas que agradam ao seu Pai’. (João 8:29) O nosso amor pelo Pai celestial pode também nos motivar a agir com sabedoria e a ‘louvá-lo publicamente’. — Mat. 11:25; João 5:19.

Nosso Pai ‘agarra a nossa mão direita’

 

Nosso Pai celestial também proveu um “ajudador” — seu espírito santo. Ele “vos guiará a toda a verdade”, disse Jesus. (João 14:15-17; 16:12, 13) O espírito santo de Deus pode nos guiar a um entendimento melhor a respeito de nosso Pai. Pode nos ajudar a demolir “coisas fortemente entrincheiradas”, isto é, noções preconcebidas, ideias erradas, ou conceitos distorcidos, trazendo assim “todo pensamento ao cativeiro, para fazê-lo obediente ao Cristo”. (2 Cor. 10:4, 5) Portanto, oremos a Jeová pedindo esse prometido “ajudador”, confiantes de que “o Pai, no céu, dará espírito santo aos que lhe pedirem”. (Luc. 11:13) É apropriado também orar pela ajuda do espírito santo para nos achegar ainda mais a Jeová.

Uma criança se sente segura e confiante ao andar de mãos dadas com seu pai. Se você realmente encara a Jeová como Pai, pode confiar nestas palavras consoladoras: “Eu, Jeová, teu Deus, agarro a tua direita, Aquele que te diz: ‘Não tenhas medo. Eu mesmo te ajudarei.’” (Isa. 41:13) Você poderá ter o privilégio maravilhoso de ‘andar’ com Deus para sempre. (Miq. 6:8) Continue a fazer a vontade divina e sinta o amor, a alegria e a segurança resultantes de encarar a Jeová como Pai.

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Como identificar a adoração verdadeira

'Como identificar a adoração verdadeira

A MAIORIA das religiões afirmam que o que dizem vem de Deus. Portanto, fazemos bem em acatar as palavras de João, apóstolo de Jesus, que escreveu: “Amados, não acrediteis em toda expressão inspirada, mas provai as expressões inspiradas para ver se se originam de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora.” (1 João 4:1) Como podemos testar algo para ver se vem de Deus?

Tudo o que vem de Deus reflete sua personalidade, em especial sua qualidade principal, o amor. Por exemplo, o olfato, que nos possibilita ter prazer em sentir o cheiro de ervas, de flores ou de pão fresquinho, é uma expressão do amor de Deus. Podermos ver o pôr-do-sol, uma borboleta e o sorriso de uma criancinha reflete o amor de Deus por nós. Pode-se dizer o mesmo da nossa capacidade de ouvir uma bela música, o canto de um pássaro ou a voz de alguém que amamos. Até nossa natureza humana, mesmo imperfeita, reflete o amor de Deus. É por isso que muitas vezes sentimos a veracidade das palavras de Jesus: “Há mais felicidade em dar do que há em receber.” (Atos 20:35) Gostamos de expressar amor porque fomos feitos “à imagem de Deus”. (Gênesis 1:27) Embora Jeová tenha muitas outras qualidades, o amor é o aspecto mais notável de sua personalidade.

Registros escritos que vêm de Deus devem refletir seu amor. As religiões do mundo possuem muitos escritos antigos. Como esses se saem na questão de refletir o amor de Deus?

A verdade é que muitos textos religiosos antigos explicam muito pouco sobre como Deus nos ama e como podemos amá-lo. Assim, milhões de pessoas ficam sem resposta quando perguntam: “Por que vemos provas do amor de Deus na criação ao passo que o sofrimento e o mal continuam a existir?” A Bíblia, por outro lado, é o único escrito religioso antigo que explica o amor de Deus em pormenores. Ela também nos ensina como praticar o amor.



Bíblia aberta  

De todos os escritos religiosos antigos, apenas a Bíblia revela o amor de Deus

O livro que fala sobre o amor

 

A Palavra de Deus, a Bíblia, revela que Jeová é “o Deus de amor”. (2 Coríntios 13:11) Ela descreve como o amor O motivou a dar aos primeiros humanos uma vida livre de doenças e morte. 

Mas a rebelião contra a autoridade de Deus trouxe sofrimento à humanidade. (Deuteronômio 32:4, 5; Romanos 5:12) Jeová agiu para recuperar o que se havia perdido. A Palavra de Deus diz: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” (João 3:16) As Escrituras Sagradas esclarecem ainda mais o amor de Deus ao descreverem como ele providenciou um governo perfeito às mãos de Jesus para trazer de volta a paz à humanidade obediente. — Daniel 7:13, 14; 2 Pedro 3:13.

A Bíblia resume a obrigação do homem nestas palavras: “‘Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente.’ Este é o maior e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’ Destes dois mandamentos [depende] toda a Lei.” (Mateus 22:37-40) A Bíblia afirma ser inspirada por Deus. Visto que ela reflete claramente a personalidade dele, podemos ter certeza de que procede do “Deus de amor”. — 2 Timóteo 3:16.

Por aplicar essa única regra, podemos identificar quais escritos antigos são realmente de Deus. O amor identifica também os adoradores verdadeiros, pois eles imitam a Deus em mostrar amor

Como reconhecer as pessoas que amam a Deus

 

Os que realmente amam a Deus se destacam, especialmente hoje que vivemos nos tempos que a Bíblia chama de “últimos dias”. As pessoas são cada vez mais ‘amantes de si mesmas, amantes do dinheiro, mais amantes de prazeres do que amantes de Deus’. — 2 Timóteo 3:1-4.

Como você pode reconhecer as pessoas que amam a Deus? A Bíblia diz: “O amor de Deus significa o seguinte: que observemos os seus mandamentos.” (1 João 5:3) O amor a Deus motiva as pessoas a respeitarem as normas de moral da Bíblia. Por exemplo, a Palavra de Deus tem leis sobre sexo e casamento. As relações sexuais são permitidas apenas no casamento, e este deve ser permanente. (Mateus 19:9; Hebreus 13:4) Quando uma estudante de teologia, na Espanha, assistiu a uma reunião onde as Testemunhas de Jeová estudavam com muito interesse as leis de moral da Bíblia, ela comentou: “Saí de lá edificada, não somente pelos esclarecedores discursos bíblicos, mas também pela união que existe entre esse povo, sua elevada moral e comportamento impecável.”

Além de seu amor a Deus, os cristãos verdadeiros são facilmente identificados pelo modo como mostram amor ao próximo. Seu trabalho mais importante é falar a outros sobre a única esperança para a humanidade, o Reino de Deus. (Mateus 24:14) Nada pode trazer benefícios mais permanentes ao próximo do que ajudá-lo a obter conhecimento de Deus. (João 17:3) Os cristãos verdadeiros também mostram amor de outras maneiras. Dão ajuda prática aos que estão sofrendo. Por exemplo, quando um terremoto causou uma catástrofe na Itália, um jornal local noticiou que as Testemunhas de Jeová “agem de modo prático, estendendo uma mão amiga aos que sofrem, sem se preocuparem com a religião a que estes pertencem”.

Além de amarem a Deus e ao próximo, os cristãos verdadeiros amam uns aos outros. Jesus disse: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” — João 13:34, 35.

Será que o amor que os cristãos verdadeiros têm uns pelos outros é visivelmente diferente? A empregada doméstica Ema acha que sim. Ela trabalha em La Paz, na Bolívia, onde as diferenças étnicas em geral separam os ricos dos pobres. Ela disse: “A primeira vez que fui a uma reunião das Testemunhas de Jeová vi um homem bem vestido sentado ao lado de uma índia, conversando com ela. Eu nunca tinha visto algo assim. Naquele momento percebi que esse devia ser o povo de Deus.” De modo similar, uma jovem brasileira chamada Míriam disse: “Eu não sabia como ser feliz, nem mesmo na minha família. A primeira vez que vi o amor em ação foi entre as Testemunhas de Jeová.” Nos Estados Unidos, o diretor de notícias de uma emissora de televisão escreveu: “Se mais pessoas vivessem como os da sua fé, esta nação não estaria nas condições em que se encontra. Sou um jornalista que sabe que sua organização se baseia no amor e em forte fé no Criador.”

Procure a adoração verdadeira

 

O amor é uma característica distintiva da adoração verdadeira. Jesus comparou encontrar a adoração verdadeira com encontrar a estrada certa e escolher andar nela. É a única estrada que leva à vida eterna. Ele disse: “Entrai pelo portão estreito; porque larga e espaçosa é a estrada que conduz à destruição, e muitos são os que entram por ela; ao passo que estreito é o portão e apertada a estrada que conduz à vida, e poucos são os que o acham.” (Mateus 7:13, 14) Apenas um grupo de cristãos verdadeiros anda em união com Deus na estrada da adoração verdadeira. Portanto, faz diferença sim a religião que você escolhe. Se encontrar essa estrada e escolher andar nela, terá encontrado o melhor modo de vida — o caminho do amor. — Efésios 4:1-4.

Imagine que alegria você pode ter ao andar na estrada da adoração verdadeira! É como andar com Deus. Com ele você pode aprender sabedoria e amor e assim ter bons relacionamentos com outros. Pode aprender também sobre o objetivo da vida, entender as promessas de Deus e ter esperança para o futuro. Você nunca se arrependerá de ter procurado a adoração verdadeira.


Os cristãos verdadeiros são reconhecidos por praticarem o amor
1. Duas mulheres falando sobre a Bíblia; 2. reunião social Publicado em A Sentinela  de 1.º de março de 2007

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Faz diferença que religião você escolhe?

Faz diferença que religião você escolhe?




AO FAZER compras, a maioria de nós gosta de ter muitas opções. Quando há no mercado uma variedade de frutas e verduras, podemos escolher as que mais gostamos e que são saudáveis para nossa família. Se uma loja oferece roupas de vários modelos e cores por um preço acessível, podemos escolher a que fica melhor em nós. Algumas escolhas na vida são simplesmente uma questão de gosto pessoal. Mas outras afetam nosso bem-estar, como a escolha de alimento saudável ou de bons amigos. Que dizer da religião que escolhemos? Será que nossa forma de adoração deve ser apenas uma questão de gosto pessoal, ou é um assunto que afeta seriamente nosso bem-estar?

Existem muitas religiões entre as quais escolher. Muitos países hoje garantem a liberdade de religião, e as pessoas sentem-se cada vez mais livres para abandonar a religião de seus pais. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos constatou que 80% dos americanos “acreditam que existe mais de uma religião que pode levar à salvação”. De acordo com a mesma pesquisa, “um de cada cinco entrevistados disse que, depois de adulto, havia mudado de religião”. Uma pesquisa no Brasil mostrou que quase 25% de todos os brasileiros mudaram de religião.

No passado, as pessoas se envolviam em discussões acaloradas sobre as doutrinas que diferenciavam uma religião da outra. Hoje, o conceito comum é: ‘Não faz diferença que religião você escolhe.’ Será que não faz mesmo? Será que você pode ser afetado pela escolha que fizer?

Assim como compradores criteriosos fazem perguntas sobre a procedência dos produtos que vão comprar, assim também é sensato você se perguntar: ‘Como surgiram todas essas religiões, e por quê?’ A Bíblia responde a isso.

Como surgem as religiões?

Quase mil anos antes de Jesus vir à Terra, o Rei Jeroboão do Israel antigo deu início a uma nova religião. Ele foi o primeiro rei do reino independente de Israel, ao norte, e se deparou com o desafio de mobilizar o povo a ser leal à sua causa. “O rei tomou conselho e fez dois bezerros de ouro, e disse ao povo: ‘É demais para vós subir a Jerusalém. Eis o teu Deus, ó Israel.’” (1 Reis 12:28) Fica claro que esse rei queria usar a religião para induzir os israelitas a serem desleais a Jerusalém, onde sempre adoravam. A religião formada por Jeroboão durou séculos e resultou na ruína de milhões de pessoas quando Deus, por fim, executou julgamento sobre aquela apóstata nação de Israel. A religião de Jeroboão foi uma estratégia política. Algumas religiões estatais que ainda existem começaram da mesma maneira, como esforços de fortalecer o poder político.

Muitas religiões surgiram do desejo de poder político, prestígio e aceitação popular em vez do desejo de agradar a Deus

O apóstolo Paulo mostrou outro motivo que as pessoas têm para formar uma religião, ao dizer: “Sei que depois de eu ter ido embora entrarão no meio de vós lobos opressivos e eles não tratarão o rebanho com ternura, e dentre vós mesmos surgirão homens e falarão coisas deturpadas, para atrair a si os discípulos.” (Atos 20:29, 30) Líderes orgulhosos geralmente dão início a movimentos religiosos a fim de chamar atenção para si mesmos. As religiões que falsamente afirmam ser cristãs sofreram muitos cismas, isto é, dividiram-se em vários grupos por causa de diferenças de opiniões e crenças.

A quem as religiões querem agradar?

Atender o que as pessoas procuram pode ser o motivo de alguns formarem uma nova religião. Por exemplo, a revista The Economist publicou uma reportagem sobre as chamadas megaigrejas nos Estados Unidos. O artigo observava que essas igrejas crescem porque se “baseiam no mesmo princípio de todos os negócios bem-sucedidos: o freguês sempre tem razão”. Algumas têm “cultos mais animados, com vídeos, teatro e música contemporânea”. Alguns líderes nessas igrejas afirmam ensinar seus membros a ser “ricos, saudáveis e a viver livres de problemas”. A mesma reportagem observava que, embora essas igrejas sejam criticadas por fazerem parte da indústria do entretenimento ou do “comércio de auto-ajuda, elas simplesmente atendem à demanda”. A reportagem conclui: “A fusão entre comércio e religião é um sucesso absoluto.”

Embora as táticas comerciais de outras religiões talvez sejam menos evidentes, as igrejas que “atendem à demanda” nos fazem lembrar do aviso dado por Paulo. Ele escreveu: “Haverá um período de tempo em que não suportarão o ensino salutar, porém, de acordo com os seus próprios desejos, acumularão para si instrutores para lhes fazerem cócegas nos ouvidos; e desviarão os seus ouvidos da verdade, ao passo que serão desviados para histórias falsas.” — 2 Timóteo 4:3, 4.

Visto que muitas religiões surgiram do desejo de poder político, prestígio e aceitação popular em vez do desejo de agradar a Deus, não é de surpreender que a religião esteja envolvida em coisas más como abuso de crianças, fraudes, guerras e terrorismo. Na maioria dos casos, a religião é uma farsa. Como você pode evitar ser enganado?

Continua no proximo Artigo. Clique aqui.

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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Qual é o conceitode Deus sobre o ÁLCOOL?

Um homem pensando em álcool  
Qual é o conceitode Deus sobre o ÁLCOOL?


“SÓ MAIS UM GOLE”

CARLOS começou a beber quando tinha 11 anos.* Ele e seus amigos costumavam brincar no bosque imitando personagens de filmes. Os personagens não eram reais, mas a bebida que Carlos e seus amigos tomavam era bem real.
Alguém segurando uma bebida alcoólica Antônio tinha 40 anos quando começou a aumentar aos poucos de uma ou duas doses de bebida à noite para cinco ou seis. Com o tempo, ele perdeu a conta de quanto bebia durante o dia.
Carlos procurou ajuda para seu problema com a bebida. 

Antônio rejeitou a ajuda sincera que sua família e seus amigos ofereceram. Carlos está vivo hoje para contar sua história; Antônio morreu alguns anos atrás num acidente de carro depois de beber demais.

Mesmo quando alguém bebe em excesso sozinho, isso acaba afetando a vida de outras pessoas, em geral com consequências trágicas.# O uso exagerado de bebida está muitas vezes relacionado a abuso físico e verbal, agressão e assassinato, acidentes de carro ou no local de trabalho e uma série de problemas de saúde. Beber demais custa à sociedade bilhões de dólares por ano, além do impacto emocional que causa nas pessoas, famílias e filhos.

Ainda assim, “nem toda pessoa que bebe regularmente tem problema com a bebida”, dizem os Institutos Nacionais de Saúde, dos EUA, “e nem todos que têm problema com a bebida bebem todos os dias”. Muitas pessoas que não são alcoólatras desenvolveram, sem perceber, o hábito de beber demais. Outras bebem só ocasionalmente, mas tomam mais de cinco doses por vez.

Se você decidir tomar bebidas alcoólicas, quanto é demais? Como você pode saber quando não tomar “só mais um gole”? (Provérbios 23:29, 30, Contemporary English Version) Os próximos artigos apresentarão informações úteis sobre esse assunto.

*  Alguns nomes foram mudados.
#  Visto que os homens têm quatro vezes mais probabilidade de se tornar alcoólatras do que as mulheres, usamos o pronome masculino em toda esta série de artigos. No entanto, as informações se aplicam tanto a homens como a mulheres.

Segunda Parte

NOSSO Criador, que deseja o melhor para nós, não proíbe o uso moderado de álcool.* Na verdade, ele deu “o vinho, que alegra o coração do homem; o azeite, que lhe faz brilhar o rosto, e o pão que sustenta o seu vigor”. (Salmo 104:15, Nova Versão Internacional) Certa vez, Jesus Cristo contribuiu para aumentar a alegria de uma festa de casamento por transformar água no “melhor vinho”. — João 2:3-10, Bíblia na Linguagem de Hoje.

1. Um homem com ressaca; 2. Alguém destrancando a porta de um carro; 3. Uma bebida alcoólica; 4. Um homem brigando com a esposa; 5. Um homem em um bar
Beber demais causa muitos problemas

É de se esperar que nosso Criador saiba exatamente como o álcool afeta as funções do corpo e do cérebro. Por meio das páginas da Bíblia, nosso Pai celestial ‘nos ensina a tirar proveito’, e ele nos alerta fortemente contra o uso impróprio de bebidas alcoólicas. (Isaías 48:17) Veja estes avisos diretos:
“Não fiqueis embriagados de vinho, em que há devassidão.” (Efésios 5:18) “Os bêbados . . . não terão parte no Reino de Deus.” (1 Coríntios 6:9-11, BLH) A Palavra de Deus condena “as bebedeiras, as farras e outras coisas parecidas com essas”. — Gálatas 5:19-21, Nova Tradução na Linguagem de Hoje.

Vejamos agora alguns dos perigos de beber demais.

Os perigos de beber em excesso

Embora o álcool possa fazer bem à saúde, ele contém fortes ingredientes que alteram as funções do corpo e da mente. Beber em excesso pode causar alguns dos seguintes problemas:

Beber demais prejudica o critério da pessoa, fazendo com que ‘sua mente imagine coisas distorcidas’. (Provérbios 23:33, NVI) Carlos, mencionado no artigo anterior, diz: “O alcoolismo não é só uma doença do corpo; é uma doença que afeta os pensamentos e as atitudes. Você não pensa na dor que isso causa a outras pessoas.”

Beber demais também pode diminuir as inibições. As Escrituras avisam: “O vinho e o licor tiram a razão.” (Oseias 4:11, Pastoral) Como assim? Sob a influência sutil das bebidas alcoólicas, os pensamentos e os desejos que normalmente controlamos podem começar a se tornar aceitáveis — até mesmo convidativos. Nossa determinação de nos apegar ao que é certo pode enfraquecer. O álcool compromete nossas defesas morais, resultando em desastre espiritual.

João, por exemplo, brigou com sua esposa e foi direto para um bar. Ele bebeu um pouco para se acalmar, e daí uma mulher se aproximou. Depois de mais algumas doses, João saiu dali com ela e cometeu adultério. Mais tarde, ele se arrependeu profundamente de ter feito algo que nunca teria pensado em fazer caso a bebida não tivesse diminuído suas inibições.

Beber demais pode resultar em conversas e ações descontroladas. “Quem sempre tem problemas? Quem sempre discute e briga?”, pergunta a Bíblia. “Os que ficam acordados até tarde, tomando só mais um gole.” (Provérbios 23:29, 30, Contemporary English Version) Beber em excesso pode fazer você ‘se sentir como se estivesse no meio do mar, enjoado, balançando no alto do mastro de um navio’. (Provérbios 23:34, NTLH) Quem exagera na bebida pode acordar dolorido como se tivesse levado ‘uma surra e não percebeu’. — Provérbios 23:35, Pastoral.

Beber demais pode prejudicar a saúde. “No fim [o álcool] morderá como cobra e picará como a víbora.” (Provérbios 23:32, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) A medicina confirma a sabedoria desse provérbio antigo. O álcool em grandes quantidades é uma toxina potencialmente mortal que pode levar a vários tipos de câncer, hepatite alcoólica, cirrose, pancreatite, baixo teor de açúcar no sangue de pessoas diabéticas, síndrome alcoólica fetal, derrame ou insuficiência cardíaca — apenas para mencionar algumas das consequências. E beber demais até mesmo numa só ocasião pode resultar em coma ou morte. No entanto, os problemas mais sérios de beber muito não estão descritos nos livros de medicina.

O maior perigo. Embora a pessoa talvez não fique bêbada, beber sem moderação apresenta perigos espirituais. A Bíblia diz claramente: “Ai dos que se levantam de manhã cedo somente à procura de bebida inebriante, que ficam até tarde no crepúsculo vespertino, de modo que o próprio vinho os inflama!” Por quê? Isaías fala sobre os danos espirituais de beber demais: “Não olham para a atividade de Jeová e não viram o trabalho das suas mãos.” — Isaías 5:11, 12.

A Palavra de Deus nos alerta a não “ficar entre os beberrões de vinho”. (Provérbios 23:20) As mulheres idosas são avisadas a não se ‘escravizarem a muito vinho’. (Tito 2:3) Por quê? Aos poucos — muitas vezes sem perceber — as pessoas começam a aumentar o consumo de bebida com mais frequência. Com o tempo, elas podem “ficar acordadas, se perguntando: ‘Quando vai amanhecer para que eu possa beber mais um pouco?’”. (Provérbios 23:35, CEV) Se uma pessoa passa a ansiar uma bebida logo de manhã para se recuperar dos excessos da noite anterior, ela está cruzando uma linha perigosa.

A Bíblia alerta que aqueles que se envolvem “em excessos com vinho, em festanças, em competições no beber . . . prestarão contas àquele que está pronto para julgar os viventes e os mortos”. (1 Pedro 4:35) E sobre os tempos decisivos em que vivemos, Jesus deu o seguinte aviso: ‘Prestai atenção a vós mesmos, para que os vossos corações nunca fiquem sobrecarregados com o excesso no comer, e com a imoderação no beber, e com as ansiedades da vida, e o dia de Jeová venha sobre vós instantaneamente como um laço.’ — Lucas 21:34, 35.
No entanto, o que as pessoas que têm algum tipo de problema com bebida podem fazer para não ficarem ‘sobrecarregadas com a imoderação no beber’?

*  Neste artigo, “álcool” e “bebida” em geral se referem a cerveja, vinho e outras bebidas alcoólicas.
Qual é o CONCEITO DE DEUS sobre bebidas alcoólicas?

Terceira Parte 


MANTER A BEBIDA no devido lugar

ANTÔNIO, mencionado no primeiro artigo, poderia ter tido uma vida bem diferente — se tivesse enfrentado o seu problema com bebidas alcoólicas. Mas visto que aparentemente podia consumir muitas doses sem sinais óbvios de excesso, ele acreditava que tinha o controle de sua vida. Por que essa autoanálise era tão falsa?
Seu critério ficou distorcido pelo consumo excessivo de álcool. Quer Antônio soubesse disso, quer não, o próprio órgão que monitorava sua condição física, mental e emocional — seu cérebro — funcionava mal quando estava sobrecarregado com o excesso de bebidas alcoólicas. Quanto mais Antônio bebia, menos capacidade seu cérebro tinha de avaliar a situação de modo preciso.
Um outro motivo para a autoavaliação equivocada de Antônio foi seu desejo intenso de continuar a beber. Carlos, mencionado nos artigos anteriores, no começo negava que tinha problemas com o álcool. “Eu escondia que bebia muito”, ele admite, “dava desculpas e tentava minimizar meu problema com o álcool. Eu tinha um objetivo — não parar de beber”. Apesar de outras pessoas verem que a bebida estava controlando Antônio e Carlos, eles continuavam a dizer a si mesmos que tudo estava normal. No entanto, os dois precisavam tomar alguma ação para controlar o consumo de bebidas. Mas que ação?

Tome ação!

Muitos que pararam de beber agiram em harmonia com as palavras de Jesus: “Se, pois, aquele olho direito teu te faz tropeçar, arranca-o e lança-o para longe de ti. Porque é mais proveitoso para ti que percas um dos teus membros, do que ser todo o teu corpo lançado na Geena.” — Mateus 5:29.
É claro que Jesus não estava incentivando a automutilação. Em vez disso, em sentido figurado ele estava enfatizando que devemos estar dispostos a cortar de nossa vida qualquer coisa que seja espiritualmente prejudicial. De fato, a ação que temos de tomar pode ser muito dolorosa. Mas ela nos protegerá de atitudes ou situações que podem levar a beber demais. Assim, se outros expressarem preocupação por você estar bebendo muito, tome medidas para controlar isso.* Se ficar claro que você não consegue controlar seu consumo de bebida, esteja disposto a tirá-la de sua vida. Por mais doloroso que isso possa ser, dói muito menos do que uma vida arruinada.
Mesmo que você não seja um alcoólatra, tem o costume de beber demais? Em caso afirmativo, que medidas práticas você pode tomar para manter o álcool no seu devido lugar?

Onde encontrar ajuda

1. Acredite no poder de orações constantes e sinceras. A Bíblia dá o seguinte conselho a todos os que querem agradar a Jeová Deus: “Em tudo, por oração e súplica, junto com agradecimento, fazei conhecer as vossas petições a Deus; e a paz de Deus, que excede todo pensamento, guardará os vossos corações e as vossas faculdades mentais por meio de Cristo Jesus.” (Filipenses 4:6, 7) O que você deve falar em suas orações para conseguir essa paz mental?
Admita honestamente que tem um problema com a bebida, um problema que é você que tem de resolver. Dizer a Deus o que você gostaria de fazer sobre isso fará com que ele abençoe seus esforços de obter alívio e de evitar problemas mais sérios. “Quem encobre as suas transgressões não será bem sucedido, mas, ter-se-á misericórdia com aquele que as confessa e abandona.” (Provérbios 28:13) Jesus também disse que devemos orar: “Não nos leves à tentação, mas socorre-nos do iníquo.” (Mateus 6:13; nota) Mas como você pode agir em harmonia com suas orações, e onde pode encontrar respostas às suas súplicas?

O álcool está dominando você?

Talvez seja bom você se perguntar:
Álcool
  • Bebo agora mais do que bebia antes?
  • Bebo mais frequentemente do que antes?
  • Minha bebida agora é mais forte?
  • Bebo para lidar com o estresse ou para fugir de problemas?
  • Um amigo ou uma pessoa da família disse que está preocupado com meu consumo de bebidas alcoólicas?
  • A bebida já me causou problemas em casa, no trabalho ou em viagens?
  • Acho difícil ficar sem beber por uma semana?
  • Sinto-me incomodado quando outros não bebem?
  • Escondo das outras pessoas a quantidade de bebida que consumo?
Se você respondeu sim a uma ou mais dessas perguntas, talvez você precise tomar medidas para controlar seu consumo de bebidas alcoólicas.

2. Obtenha força da Palavra de Deus. “A palavra de Deus é viva e exerce poder . . . e é capaz de discernir os pensamentos e as intenções do coração.” (Hebreus 4:12) Muitas pessoas que bebiam em excesso foram ajudadas por ler todos os dias alguns versículos da Bíblia e meditar neles. “Feliz é o homem que não tem andado no conselho dos iníquos”, escreveu um salmista temente a Deus. “Mas, seu agrado é na lei de Jeová, e na sua lei ele lê dia e noite em voz baixa. . . . Tudo o que ele fizer será bem sucedido.” — Salmo 1:1-3.


Carlos, que por estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová teve forças para vencer seu problema com o álcool, diz: “Tenho certeza que se não fosse pela Bíblia e pelos princípios bíblicos que me ajudaram a parar de beber, eu estaria morto.”


3. Cultive o autodomínio. A Bíblia relata que, na congregação cristã, alguns que haviam sido beberrões foram lavados “com o espírito de nosso Deus”. (1 Coríntios 6:9-11) Como assim? Uma coisa que os ajudou a parar de se embebedar e de ir em festanças foi cultivar o autodomínio, uma qualidade que é desenvolvida com a ajuda do espírito santo de Deus. “Não fiqueis embriagados de vinho, em que há devassidão, mas ficai cheios de espírito.” (Efésios 5:18; Gálatas 5:21-23) Jesus Cristo prometeu que ‘o Pai, no céu, daria espírito santo aos que lhe pedissem’. Portanto, “persisti em pedir, e dar-se-vos-á”. — Lucas 11:913.


Aqueles que querem adorar a Jeová de modo aceitável podem cultivar o autodomínio por ler e estudar a Bíblia e por orar constantemente com sinceridade. Em vez de se entregar ao desânimo, aceite esta promessa da Palavra de Deus: “Aquele que semeia visando o espírito, ceifará do espírito vida eterna. Assim, não desistamos de fazer aquilo que é excelente, pois ceifaremos na época devida, se não desfalecermos.” — Gálatas 6:8, 9.


4. Escolha boas companhias. “Quem anda com pessoas sábias tornar-se-á sábio, mas irá mal com aquele que tem tratos com os estúpidos.” (Provérbios 13:20) Fale aos seus amigos sobre sua decisão de manter o consumo de bebidas alcoólicas sob controle. No entanto, a Palavra de Deus avisa que se você abandonar os ‘excessos com vinho, festanças, e competições no beber’ alguns ex-amigos ficarão ‘intrigados e falarão de você de modo ultrajante’. (1 Pedro 4:3, 4) Esteja disposto a cortar a amizade com aqueles que enfraquecem sua determinação de manter sob controle o consumo de bebidas alcoólicas.


5. Estabeleça limites definidos. “Cessai de ser modelados segundo este sistema de coisas, mas sede transformados por reformardes a vossa mente, a fim de provardes a vós mesmos a boa, e aceitável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2) Se permitir que os princípios da Palavra de Deus o ajudem a estabelecer seus próprios limites em vez de deixar que seus colegas ou “este sistema” façam isso, você terá um modo de vida aceitável a Deus. Mas como você pode determinar qual é o limite seguro no seu caso?


Qualquer quantidade de bebida alcoólica que prejudica seu critério e enfraquece seu raciocínio é muito para você. Assim, se decidir beber, não é prudente estabelecer um limite vago entre a sobriedade e a embriaguez. Mesmo que você ache que não tem um problema, não deixe que isso o impeça de fazer uma avaliação honesta sobre seus hábitos relacionados à bebida. Estabeleça um limite definido e seguro, bem dentro dos padrões da moderação — um limite que não permitirá que você se desvie para o excesso.


6. Aprenda a dizer não. “Deixai simplesmente que a vossa palavra Sim signifique Sim, e o vosso Não,Mateus 5:37) Aprenda a recusar com tato as ofertas persistentes de um anfitrião bondoso, mas que tem pouco discernimento. “Vossa pronunciação seja sempre com graça, temperada com sal, para que saibais como responder a cada um.” — Colossenses 4:6. Não.” (


7. Peça ajuda. Procure a ajuda de amigos apoiadores que possam fortalecer sua determinação de controlar o consumo de bebidas alcoólicas e que possam lhe dar ajuda espiritual. “Melhor dois do que um, porque eles têm boa recompensa pelo seu trabalho árduo. Pois, se um deles cair, o outro pode levantar seu associado.” (Eclesiastes 4:9, 10; Tiago 5:14, 16) O Instituto Nacional de Combate ao Abuso do Álcool e ao Alcoolismo dos Estados Unidos diz algo parecido: “Pode haver ocasiões em que diminuir a quantidade de bebidas alcoólicas é difícil. Peça apoio à sua família e amigos para o ajudar a alcançar seu objetivo.”


8. Apegue-se à sua decisão. “Tornai-vos cumpridores da palavra e não apenas ouvintes, enganando-vos com falsos raciocínios. Mas aquele que olha de perto para a lei perfeita que pertence à liberdade e que persiste nisso, este, porque se tornou, não ouvinte esquecediço, mas fazedor da obra, será feliz em fazê-la.” — Tiago 1:2225.

Tomar decisões sábias sobre o uso de álcool

Antes de tomar uma bebida alcoólica, pense:
Um copo vazio
  • É aconselhável que eu consuma bebidas alcoólicas, ou não devo beber nada? Recomendação: Quem não consegue controlar o consumo de bebida, não deve beber nada.
  • Quanto eu devo beber? Recomendação: Estabeleça seu limite antes de o álcool comprometer seu critério.
  • Quando eu devo beber? Recomendações: Não beba antes de dirigir ou de realizar atividades que exijam atenção; não beba antes de atividades religiosas; não beba durante a gravidez; não beba quando estiver tomando certos medicamentos.
  • Onde eu posso beber? Recomendações: Num ambiente saudável; não em segredo para esconder o que bebe; não em frente de pessoas que ficariam ofendidas.
  • Com quem devo beber? Recomendações: Com amigos ou familiares que são boas influências; não com pessoas que têm problemas com a bebida.

Livrar-se do vício

Nem toda pessoa que bebe em excesso se torna alcoólatra. Mas alguns começam a beber tanto — ou tão frequentemente — que ficam viciados. Visto que o vício em álcool inclui dependência física e psicológica de uma substância forte, essas pessoas talvez precisem mais do que força de vontade e ajuda espiritual para se livrar do alcoolismo. “Quando estava tentando parar de beber”, lembra-se Carlos, “a dor física da abstinência era enorme. Foi então que percebi que, além da ajuda espiritual que eu estava recebendo, precisava também de tratamento médico”.


Muitas pessoas que bebem precisam de um tratamento médico que reforce sua luta espiritual contra seu vício e as ajude a não retornar a ele.# Alguns precisam ser internados para lidar com os sintomas graves de abstinência ou para receber medicação que reduza sua necessidade extrema de álcool e também para serem ajudados a não sofrer uma recaída. O Filho de Deus, que realizava milagres, disse: “Os fortes não precisam de médico, mas sim os enfermos.” — Marcos 2:17.

A Palavra de Deus ajudou uma pessoa que bebia demais

Supot, na Tailândia, bebia muito. No começo, ele bebia apenas à noite. Aos poucos, passou a beber de manhã e depois também na hora do almoço. Muitas vezes, bebia só para ficar bêbado. Mas então começou a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová. Quando aprendeu que Jeová Deus não aprova a embriaguez, Supot parou de beber. Mas depois de um tempo, voltou aos velhos hábitos. Sua família ficou arrasada.
Supot No entanto, Supot ainda amava a Jeová e queria adorá-lo da forma correta. Seus amigos continuaram a ajudá-lo, e incentivaram sua família a passar mais tempo com ele e a não desistir dele. Nessa época, a declaração direta encontrada em 1 Coríntios 6:10 de que os ‘beberrões não herdarão o reino de Deus’ ajudou Supot a ver a gravidade de sua situação. Ele viu a necessidade de fazer tudo o que fosse preciso para vencer seu problema com a bebida.
Dessa vez, Supot estava determinado a parar de beber definitivamente. Por fim, com o poder do espírito santo de Deus, a orientação da Palavra de Deus e a ajuda de sua família e da congregação, Supot conseguiu a força espiritual necessária, e venceu sua luta contra o álcool. Sua família ficou muito feliz quando ele foi batizado em símbolo de sua dedicação a Deus. Supot agora tem um relacionamento achegado com Deus — algo que ele sempre havia desejado — e usa seu tempo para ajudar outros em sentido espiritual.

Benefícios de acatar as instruções divinas

Os conselhos sensatos da Bíblia sobre bebidas alcoólicas vêm do Deus verdadeiro, que deseja o melhor para nós — não só para nosso bem-estar atual, mas também para nosso benefício eterno. Vinte e quatro anos depois de parar de beber, Carlos se lembra: “Foi maravilhoso saber que eu podia ser diferente, aprender que Jeová desejava me ajudar a endireitar minha vida, que ele . . . ” Carlos para um pouco e segura as lágrimas à medida que essas lembranças lhe vêm à mente. “Hum, . . . saber que Jeová entende e se importa e dá a ajuda necessária — isso é incrível.”


Portanto, se está bebendo demais ou está viciado em bebidas alcoólicas, não desista logo de você nem conclua que não há esperança. Carlos e muitos outros já passaram por essa situação. Conseguiram diminuir o consumo de álcool ou pararam de beber completamente. Eles não se arrependem disso; você também não se arrependerá.


Não importa se você decidir consumir bebidas alcoólicas com moderação ou não beber nada, acate o apelo amoroso de Deus: “Oh! se tão somente prestasses realmente atenção aos meus mandamentos! A tua paz se tornaria então como um rio e a tua justiça como as ondas do mar.” — Isaías 48:18.

*  Veja o quadro “O álcool está dominando você?
#  Há muitos centros de tratamento, hospitais e programas de reabilitação que oferecem ajuda. A Sentinela não recomenda nenhum tratamento específico. Cabe a cada um avaliar cuidadosamente as opções e tomar uma decisão que não entre em conflito com os princípios bíblicos.


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É errado tomar bebidas alcoólicas?

Doses de diversos tipos de bebidas

É errado tomar bebidas alcoólicas?


“O VINHO é zombador, a bebida inebriante é turbulenta, e quem se perde por ele não é sábio.” Será que esse texto bíblico, em Provérbios 20:1, indica que é errado tomar bebidas alcoólicas? Alguns acham que sim, e tentam provar isso chamando a atenção para relatos bíblicos que mostram as más conseqüências do abuso do álcool. — Gênesis 9:20-25.

Além disso, há os resultados desastrosos de se beber demais: acidentes trágicos, ruína financeira, maus-tratos da família, danos ao feto e doenças como cirrose hepática. Talvez pensando nessas terríveis conseqüências, “muitas religiões ensinavam que o consumo de bebidas alcoólicas era contrário aos princípios de moral”, diz a The World Book Encyclopedia. Mas é contra os princípios de moral tomar bebidas alcoólicas? Será que a Bíblia proíbe tomar bebidas alcoólicas, mesmo em pequenas quantidades?

O que diz a Bíblia?

 

A Bíblia realmente alerta sobre as más conseqüências do abuso do álcool. Efésios 5:18 exorta: “Não fiqueis embriagados de vinho, em que há devassidão.” Também, Provérbios 23:20, 21 diz: “Não venhas a ficar entre os beberrões de vinho, entre os que são comilões de carne. Porque o beberrão e o glutão ficarão pobres”, e Isaías 5:11 diz: “Ai dos que se levantam de manhã cedo somente à procura de bebida inebriante, que ficam até tarde no crepúsculo vespertino, de modo que o próprio vinho os inflama!”

A Bíblia também menciona as alegrias e os benefícios de beber moderadamente. Por exemplo, Salmo 104:15Eclesiastes 9:7, é ‘comer o teu alimento com alegria e beber o teu vinho com um bom coração’. Conhecendo os benefícios medicinais do vinho, Paulo disse a Timóteo que não ‘bebesse mais água, mas usasse de um pouco de vinho por causa do seu estômago e dos seus freqüentes casos de doença’. (1 Timóteo 5:23) A Bíblia menciona que o álcool pode ajudar uma pessoa a lidar com a angústia. — Provérbios 31:6, 7. diz que um dos presentes de Deus é o “vinho que alegra o coração do homem mortal”. E uma das recompensas pelo bom trabalho, mencionada em

Fica claro então que a Bíblia não proíbe o consumo de bebidas alcoólicas. O que ela na verdade condena é beber demais e a embriaguez. Assim, Paulo exortou os superintendentes cristãos, os servos ministeriais e as mulheres idosas a não serem “dados a muito vinho”, e ele aconselhou Timóteo a tomar apenas “um pouco de vinho”. (1 Timóteo 3:2, 38; Tito 2:2, 3) Todos os cristãos são lembrados de que os “beberrões” não “herdarão o reino de Deus”. — 1 Coríntios 6:9, 10.

É interessante notar que a Bíblia relaciona a bebedeira com a glutonaria, indicando que ambas devem ser evitadas. (Deuteronômio 21:20) Se a intenção fosse proibir totalmente o consumo de bebidas alcoólicas, não indicaria isso que comer, mesmo em pequenas quantidades, também seria errado? No entanto, o que a Bíblia condena é a glutonaria e beber em excesso a ponto de ficar embriagado — não comer e beber com moderação.

O que Jesus fez?

 

Cristo deixou ‘um modelo para seguirmos de perto os seus passos’, diz o apóstolo Pedro. “Ele não cometeu pecado.” (1 Pedro 2:21, 22) Sendo assim, como Jesus encarava as bebidas alcoólicas? Para começar, seu primeiro milagre foi transformar água em vinho. Em que espécie de vinho Jesus transformou aquela água? “O diretor da festa” elogiou o noivo a respeito do vinho que havia sido produzido milagrosamente. Ele disse: “Todo outro homem apresenta primeiro o vinho excelente, e, quando as pessoas ficam inebriadas, o inferior. Tu reservaste o vinho excelente até agora.” — João 2:9, 10.

Beber vinho fazia parte da celebração da Páscoa, e Jesus usou vinho quando instituiu a Refeição Noturna do Senhor. Estendendo um copo aos seus discípulos, ele disse: “Bebei dele, todos vós.” Sabendo que sua morte era iminente, ele acrescentou: “Doravante, de modo algum beberei deste produto da videira, até o dia em que o beberei novo, convosco, no reino de meu Pai.” (Mateus 26:27, 29) Realmente, as pessoas sabiam que Jesus tomava vinho. — Lucas 7:34.

O que devemos fazer?

 

Embora a Bíblia não proíba o consumo de bebidas alcoólicas, isso não significa que somos obrigados a tomá-las. Há várias razões para se abster de álcool. Por exemplo, um ex-alcoólatra sabe que até mesmo uma dose de bebida pode ser perigosa. Uma mulher grávida talvez não tome bebidas alcoólicas para evitar danos ao feto. E sabendo como o álcool afeta o raciocínio e os reflexos, um motorista se refreia de fazer qualquer coisa que coloque em perigo a sua vida ou a de outros.

Um cristão não gostaria de ser pedra de tropeço para alguém cuja consciência condena o consumo de bebidas alcoólicas. (Romanos 14:21) Prudentemente, esse cristão se refrearia de tomar bebidas alcoólicas ao participar no ministério. É digno de nota que sob a Lei de Deus para o Israel antigo, os sacerdotes não podiam ‘beber vinho, nem bebida inebriante’ quando estivessem em serviço oficial. (Levítico 10:9) Também, nos países onde o consumo de álcool é proibido ou restrito, os cristãos obedecem à lei. — Romanos 13:1.

Embora decisões sobre beber ou não, ou sobre quanto beber, sejam pessoais, a Bíblia recomenda a moderação. Ela diz: “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus.” — 1 Coríntios 10:31.

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Permaneça no favor de Deus apesar de mudanças



ESTÁ passando por mudanças na sua vida? Acha difícil aceitá-las? A maioria de nós já passou, ou passará, por isso. Alguns exemplos reais do passado podem nos ajudar a identificar qualidades que serão úteis ao enfrentar mudanças.
O jovem Davi segurando uma ovelha Veja o caso de Davi e as muitas mudanças que teve de enfrentar. Ele era um simples menino pastor quando Samuel o ungiu como futuro rei. Ainda jovem, ofereceu-se para lutar contra o gigante filisteu Golias. (1 Sam. 17:26-32, 42) O jovem Davi foi convidado a morar na corte do Rei Saul e nomeado chefe do exército. Ele não podia sequer imaginar essas mudanças na sua vida; tampouco prever o que aconteceria depois.
Davi deprimido A relação de Davi com Saul tornou-se muito tensa. (1 Sam. 18:8, 9; 19:9, 10) Para salvar a vida, Davi teve de viver como fugitivo por vários anos. Mesmo quando reinava sobre Israel, suas circunstâncias mudaram drasticamente, em especial quando cometeu adultério e depois assassinato, e tentou encobrir esses pecados. Em resultado de seus pecados, ele sofreu calamidades na família. Entre outras, a rebelião de seu filho Absalão. (2 Sam. 12:10-12; 15:1-14) Mesmo assim, depois que Davi se arrependeu dos pecados de adultério e assassinato, Jeová o perdoou e ele recuperou o favor divino.

As suas circunstâncias também podem mudar. Problemas de saúde, apertos financeiros ou dificuldades na família — até mesmo nossas próprias ações — causam mudanças na nossa vida. Que qualidades podem nos ajudar a enfrentar melhor tais desafios?

A humildade nos ajuda

Humildade envolve ter uma atitude submissa. A verdadeira humildade nos faz ver como realmente somos e os outros como eles são. Por não denegrir as qualidades e os sucessos de outros, podemos apreciar melhor quem são e o que fazem. Do mesmo modo, a humildade pode nos fazer entender por que algo nos aconteceu e como lidar com isso.
Davi e Jonatã Jonatã, filho de Saul, é um bom exemplo. Suas circunstâncias mudaram por causa de eventos fora de seu controle. Ao dizer a Saul que Jeová iria tirar-lhe o reino, Samuel não disse que Jonatã seria constituído rei. (1 Sam. 15:28; 16:1, 12, 13) A escolha de Davi como novo rei de Israel, feita por Deus, excluiu Jonatã. Em certo sentido, a desobediência de Saul teve um efeito desfavorável sobre Jonatã. Embora não fosse culpado pelos erros do pai, Jonatã não o sucederia no trono. (1 Sam. 20:30, 31) Como ele reagiu? Ficou ressentido por causa da oportunidade perdida, ou com ciúmes de Davi? Não. Apesar de ter mais idade e experiência, Jonatã lealmente o apoiou. (1 Sam. 23:16-18) A humildade o ajudou a entender quem tinha a bênção divina, e ele ‘não pensou mais de si mesmo do que era necessário pensar’. (Rom. 12:3) Jonatã entendeu o que Jeová esperava dele e aceitou sua decisão.

A verdadeira humildade nos faz ver como realmente somos
Naturalmente, muitas mudanças causam algum tipo de dificuldade. Durante algum tempo, Jonatã teve relacionamentos com dois homens que lhe eram próximos. Um deles era Davi, seu amigo e futuro rei designado por Jeová. O outro era Saul, seu pai, que, mesmo já tendo sido rejeitado por Jeová, ainda reinava. Essa situação deve ter causado estresse emocional a Jonatã, ao mesmo tempo em que ele procurava manter o favor de Jeová. As mudanças que temos de enfrentar podem nos causar certas dúvidas e apreensão. Mas, se procuramos entender o ponto de vista de Jeová, podemos continuar a servi-lo lealmente ao lidarmos com as mudanças.

A importância da modéstia

Modéstia envolve estar ciente de nossas limitações. Não devemos confundir modéstia com humildade. Mesmo uma pessoa humilde talvez não se aperceba bem de suas limitações.
Davi era modesto. Embora Jeová o tivesse escolhido como rei, por anos Davi não pôde assumir o trono. Não há nada escrito que indique que Davi tenha recebido alguma explicação de Jeová para essa aparente demora. Mas essa situação, embora parecesse frustrante, não o abalou. Ele reconhecia suas limitações e entendia que Jeová, que permitia essa situação, controlava os assuntos. Assim, nem mesmo para salvar a própria vida Davi mataria Saul, e ele impediu seu companheiro Abisai de fazer isso. — 1 Sam. 26:6-9.

Pode surgir na nossa congregação uma situação que não entendemos, ou que, do nosso ponto de vista, não parece estar sendo tratada do modo melhor ou mais bem organizado. Será que reconheceremos modestamente que Jesus é o Cabeça da congregação e que ele age por meio do corpo de anciãos designados para tomar a dianteira? Mostraremos modéstia, cientes de que para manter o favor de Jeová temos de esperar que ele conduza os assuntos por meio de Jesus Cristo? Esperaremos com modéstia, mesmo que isso seja desafiador? — Pro. 11:2.

A mansidão nos ajuda a ser positivos

Mansidão significa temperamento brando. Ela nos habilita a suportar a injúria com paciência, sem irritação, ressentimento ou espírito de vingança. É uma qualidade difícil de cultivar. Curiosamente, certo texto bíblico incentiva os “mansos da terra” a ‘procurar a mansidão’. (Sof. 2:3) A mansidão se relaciona com humildade e modéstia, mas inclui outras qualidades, como bondade e brandura. Uma pessoa mansa cresce em sentido espiritual quando aceita instrução e se deixa moldar.
Como a mansidão nos ajuda a lidar com novas fases na nossa vida? Talvez tenha notado que muitos tendem a ver as mudanças numa luz negativa. Na realidade, as mudanças podem ser oportunidades para Jeová nos dar ainda mais treinamento. A vida de Moisés ilustra isso.
Moisés
Moisés teve de enfrentar desafios que refinaram sua mansidão

Aos 40 anos de idade, Moisés já tinha boas qualidades. Era sensível às necessidades do povo de Deus e tinha espírito de abnegação. (Heb. 11:24-26) No entanto, antes de Jeová o designar para liderar a saída de Israel do Egito, Moisés teve de enfrentar mudanças que refinaram sua mansidão. Foi obrigado a fugir do Egito e viver na terra de Midiã por 40 anos, trabalhando como pastor, sem nenhum destaque. Com que resultado? Essa mudança fez dele uma pessoa melhor. (Núm. 12:3) Aprendeu a colocar os interesses espirituais acima da vontade pessoal.

A mansidão é essencial para nosso desenvolvimento pessoal

Como exemplo da mansidão de Moisés, vejamos o que aconteceu quando Jeová disse a ele que desejava rejeitar a desobediente nação de Israel e fazer dos descendentes de Moisés uma poderosa nação. (Núm. 14:11-20) Moisés intercedeu em favor de Israel. Suas palavras mostram que ele se preocupava com a reputação de Deus e o bem-estar de seus irmãos, não com seus próprios interesses. Para o papel de líder e mediador da nação era necessário uma pessoa mansa como Moisés. Miriã e Arão murmuraram contra ele, porém o registro bíblico diz que Moisés era “em muito o mais manso de todos os homens”. (Núm. 12:1-3, 9-15) Pelo visto, ele suportou com mansidão os insultos deles. O que teria acontecido se Moisés não fosse manso?

Em outra ocasião, o espírito de Jeová ‘pousou’ sobre certos homens, levando-os a profetizar. Josué, assistente de Moisés, achou que esses israelitas estavam agindo de modo impróprio. Moisés, porém, com mansidão via as coisas do ponto de vista de Jeová e sua preocupação não era perder a autoridade. (Núm. 11:26-29) Se Moisés não fosse manso, teria ele aceitado essa mudança no arranjo de Jeová?

A mansidão habilitou Moisés a usar bem a grande autoridade que recebeu e a cumprir o papel que Deus lhe designara. Jeová o convidou a subir ao monte Horebe e a representar o povo. Deus falou a Moisés por meio de um anjo e o designou mediador do pacto. Foi a mansidão de Moisés que o habilitou a aceitar essa grande mudança de autoridade e, ainda assim, permanecer no favor de Deus.

E quanto a nós? A mansidão é essencial para nosso desenvolvimento pessoal. Todos a quem se confiou privilégios e autoridade entre o povo de Deus precisam ser mansos. Isso evita agirmos com orgulho diante de mudanças e nos capacita a enfrentar as situações com atitude correta. A nossa reação é importante. Aceitaremos a mudança? Vamos encará-la como oportunidade para melhorar? Poderá ser uma oportunidade sem igual para cultivar a mansidão.

Sempre enfrentaremos mudanças na nossa vida. Às vezes não é fácil entender por que as coisas acontecem. Limitações pessoais e tensão emocional podem tornar difícil manter um enfoque espiritual. Mesmo assim, qualidades como humildade, modéstia e mansidão nos ajudarão a aceitar as mudanças e permanecer no favor de Deus.

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